Planeta Debian Brasil

09/02/2010

Andre Luis Lopes

Seu cérebro como produto : prepare sua vitrine

Atualmente, vivemos uma fase de transição um pouco complexa, nebulosa e indefinida. Provavelmente já houveram fases semelhantes em outras épocas, uma vez que tudo no mundo é cíclico.

Não somos mais a geração Coca-Cola, não somos a geração das grandes guerras (apesar das guerras ainda existirem, em menor escala, mas não em menor número de vítimas), não somos a geração de coisa alguma.

Nada assustadoramente grande e importante aconteceu em nossa geração. Aliás, eu nem faço parte da geração atual, já que não sou adolescente há um bom tempo, mas prefiro simplesmente ignorar esse fato.

Minha geração (infância nos anos 80 e adolescência nos anos 90) não teve nada de extremamente importante acontecendo globalmente enquanto se desenvolvia.

O resultado é que atualmente somos um bando de quase tiozinhos com saudades de modas e cultura tosca dos anos 80. Sim, sinal de decadência, mas fazer o quê ? A idade chega e quanto a isso não há nada a ser feito.

Porém, é importante notar que, por mais que a criação não possa ser atribuído a nossa geração, fomos nós, os adolescentes dos anos 90, que começamos a realmente utilizar computadores e fazer do uso dos mesmos uma mania presente em nosso dia-a-dia, assim como a TV (infelizmente) ainda é presente atualmente na vida de nossos pais.

A geração seguinte, os nascidos nos anos 90 e vivendo sua adolescência atualmente, já nasceram em um mundo onde o uso de computadores e a Internet era algo completamente normal. Sim, é estranho imaginar isso, mas existiu um tempo em que se utilizava computadores desconectados da Internet.

Reconheço, uma grande parte das possibilidades atuais não existiam sem a Internet e a principal vantagem, a possibilidade do alcance do que você produz ser global, não era sequer imaginada.

Resumindo, era um tempo chato para os padrões atuais e quem utilizava computadores nessa época (e, obviamente, anteriormente a essa época) realmente podia ser chamado de “nerd”.

Apesar de ser uma época desconectada, foi necessária, visto que durante a mesma grande parte das tecnologias existentes atualmente foi inventada. Hoje em dia, qualquer um é rotulado de “nerd”, já que o termo está na moda.

Naquela época, no entanto, somente quem realmente gostava da coisa o fazia, visto que era necessário ter muita imaginação para sentar em frente a uma telinha ilhada, desconectada, por horas e horas, conversando somente com a máquina e não com outras pessoas.

Confesso que, atualmente, apesar de obviamente saber que existe utilidade em computadores desconectados, os mesmos perdem praticamente 90% de sua utilidade caso estejam sem acesso a Internet. E estou comentando somente o uso doméstico que fazemos dos mesmos.

Profissionalmente falando, na área em que trabalho, a falta do acesso Internet só serve para aumentar a integração dos funcionários na degustação do líquido sagrado nosso de cada dia, o santificado café.

Sou um ser estranho, visto que iniciei nesse mundo de tecnologias acompanhando o surgimento comercial da Internet e o início do uso massificado do acesso a mesma, e estou entrando em uma era em que o não acesso a Internet significa, na prática, não ter chance alguma de algum tipo de sucesso profissional.

Atualmente, não somente os profissionais da área de tecnologia, mas qualquer tipo de profissional, sem o louvado acesso a Internet, no mínimo, não consegue executar suas funções profissionais de forma correta, independente da complexidade do mesmo.

A perda do acesso, atualmente, é obviamente muito mais sentida e indesejada do que a perda da televisão o era em gerações passadas. A TV, por mais que tenhamos tentado reverter esse quadro, sempre foi um meio muito mais de entretenimento do que de cultura.

A Internet, por outro lado, apesar de ter todo o entretenimento e a baboseira necessária para quem os procura, oferece uma gama extremamente mais extensa de material cultural para os que estiverem realmente interessados.

Um reflexo disso é que uma quantidade extremamente grande de ocupações e até mesmo de profissões foram criadas nos últimos anos. Profissões essas que nem mesmo eram sequer imaginadas como possíveis há poucos anos.

Utilizamos a Internet para nos divertir, para estudar, para trabalhar, para namorar e, provavelmente, qualquer outra atividade humana que você possa imaginar possui uma forma de ser reproduzida na Internet. No mínimo, ao menos pode ser facilitada.

Isso nos leva ao fato de que, já há alguns anos, e isso tem se intensificado ainda mais com a Internet e as tecnologias que dela se utilizam, o trabalho humano passou a ser essencialmente intelectual.

Obviamente, sempre existiu trabalho intelectual e sempre existiu o trabalho braçal. Também obviamente, isso não significa o fim completo do trabalho braçal, mas sim um foco cada vez menor no mesmo, somente o estritamente necessário, e um maior foco no conteúdo produzido através do uso do intelecto.

O que me leva ao assunto principal desse post (sim, eu utilizo idéias introdutórias muito maiores do que o ponto principal, me processe) : em um futuro próximo, nossa principal ferramenta de trabalho será o cérebro.

Para algumas profissões, como a que exerço, por exemplo, isso já é uma realidade e, na verdade, o tem sido basicamente desde sua invenção. O fato é que um número muito maior de profissões baseadas no pensar e no intelecto foram e continuarão a ser criadas.

Sendo o cérebro nossa principal ferramenta de trabalho, não seria comum que, dentro de algum tempo, venhamos a notar uma maior necessidade de substâncias que possam estimular o cérebro, da mesma forma que, nas épocas do trabalho baseado na força física, nos era útil ter ferramentas para melhorar nosso desempenho físico ?

Veja bem, não estou me referindo a drogas ilegais. As mesmas sempre existiram e provavelmente sempre existirão. A forma e a apresentação mudarão, mas as mesmas sempre estarão lá, disponíveis para quem quiser se destruir.

Me refiro a formas não prejudiciais a saúde de estimular o pensamento e o trabalho cerebral. Formas legais, sem que tenhamos que nos render a perigosas soluções milagrosas ilegais e seus conhecidos efeitos colaterais.

Ter a mente livre de preocupações, bem como ter uma boa dose de inspiração são pontos que, em minha opinião, são essenciais para que o trabalhador intelectual possa produzir e desempenhar bem suas funções.

O raciocínio lógico exige concentração, um certo desligamento do mundo real, uma imersão no problema e uma volta a realidade com soluções e respostas que resolvam problemas reais. É quase que um estado de transe.

Desenvolvedores de software provavelmente já conhecem bem esse estado. Mesmo eu, que não lido com desenvolvimento diretamente em meu dia-a-dia, sinto frequentemente que me encontro nesse estado fora da realidade.

Caso não queiramos rumar em direção ao buraco sem fundo da depressão, precisamos não somente da motivação financeira materializada na figura de nosso salário pago, mas também de inspiração para produzirmos.

Da mesma forma que um escritor precisa se inspirar para escrever seus textos ou um pintor precisa de inspiração para desenvolver suas obras, o profissional intelectual precisa de inspiração para conseguir produzir, dada a quantidade assustadora de informações com as quais o mesmo lida diariamente no cumprimento de suas funções.

Conhecendo bem nossos governantes e a sociedade retrógrada e empacadora do progresso em que vivemos, obviamente substâncias inspiradoras, caso venham a um dia existir (e não vejo o motivo para que não venham a existir), demorariam pequenas eras para serem aprovadas como soluções legais para problemas reais.

Dito isso, pergunto : o futuro nos reserva uma nova droga, mesmo que temporária, a qual nos preencheria com a inspiração necessária para que possamos continuar a produzir em uma sociedade totalmente baseada na informação ?

Alimento para o pensamento. Deixem suas opiniões nos comentários e, por favor, respeitem o português. Ele não somente fornecer seu pães.



por andrelop em 09/02/2010 00:37

06/02/2010

João Eriberto Mota Filho

Preciso de teclado similar ao convencional mas sem numpad

Alguém conhece algum modelo de teclado sem numpad, de preferência ABNT2, mas idêntico a um convencional? Gostaria de algo como o mostrado na figura a seguir (editada por mim no GIMP a partir de um teclado comum):

http://www.eriberto.pro.br/teclado.jpg
Notem que quero algo como um teclado comum: setas e conjunto de teclas especiais no mesmo lugar. Apenas menor. Como considero que o numpad nem sempre é útil para usuários domésticos, queria um teclado sem ele. Preciso de algo que seja menor mas que não me faça me perder ao digitar.

Grato a quem responder.

por Eriberto em 06/02/2010 23:15

Andre Luis Lopes

Como não se dar mal : pergunte-me como!

Uma das coisas que sempre me questionei na vida foi porque os adultos insistiam tanto em coisas que, à época, em minha infância, pareciam tão exageradamente chatas.

Seja uma boa pessoa. Seja educado. Estude. Não tenha vícios. Não faça aos outros o que não gostaria que lhe fizessem. Coisas obviamente chatas e nada interessantes quando estamos no início de nossas vidas.

Na época adolescência nos parecem ainda pior, uma vez que nessa época estamos atolados de hormônios ocupando o lugar do cérebro e tendemos a agir de forma insana muito facilmente.

Quando você começa a entrar na vida adulta, começa a sentir uma dificuldade imensa em entender tudo. A vida passa a ficar bem mais complicada e tudo parece algo extremamente complicado e de outro mundo.

É natural, já que você passa a ter que se comportar e agir como adulto caso queira ser respeitado e ter chance de conseguir algo na vida. Ninguém gosta de um “adultocente” (um adulto com comportamento adolescente), por mais que digam o contrário e que possa lhe parecer “cool” ter sempre uma atitude jovem.

Ter um espírito jovem não significa fazer as mesmas bobagens que você fazia na adolescência, com toda a falta de experiência e todos os hormônios que podiam ser utilizados como desculpa. Parece óbvio, mas muito gente não entende isso.

Aliás, muito gente não entende conceitos básicos. Aliás, muita gente parece ter que ser agredida fisicamente para começar a fazer os neurônios funcionarem no tranco, dada a quantidade de bizarrices e vidas desperdiçadas que vemos por aí.

O problema principal é que as pessoas parecem utilizar o cérebro somente esporadicamente. Sério, esse monte de peso que você possui dentro de sua caixa craniana não está aí somente para fazer peso. Use-o.

O ser humano possui habilidades espantosas, mas  existem pessoas que atendem o instinto selvagem de forma tão rápida e conseguem acionar seus orgãos menos intelectuais de forma tão fácil que parecem nem precisar ter um cérebro para acioná-los.

Infelizmente, mesmo sabendo que o cérebro é o que comanda todos os outros membros e orgãos do corpo e por isso é utilizado quase que inconscientemente de forma constante, as pessoas parecem esquecer que ele existe, na grande maioria das vezes.

Voltando ao assunto dos conselhos paternos, na vida adulta você começa a ter lampejos de entendimento do significado dos mesmos. Ainda os tem como chatos, mas entende que são necessários.

Nossos pais não nos diziam detalhes indicando a razão de você realmente ter que seguir seus conselhos simplesmente porque não estávamos preparados intelectualmente para entendê-los.

O mais lamentável é que, na vida adulta, muitas pessoas continuam parecendo não ter a capacidade intelectual de entendê-los. Não é culpa do cérebro. Como um orgão, ele precisa ser exercitado ou fatalmente irá atrofiar.

E não há uma forma de exercitar o cérebro senão consumindo cultura. Lendo, escrevendo, vendo filmes interessantes, discutindo sobre questões importantes, conhecendo opiniões e pontos de vista e compartilhando suas opiniões e pontos de vistas. Tudo isso exercita o cérebro.

Da mesma forma que sentimos dor nas pernas e nos braços quando vamos à academia em uma primeira vez, não é fácil iniciar sua vida cultural. Felizmente, da mesma forma que seu corpo se adapta aos exercícios e passa a suportar cargas mais intensas, seu cérebro se alimenta da cultura e passa a solicitar mais.

De forma similar aos exercícios, cultura também faz bem a saúde, mais especificamente a sua saúde mental. E todos sabemos que somente exercitar um em detrimento do outro não é uma boa idéia. Mente sã, corpo são.

O que é difícil de entender é que as pessoas da sociedade atual possuem a sua disposição uma ferramenta global, altamente útil e repleta de todas as forma de cultura como a Internet e não a utilizam.

Óbvio que se você está lendo este texto você utiliza a Internet, visto que não teria acesso ao mesmo de outra forma. É importante notar, no entanto, que ter acesso a Internet não necessariamente significa que você realmente a utiliza, que você realmente tira algum proveito da mesma.

Claro, com a Internet se tornando nossa segunda casa, nada mais natural do que se divertir com a mesma, procurando distrações e humor. Mas a Internet não serve somente para bater papo com seus amiguinhos e alimentar seus pequenos animais em suas minúsculas fazendas virtuais.

Você tem a disposição uma quantidade virtualmente infinita de informações sobre virtualmente qualquer assunto. Me espanta as pessoas ainda procurarem cursos e treinamentos nos dias atuais, quando tudo o que se precisa pode ser encontrado online.

Obviamente, é necessário foco para não se distrair e passar o tempo todo consumindo conteúdo inútil, mas o conteúdo relevante e útil está disponível e facilmente acessível. Na maioria das vezes, de forma gratuita.

É incompreensível ver pessoas reclamando de falta de oportunidades, se lamentando por não conseguirem um emprego ou uma promoção devido a não conhecerem um assunto específico ou mesmo pagando caros centros de ensino para tentarem adquirir conhecimento que já está livremente e gratuitamente disponível na Internet.

Uma pesquisa de 5 segundos, seguida de um clique de botão lhe separam da maioria do conhecimento que você precisa. Tecnologias atuais lhe permitem emular ambientes de tecnologia complexos nos quais virtualmente qualquer tipo de solução pode ser testada.

Nunca foi tão fácil ser autodidata. É só ter um pouco de força de vontade e perder alguns minutos e você certamente consegue encontrar qualquer coisa que precisar, bem como aprender sozinho o que precisa ou tem vontade de aprender.

Quanto mais você aprende, mais compreende a imensidão de assuntos interessantes e mais tem vontade de aprender. Seu cérebro lhe agradece, sua saúde lhe agradece, seus familiares e amigos lhe agradecem, a sociedade lhe agradece e você passa a ter a capacidade de entender que, lá na infância, os conselhos que seus pais lhe davam são totalmente relevantes.

São formas simplificadas de lhe dizer que você pode ser feliz e que, para isso, é só seguir as pistas que a vida lhe dá gratuitamente. Tudo e todos com os quais você tem contato formam sua vida e fazem parte da mesma.

Você começa aprendendo com as mais próximos, seus pais, e continua seguindo as dicas que lhe são dadas continuamente, mesmo que indiretamente, até o final de sua vida. A isso damos o nome de evolução.


por andrelop em 06/02/2010 17:25

05/02/2010

Tiago Bortoletto Vaz

How to comply with Australian law in Brazil


From arstechnica.com:

The state of South Australia has a new election law that went into effect January 6, and its effect was shocking: anonymous political speech on the Internet was simply destroyed.

The law required anyone posting a political comment online during an election period to supply their real name and address or face a fine of up to AUS$1,250. The measure was grossly discriminatory—it applied only to bloggers and commenters, not to online “journals” (newspapers or magazine which are written by Real Journalists).

Let’s try this in portuguese:

Olá mundo, eu me chamo Tiago Bortoletto Vaz e resido na Alameda Itú, número 265, na cidade de São Paulo. Arruda, vai tomá no cú!

(Hello world, my name is Tiago Bortoletto Vaz and I live at Alameda Itú, 265, in São Paulo. Arruda, go sodomize yourself!)

Seria isso um political comment? Hmm… Acho que não :)

por tiagovaz em 05/02/2010 19:46

Auto-atendimento BBugado (II)


Problema na execução de sua solicitação
Falha de comunicação: Erro por estouro do timeout. (S203-000)

(x 4)

por tiagovaz em 05/02/2010 17:26

04/02/2010

Tiago Bortoletto Vaz

A burrice como forma de inteligência


Eu preciso dar nome a um certo tipo de inteligência.

Uma pessoa burra pode ser considerada inteligente após desenvolver a habilidade de usar sua burrice em proveito próprio e conseguir coisas que em geral demandariam inteligência?

Eu conheço gente que usa a burrice pra isso, com plena ciência. Já viram isso? Não, ela não é inteligente! :)

Ardilosa? Astuta? Obreptícia? (Ugh!)

por tiagovaz em 04/02/2010 23:35

Andre Luis Lopes

Redes sociais : estão todas fadadas a irrelevância ?

Tenho que reconhecer : ultimamente, tenho utilizado muitas redes sociais. Muito mais do que eu imaginaria poder utilizar em um passado não muito distante (alguns poucos meses, em tempo de Internet).

No longínquo tempo de poucos meses atrás, eu ainda tinha a mesma visão que a maioria das pessoas que conheço tem das redes sociais : tecnologias bobinhas para se divertir, mas sem nenhum conteúdo relevante real.

Felizmente, após algum tempo tentando entendê-las, consegui perder o preconceito e passei a compreender que a relevância, em muitos casos, existe para quem corre atrás e não para quem quer que a mesma caia em seu colo como que por mágica.

Ainda não venci o preconceito principal e não desfiz o orkuticído cometido a muitos anos atrás, mas comecei a viver em outras redes sociais. Mais especificamente, comecei já há algum tempo a utilizar serviços de microblogging como o Twitter e o Identi.ca (apesar de reconhecer que uso muito mais o Twitter do que o Identi.ca, mea culpa).

O Twitter tem tudo e mais um pouco para lhe parecer algo extremamente sem sentido e sem utilidade, mas depois de algum tempo você passa a entender o funcionamento e começa a aproveitá-lo.

Hoje em dia, sei que quem diz que Twitter é somente para idiotas que querem ficar sabendo quantas vezes desconhecidos foram ao banheiro são pessoas que realmente não entenderam a utilidade do serviço.

Se você só tem somente esse tipo de informação (inútil, obviamente) em sua timeline, desculpe lhe dizer, mas o incompetente é você. Ao contrário das demais redes sociais do passado (novamente, passado em tempo de Internet), com serviços de microblogging você é quem define a qual tipo de conteúdo quer ter acesso.

Se as pessoas que você segue não são relevantes para você e só falam besteiras, simplesmente pare de seguí-las. Simples assim. Ninguém é obrigado a continuar seguindo alguém só porque esse alguém o segue.

Reciprocidade o cacete :-) Sério, não sofra e não tenha medo de utilizar o equivalente ao botão de trocar de canal das redes sociais : utilize o recurso de “unfollow“. É efetivo e faz bem a saúde mental.

Você segue quem fala o que lhe interessa, seja amigo pessoal/conhecido ou não. Eu acompanho várias pessoas que não me acompanham e não passo a acompanhar todos que passaram a me acompanhar.

Se eu acreditar que um amigo, seja ele um amigo pessoal ou não, parou de ser relevante como o era no início e se tornou um maluco informando seus horários para fazer o número dois, “unfollow’” nele.

É fácil assim e, após isso, invariavelmente a felicidade volta a reinar em sua timeline. Na verdade, a regra de ouro para manter a sanidade é bem simples : somente acompanhe as pessoas que são relevantes para você.

Após algum tempo de uso de serviços de microblogging, passei a dar mais valor para redes sociais e, por isso, resolvi dar uma chance ao Facebook, já que todos diziam que se tratava de um Orkut melhorado e com uma quantidade de salsas bem menor.

Não me arrependi e, com a integração do Facebook com quase tudo que se possa imaginar em termos de redes sociais, principalmente com serviços de microblogging, passei a gostar do serviço.

Cheguei até a flertar com o formspring.me. Resisti bastante no início devido a outro preconceito, o de acreditar que se tratava de um serviço inútil para uma pessoa comum e irrelevante como eu.

Por quê eu iria utilizar um serviço onde as pessoas poderiam me fazer perguntas de todos os tipos ? Isso me cheirava a algo restrito a (sub)celebridades instantâneas, coisa que obviamente nunca fui e não pretendo ser.

Depois de algumas pessoas conhecidas pedirem para que eu passasse a utilizar o serviço, aceitei a idéia como uma forma de iniciar somente mais uma brincadeira, já que sabia que provavelmente seriam perguntas engraçaralhas para as quais eu teria respostas ainda mais engraçaralhas.

Me inscrevi no serviço e as pessoas começaram a me fazer perguntas. Achei bastante interessante e passei a respondê-las. Surgiram perguntas não tão engraçaralhas como eu imaginava e eu gostei da brincadeira de respondê-las. As pessoas retribuíram e começaram a fazer mais perguntas, eu gostei e mantive meu perfil no serviço até hoje.

O interessante do serviço é que as pessoas podem fazer perguntas anonimamente. Ou seja, se você quer saber se possui inimigos, essa é sua chance, já que, nesse caso, invariavelmente vão aparecer perguntas cabeludas de “anônimos”.

No meu caso, acredito que tenha um dom até então desconhecido : o dom de enganar muito bem as pessoas, já que consegui passar todo esse tempo sem nenhuma pergunta cabeluda. Consegui responder tudo o que foi perguntado até o momento, sem descartar nenhuma pergunta.

Ou seja, ou eu não tenho inimigos realmente (improvável) ou as pessoas encontraram alguém ainda pior do que eu para chatear. Por mais que solicitasse perguntas inteligentes e desafiadoras (não ofensivas, obviamente), não tive muitas perguntas que me fizeram perder muito tempo pensando em respostas, infelizmente.

De qualquer forma, acredito que o ponto principal é que, atualmente, as redes sociais são ferramentas bastante interessantes, seja para se divertir, encontrar pessoas com interesses em comum e trocar figurinhas, trabalhar e até mesmo encontrar seus arquiinimigos, quando pinta aquela vontade de sacanear (algo muito frequente, em meu caso).

Se você ainda acredita que redes sociais são coisas de miguxos e estão fadadas ao fracasso, ao esquecimento e a obsolescência, azar o seu. Pense novamente e tente se livrar de seus preconceitos. Você não tem nada a perder.


por andrelop em 04/02/2010 22:53

Tiago Bortoletto Vaz

Auto-atendimento BBugado


Boa tarde, Tassia. Seu último acesso foi em 26/01/2010, 16:11:30.

Em sua agência BB, procure: ** GERENTE ** ()*.

por tiagovaz em 04/02/2010 15:17

03/02/2010

Fernando Ike

Debian e Wifi BCM4328

    Com o Kernel Linux 2.6.32 entrando no Sid, minha placa wireless (Broadcom BCM4328) parou de funcionar por uma razão justa. Esta placa precisa de firmware proprietário para funcionar. Também não fiz muito esforço (preguiça…) para fazer funcionar o módulo b43 do kernel. 

    Além de instalar o módulo wl e usar o module-assistant, foi necessário baixar o driver windows desta placa e instalar o firmware. Segue o breve procedimento:

# aptitude update
# aptitude install module-assistant wireless-tools
# m-a a-i broadcom-sta
# update-initramfs -u -k $(uname -r)
# modprobe -r b44 b43 b43legacy ssb
# modprobe wl 

    Se não tiver o driver da BCM4328 do windows, pode baixar e extrair o arquivo bcmwl5.sys para copiar em /lib/firmware:

# wget ftp://ftp.work.acer-euro.com/notebook/ferrari_1000/driver/WLan%20Driver%20802.11n%20Rel.%204.80.28.7.zip
# unzip WLan\ Driver\ 802.11n\ Rel.\ 4.80.28.7.zip
# cp bcmwwl5.sys /lib/firmware
# modprobe wl 

     Para conferir se funcionou:

# dmesg|tail |grep BCM4328

     O resultado será algo como abaixo:

 

[ 4445.821657] eth1: Broadcom BCM4328 802.11 Wireless Controller 5.10.91.9

   Referências:

http://wiki.debian.org/wl

- http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=372864

por Fernando Ike em 03/02/2010 23:40

Gustavo Noronha Silva

C-A-B e Magic SysRq

Isso era pra ser comentário de um post no blog do Eriberto, mas como ele exige login para fazer comentários e reiniciar a senha que eu obviamente esqueci demorou muito, vai um post mesmo.

O post dele trata da ida embora da combinação Control-Alt-Backspace, que matava o X. Essa combinação ir embora é uma coisa boa, na minha opinião por vários motivos, o principal deles sendo que eu já derrubei meu X várias vezes sem querer fazendo um comando no Emacs ou no Bash ;D. Se uma combinação desse tipo era tão importante e precisava ser intuitiva é melhor a gente parar de zoar a Microsoft fazendo camisas com C-A-del e começar a zoar a nós mesmos =P.

Depois ele diz que “Novidade: agora é AltGR PrintScreen K.”. Não é bem assim. Essa combinação existe desde sempre e é um dos comandos do chamado Magic SysRq do Linux. Essa combinação específica serve para matar todos os processos do virtual terminal atual, que acaba por ser o suficiente para conseguir algo semelhante ao C-A-B. Outras combinações são AltGr+SysRq+e, que manda um SIGTERM pra todo mundo, AltGr+SysRq+i, que manda um SIGKILL pra moçada, AltGr+SysRq+s que faz um sync de emergência (manda pro disco tudo que tá em memória esperando pra ir pro disco), AltGr+SysRq+u, que remonta os sistemas de arquivo em modo leitura, e AltGr+SysRq+b que dá reboot.

As combinações mágicas precisam estar habilitadas no Linux (estão na maioria das distribuições, por padrão) e podem te ajudar a sair de um “travamento”, mesmo que seja reiniciando o sistema de forma limpa, sem risco de perder dados.

por kov em 03/02/2010 12:04

02/02/2010

Andre Luis Lopes

Quem poderá nos defender ?

Mais uma vez, contrariando as indicações de tudo e de todos, estive pensando sobre o futuro, minha condição de nerd e a sociedade estranha na qual estou inserido.

Nós, nerds, apesar de sermos paparicados pelas empresas criadoras de tecnologias, na esperança de que sejamos formadores de opiniões e espalhemos nossas opiniões sobre seus produtos entre nossos semelhantes (e, principalmente, para os não semelhantes), somos na verdade meros objetos sendo utilizados.

Inicialmente, acreditamos que as empresas desenvolvedoras de tecnologia realmente desenvolvem produtos pensando em nosso perfil. Porém, infelizmente, pouco tempo depois, caímos na realidade e percebemos que a realidade é bastante diferente.

Atualmente, os gadgets mais interessantes, os que possuem maior capacidade de criar um novo mercado ou de se estabelecerem como uma nova tendência e cair nas graças do uso massificado não são muito amigáveis para os nerds.

Obviamente, são atraentes como qualquer nova tecnologia o é. Porém, não são atraentes o suficiente para que passem a ocupar um espaço dedicado e garantido em nossa vida.

Celulares, por exemplo, por mais que eu os odeie, passaram a ocupar um local dedicado e garantido em minha vida, por mais que eu me arrependa de dizer disso. São um caso específico, na verdade, pois, ao menos em meu caso, são um mau necessário.

Mas servem para ilustrar, nesse contexto. O ponto é que se tornou algo presente no dia-a-dia de todos, algo massificado, que virtualmente todos possuem e não sabem mais como viver sem. Em outras palavras, ocupou seu lugar em nossas vidas.

Os gadgets atualmente lançados, mais atraentes ao público em geral e que possuem capacidade de conquistar seu lugar em nossas vidas, no entanto, pecam quando o assunto é conquistar realmente um lugar na vida de nossa classe, nerds estranhos segundo a maioria da humanidade não estranha.

Eles não possuem a “hackeabilidade” necessária. Não são dispositivos que permitam que façamos o que quiser com os mesmos. Obviamente, nenhum dispositivo de consumo massificado terá níveis de “fuçabilidade” muito altos, por motivos óbvios : o público alvo pouco se importa com esse item.

Porém, para nós, nerds, esse item é extremamente importante, senão essencial. É aceitável que o gadget, em última instância, seja fornecido com um conjunto limitado de recursos que permitam sua personalização de acordo com as preferência dos usuários mais exigentes.

O que não é aceitável, a meu ver, é que esses mesmos gadgets não permitam modificação alguma e, por vezes, até mesmo tornem isso algo ilegal. A minha opinião é que, contanto que eu não esteja fazendo algo realmente ilegal, sou eu quem deve decidir o que eu posso e o que eu não posso fazer com um gadget pelo qual eu paguei.

Infelizmente, ultimamente, o que venho percebendo é que, cada vez mais, os novos dispositivos de desejo são fornecidos de fábrica com opcionais que não são, em primeiro momento, indesejáveis para o público em geral mais que o são para o nerd padrão.

DRM, por exemplo, é algo que se encaixa nesse contexto. Se eu comprei o gadget e se eu comprei o conteúdo, porque diabos a empresa que me vendeu o dispositivo é que tem que decidir que eu só poderei usar o conteúdo em um único dispositivo ?

Por quê a empresa que desenvolveu o leitor de livros eletrônicos tem que decidir que o livro que eu adquiri só pode ser lido no dispositivo de leitura eletrônica que ela ou seu parceiro comercial me vendeu ?

Eu posso muito bem querer ler esse livro em meu desktop, em meu smartphone, em um laptop ou em um netbook. Sendo eu o dono da cópia adquirida e possuíndo todos esses gadgets, porque não poderia usar o conteúdo dessa forma ?

São todas formas moralmente legais de utilização. Porém, infelizmente, os dispositivos atuais estão sendo distribuídos com mecanismos que impedem que algo tão simples como o cenário descrito acima seja possível.

Se eu quiser instalar um aplicativo de um terceiro em meu dispositivo eu perco totalmente o suporte ao dispositivo ? Não seria mais correto eu, no máximo, não ter suporte ao aplicativo de terceiro em questão e não a todo o dispositivo ?

Pior, isso significa que, na visão da empresa que desenvolveu o produto, eu sou agora um fora da lei ? E, como fora da lei, estaria eu sujeito a penas legais ? Seria justo eu ser punido legalmente somente por estar usando meu dispositivo, comprado legalmente, da forma que eu acredito ser a forma correta e não da forma que a empresa desenvolvedora da tecnologia definiu como correta ?

Pense bem, a minha forma de uso não é moralmente incorreta. Eu não estou deixando de pagar ninguém, não estou utilizando conteúdo adquirido por meios não oficiais e ilegais, mas se não adquiri o conteúdo (seja ele um aplicativo, um livro eletrônico, uma música ou qualquer outro conteúdo) diretamente da empresa que desenvolve a tecnologia ou de seus parceiros eu estou agora, oficialmente, sendo reconhecido como um usuário ilegal ?

Já não é ruim o suficiente os gadgets atuais serem severamente limitados ? Já não é feio o suficiente essas empresas lançarem produtos artificialmente limitados somente para terem chance de lançarem novas versões continuamente, cada uma acrescentando somente uma pequena funcionalidade dentre todas as que sabemos que poderiam existir desde a primeira versão do produto ?

Agora, além de sermos obrigados a conviver com produtos artificialmente limitados, com preços inflados totalmente fora de nossa realidade, ainda temos nossa liberdade de utilização de algo que adquirimos legalmente sendo cerceada de acordo com os interesses de quem os desenvolveu ?

Essas empresas não entendem que, a partir do momento que o produto é vendido, a propriedade daquela cópia do mesmo passa a ser do indivíduo que a adquiriu e não mais delas, as empresas criadoras ?

Você aceitaria adquirir um carro se soubesse que a empresa poderia, remotamente e automaticamente, sem o seu consentimento e sem o seu conhecimento prévio, esgotar o tanque de gasolina caso você circulasse por estradas que as montadoras acreditassem que não fossem interessantes ?

Você aceitaria ser taxado de ilegal caso decidisse ir até a praia no final de semana com seu carro e a estrada utilizada como caminho para seu passeio não fosse administrada pela montadora ou por um de seus parceiros ?

Não ? Então por quê devemos aceitar situação semelhante com os dispositivos tecnológicos que adquirimos ? Por quê aceitar que a empresa que desenvolve nosso leitor de livros eletrônicos apague remotamente de nossosdispositivos de leitura, sem nosso consentimento, um livro pelo qual pagamos ?

Por quê aceitar que seu novo gadget seja artificialmente limitado, não permita a instalação de aplicativos de terceiros para execução de músicas e não permita que as mesmas sejam transferidas de seu desktop para o mesmo caso as mesmas não tenham sido adquiridas da empresa desenvolvedora da tecnologia em questão ou de seus parceiros ?

Visão deturpada da realidade ? Alarmismo inconsciente ? Visão exagerada de um futuro que obviamente não será tão ruim assim ? Sinto dizer, mas isso já ocorre hoje em dia.

Bem-vindo ao presente.


por andrelop em 02/02/2010 23:49

Tiago Bortoletto Vaz

This is supposed to work…


Now just a link for my donna lee attempt rather than a crap embedded object from flickr.

por tiagovaz em 02/02/2010 03:40

01/02/2010

João Eriberto Mota Filho

Recuperação de arquivos do OpenOffice.Org e BrOffice.Org

A situação

Imagine uma situação: você possui um pendrive ou partição de HD com arquivos do OpenOffice.Org. Por um acidente ou desastre, esses arquivos são perdidos. Eles podem ter sido apagados, a partição pode ter sido formatada ou a área de controle do filesystem foi perdida (ocorrência típica em FAT32 em pendrives). Agora, você precisa recuperar arquivos, inclusive os do OpenOffice.Org (BrOffice.Org).

Procedimentos

Para obtermos sucesso, teremos que empregar algumas técnicas de forense computacional. A primeira coisa a fazer é criar uma imagem da mídia a ser manipulada. Vamos trabalhar com a hipótese de ser um pendrive que pode ser acessado como /dev/sdb. Adote os passos a seguir para gerar a imagem:

# cd
# apt-get install dcfldd
# dcfldd if=/dev/sdb of=pendrive.img

Uma vez gerada a imagem, poderemos utilizar o foremost e o magicrescue para recuperar os arquivos do OpenOffice.Org. No entanto, antes, é necessário entender o padrão ODF, utilizado pelo OpenOffice.Org.

Vamos analisar um documento .odt. Abra o OpenOffice.Org (ou BrOffice.Org) e gere um arquivo no Writer. Escreva a palavra “teste” e salve como arquivo.odt dentro de um diretório vazio (para fins didáticos, vou considerar /tmp/doc). Esse arquivo.odt é, na verdade, um monte de arquivos e diretórios “zipados” com o padrão PkZip/WinZip. Siga os procedimentos:

# apt-get install unzip
# cd /tmp/doc
# unzip arquivo.odt

Descompactado o arquivo.odt, surgiram os seguintes arquivos e diretórios:

Configurations2  content.xml  META-INF  meta.xml  mimetype  settings.xml  styles.xml  Thumbnails

Esses elementos formam os arquivos gerados pelo OpenOffice.Org quando clicamos em salvar. O texto digitado pelo usuário está dentro do arquivo content.xml. Então, uma conclusão importante: os arquivos do OpenOffice.Org são do tipo zip e sempre conterão, dentre outras coisas, um content.xml. Guarde esta informação; ela é essencial.

As ferramentas foremost e magicrescue permitem recuperar arquivos, por padrões, a partir da leitura da superfície de um disco (e a imagem é a cópia de uma superfície de disco). Vamos recuperar os arquivos do padrão zip, existentes na imagem, com o foremost.

# cd
# apt-get install foremost
# foremost -t zip -o zips pendrive.img

Com o comando anterior, será criado um diretório zips, contendo todos os arquivos .zip encontrados na imagem. Se preferir o magicrescue, utilize a sitaxe a seguir:

# mkdir zips2
# magicrescue -r zip -d zips pendrive.img

Ao final do trabalho é possível notar que o foremost é bem mais rápido. No meu caso, em uma situação real de recuperação de dados em uma imagem, o foremost encontrou 5.044 arquivos zip, enquanto o magicrescue encontrou 5.017 arquivos. Então, aconselho a sempre buscar arquivos utilizando os dois programas.

Depois de encontrados os arquivos, com todos no mesmo diretório, elimine os duplicados. Para isso:

# apt-get install fdupes
# cd <diretório_com_arquivos_zip>
# fdupes -d -N .

IMPORTANTE: na última linha, note o ponto no final.

O próximo passo será descobrir quais arquivos zip poderão ser arquivos gerados pelo OpenOffice.Org. Para isto, basta procurar por “content.xml” dentro dos arquivos. Um grep resolve isso:

$ grep content.xml *

Por fim, abra cada arquivo e verifique o seu conteúdo. Utilize o comando ooffice. Exemplo:

$ ooffice 02268560.zip

A seguinte linha poderá ser útil:

for i in $(grep content.xml *|cut -d" " -f3); do ooffice $i; rm -i $i; done

Essa linha mostrará o conteúdo de cada arquivo no OpenOffice.Org e, em seguida, perguntará se você deseja apagar tal arquivo. Isso será feito arquivo por arquivo e sempre será pedida a confirmação para apagar. É MUITO IMPORTANTE notar que o mesmo documento poderá aparecer várias vezes, em várias versões salvas pelo usuário durante o seu tempo de confecção ou como cópia gravada em outra área do disco. Então, seja criterioso ao analisar cada documento. Uma dica é observar o seu tamanho (teoricamente quanto maior mais recente, caso tenha conteúdo adicionado constantemente) e as propriedades de edição (no OpenOffice.Org: Arquivo > Propriedades).

Extensões suportadas

FOREMOST. Na versão 1.5.6, as seguintes extensões são suportadas: avi, bmp, cpp, doc, exe, gif, htm, jpg, mov, mpg, ole, pdf, png, rar, riff, wav, wmv, zip.

MAGICRESCUE. Na versão 1.1.8, as seguintes extensões são suportadas: avi, canon-cr2, elf, flac, gimp-xcf, gpl, gzip, jpeg-exif, jpeg-jfif, mp3-id3v1, mp3-id3v2, msoffice, nikon-raw, perl, png, ppm, zip.

Palestra sobre Forense

Disponível em http://www.eriberto.pro.br/palestras.

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TWITTER: para saber sobre os meus livros e outras novidades, me siga em http://twitter.com/eribertomota. Prometo que serão mensagens esporádicas. Não pretendo anunciar cada soluço meu. :-)

por Eriberto em 01/02/2010 18:01

Thadeu Penna

Primeiro, o macroscópico

Primeiro, o macroscópico

Uma vitória do hexacampeão brasileiro e com injustamente um homem a menos. Sem problemas, campeão é para isto mesmo. Nem vou botar a imagem do Império do Amor, mas parece que o Conca já sabia que os cinco gols na defesa, até então virgem, iriam calar (a menor) parte do Maracanã conca.jpg

Amanhã, eu conto como funciona meu microscópio USB, da primeira compra na DealExtreme.

por tjpp em 01/02/2010 11:40

João Eriberto Mota Filho

Debian Squeeze + Alsa + Intel HDA (ICH7) + webcam

Aqui continua a minha saga com o Squeeze. Desta vez tive problemas com o som. Não há mais alsaconf porque o mantenedor do alsa-utils (pacote que engloba o alsaconf) alega que o alsaconf tem muitos bugs e é de difícil manutenção.

Na quinta-feira passada conectei a minha webcam Microsoft Lifecam VX-1000 para falar com o meu editor e amigo Rubens Prates. A webcam funciona MUITO bem no Kopete do KDE4 (não fica escura). Desliguei o computador no fim do dia. No dia seguinte, o som não funcionava. O KMix mostrava somente o mic da webcam. Então, despluguei a webcam e rebootei a máquina (eu podia ter descarregado os módulos mas estava tentando recriar o cenário anterior). O som voltou a funcionar. Lendo a documentação do Alsa e consultando a Internet, descobri que a webcam estava sendo carregada antes da placa de som (que é on-board em uma placa-mãe Intel).

Procurando pelo fato no Google, encontrei o bug #524196, que dizia:

There are snd cards supported being that driver which one wants to be the first card. So in your case a file /etc/modprobe.d/sound.conf which encloses:

alias snd-card-0 snd-yourdriver
options snd-yourdriver index=0
alias snd-card-1 snd-usb-audio
options snd-usb-audio index=1

No meu caso, com o auxílio do comando lsmod, descobri que o driver correto é o snd_hda_intel. Então, o meu /etc/modprobe.d/sound.conf ficou assim:

alias snd-card-0 snd_hda_intel
options snd-snd_hda_intel index=0
alias snd-card-1 snd-usb-audio
options snd-usb-audio index=1

Com isto, o dispositivo de som Intel será carregado, no boot, antes da webcam. Provavelmente o alsaconf teria feito tudo isso para mim. Mas não há mais alsaconf no Debian (Squeeze).

Apenas como dica final, caso o som esteja baixo, edite o arquivo /etc/modprobe.d/alsa-base.conf e insira no final:

options snd-hda-intel model=3stack

por Eriberto em 01/02/2010 00:46

30/01/2010

Eduardo Marcel Macan

Apresentação – Campus Party: Grafos Sociais

Minha apresentação sobre grafos sociais e por que eles não devem ser ignorados pelas corporações. Uma apresentação feita para a Campus Party 2010 com uma explicação técnica do que são grafos sociais, o que podemos inferir a partir de grafos sociais, quem hoje detêm os grafos sociais mais completos e ...


30/01/2010 19:00

29/01/2010

Fernanda Weiden

Only at Google -- I cooked Feijoada for my entire office :)

On December 10th, we had our yearly Christmas party here in Zurich: most of the employees get together for that. At the party, I had the opportunity to have a chat with Nelson Mattos, a Brazilian from Porto Alegre, who nowadays is the VP of Engineering for EMEA, at Google.

In that occasion, we were talking how nice it would be to have a Brazil Day at the restaurant in Zurich, and that it would be nice to have all those people, from all over the world (Zurich office is *very* multicultural) to experience Brazilian food. Nelson agreed with me, and said we should try that.

Well, he is a busy guy, and I never really thought it would happen, but then I got suprised by an email from him, around 3 weeks ago, saying he spoke to the restaurant manager, and the executive chef, and they agreed to make it happen.

We then started collecting recipes among the 9 Brazilians that work here in Zurich, and agreed on a menu. As usual, Milliways (the restaurant at Google Zurich) prepares 3 different meals: one meat based -- being porc, beef or chicken, one fish based, and one vegetarian option. Besides that, we usually have 2 or 3 different appetizers. So the agreed menu was: Feijoada and all the proper side dishes, Moqueca also accompanied by the proper side dishes and a palm heart cake for vegetarians. The starters were Coxinhas, Pão de Queijo and Casquinha de Siri. The dessert was Coconut Cake.

In total, I dedicated around 10 hours of work to this meal. So did Nelson. He was the "chef" responsible for the Moqueca, and I was responsible for the Feijoada. We shared the appetizers between us and the other kitchen staff members.

The big day was today, lunch time. I got to the restaurant yesterday to prepare the ingredients, and make sure there was nothing missing. So did Nelson.

Today I was there around 6:30am to start cooking, after having a nightmare which made me wake up at 5:30am: a huge line of people, complaining and hungry, and I was desperate at the kitchen cooking, cooking...and the meal wasn't ready in time. When I got there, I saw all over the place banners saying "Fernanda and Nelson are cooking for you today! Brazil Day at Milliways!".

I put the Feijoada to cook at 7am, and then moved on to the Coxinhas, which is a lot of manual labor. The dough for the Coxinhas was taking F O R E V E R to get right, and I started to get scared by the fact that I had to hand make 250 of those. But in the end, everything worked fine and we managed.

I also brought some yellow-green stuff to decorate the restaurant, and asked the Brazilians working here in Zurich to send me pictures of their hometown or state: I printed those, and their pictures, and with help of one of them and the restaurant manager, they spread all the flags, hats, pictures, Carmem Miranda banners, around Milliways. It looked like a little piece of Brazil for today. I also found a DVD which displays images from Rio de Janeiro, and we kept playing it in loop using one of the projectors.

Unlike in my dream, everything was ready in time for lunch to be served at 12. I never cooked for so many people. The Google Zurich office has a few hundred people, the most I've done in the past was for 50!

Samba playing, food on the counter, everything ready, me and Nelson started serving all Google employees. And so we did until 1pm, when exhausted, I went to my desk and slept for 1,5 hours. I had meetings nearly until 7pm today, and wanted to be awake -- in the end, I am still an Engineer, even though I was playing the Guest Chef for a day.

Lessons learned today:
Cooking is a very tiring activity, but lots of fun. The staff working on our restaurants deserve a big thank you for doing that every single day of the week, 3 times per day.

Even though Google Zurich is not as small as it was 4 years ago when I started, I still love it. Where in the whole earth, have you seen a VP of a big corporation serving meals to his/her employees? Only at Google. Where on earth would you see a company simply allow 2 employees (from Engineering department) play "Chef for a Day" and cook for an entire office? Only at Google!

This is why I work for this company, because like Google, only Google.

por nanda (noreply@blogger.com) em 29/01/2010 10:57

28/01/2010

João Eriberto Mota Filho

Resetando o Firefox (Iceweasel) após um zoom

Essa eu descobri sem querer. Com o Ctrl + e o Ctrl – podemos colocar ou retirar zoom ao visitarmos um site. Isso quase todo mundo sabe. Semana passada, ao tentar teclar Ctrl -, sem querer, teclei Ctrl 0 (zero). Resultado: descobri que isso faz o site retornar ao estado original (sem zoom ou encolhimento).

Fica a dica para quem não conhecia, como eu.

por Eriberto em 28/01/2010 19:25

Não tem mais Ctrl Alt Backspace no X.Org?

Resposta: não. Muitas pessoas estão perdidas porque o Ctrl Alt BS do X Window não funciona mais no Debian Squeeze.

A solução é usar AltGR PrintScreen K.

Agradeço ao Gustavo Noronha (Kov) pela dica.

por Eriberto em 28/01/2010 19:10

Como evitar vírus via pendrives

Isso que vou falar agora é a coisa mais “manjada” no mundo da informática. Parece ser algo meio óbvio e muito conhecido por todos. Mas, neste mês de janeiro, me convenci que não é bem assim. Poucos usuários conhecem o truque para evitar que pendrives sejam contaminadas por muitos males (vírus) do Windows. Vários usuários ficaram espantados quando falei sobre isso. Então, quanto mais difundida a ideia, melhor.

Vou explicar a situação para quem não a conhece. Nos CD-ROM autoexecutáveis há um arquivo chamado autorun.inf. Esse arquivo, quando existente, é lido pelo Windows e tudo que há dentro dele é executado. A seguir, um exemplo de autorun.inf:

[autorun]
open=teste.exe
icon=figura.ico

Simples. O arquivo diz que deve ser executado o arquivo teste.exe e que o ícone a ser mostrado será o figura.ico. Então, se isto estiver dentro de um autorun.inf existente em um CD, quando este CD for inserido no leitor de CD-ROM, o teste.exe será executado.

Muitos vírus estão utilizando esse mecanismo para se disseminarem via pendrive. Quando o pendrive é inserido em um computador infectado, o vírus copia executáveis maléficos para esse pendrive e cria um arquivo autorun.inf que irá acionar o executável (que é o próprio vírus). Quando o pendrive for inserido em outro computador, o Windows desse outro computador lerá o autorun.inf e executará o vírus. Resultado: mais um computador contaminado.

Para isentar o seu pendrive desse tipo de mal, basta criar um diretório (conhecido pelos usuários Windows como “pasta”) com o nome  autorun.inf no pendrive. Assim, quando o vírus tentar criar o arquivo autorun.inf, não conseguirá porque já existe um diretório com o mesmo nome. Ele irá copiar os executáveis para o pendrive. Mas esses executáveis não serão inicializados por ninguém, uma vez que não há o autorun.inf.

Fica a dica para quem não conhece o tema. Hope this help!

por Eriberto em 28/01/2010 18:51

Eder L. Marques

1808 e a familia real no Brasil

Há muito tempo não lia um livro de não-ficção tão divertido. Resultado de 10 anos de investigação jornalística, 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, é uma obra espetacular.

Com muito bom-humor, Laurentino Gomes descreve habilmente o desenrolar de fatos que culminaram na vinda da familia real portuguesa para o Brasil e as transformações radicais que tal evento provocou na maior colônia lusitana.

Mostra não apenas a história burguesa, dos fatos grandiosos, mas o cotidiano do Rio de Janeiro, seus costumes, comércio e sociedade.

Um ponto forte são as notas e referências bibliográficas, o livro está recheado delas. Inclusive alguns dos títulos já estão na minha lista, para uma futura aquisição, como “a longa viagem da biblioteca dos reis”.

Em suas 414 páginas, 1808 resgata a importância que D. João VI teve no cenário mundial, a ponto de ser mencionado por Napoleão como “foi o único que me enganou”. A escravidão, a troca de favores e a corrupção são retratadas sem aspectos tendenciosos, abordagem esta adotada por Laurentino durante todo o Livro.

Publicado pela Editora planeta, a obra retrata de maneira hábil e envolvente este que foi um importante momento da história brasileira.

1808 é leitura obrigatória para aqueles curiosos sobre a origem da nação brasileira, sua formação histórica e de seu povo. A venda na submarino.com.

por Frolic em 28/01/2010 15:38

24/01/2010

Antonio Terceiro

Se o meu Foswiki falasse ...

Foswiki: the Free and Open Source WikiJá faz algum tempo que eu não posto nada aqui. Para inagurar 2010, nesse post eu gostaria de contar um pouco da minha história num dos projetos de software livre que eu colaboro a mais tempo: o Foswiki. Apesar do projeto existir com esse nome há a apenas pouco mais de um ano, a comunidade que o desenvolve trabalha nele há quase dez anos.

Às vezes é difícil descrever o que é o Foswiki pra alguém que não o conhece. "Como descrever o Foswiki durante um encontro com um amigo no elevador" é um debate recorrente na comunidade. A minha descrição marketeira seria a seguinte: o Foswiki é um wiki integrado a um banco de dados; seus usuários podem, num mesmo espaço virtual, colaborar na criação de um texto e criar aplicativos para gerenciar diversos tipos de informação. Incidentalmente ele serve também como um sistema de gerenciamento de conteúdo avançado e pode ser usado para fazer websites.

Uma descrição tecnicamente mais precisa é a seguinte: Foswiki é uma plataforma wiki que segue a filosofia de wiki estruturado: cada tópico do wiki, além do seu texto, pode conter dados estruturados (campos) de diversos tipos, e esses campos podem ser usados em aplicações que realizam busca, classificação, inserção/ateração desses dados, entre outras coisas. Além disso o Foswiki é altamente extensível e conta com uma ampla gama de extensões que adicionam funcionalidade: avisos de atualização por e-mail, galerias de imagens, gráficos, skins, busca SQL-like, busca full text, ferramentas de desenvolvimento, planilha eletrônica, impressão e exportação de PDF. A lista é tão grande que é mais fácil conferir a lista completa e procurar pelo que for do seu interesse.

Ufba2Brasaoim3

Tudo começou no grupo de administração da rede do IM, o antigo GAVRI. Precisávamos de uma plataforma onde pudéssemos documentar nossas atividades de uma forma um pouco mais amigável do que os relatórios em arquivos texto que usávamos até então. Isso deveria ser 2001, e wikis na época era uma novidade.  Depois de tentar o PhpWiki, o que não deu muito certo, encontramos o TWiki® e sentimos que com aquele dava pra ir em frente. A primeira usuária externa ao grupo foi a professora Sônia, que queria colocar colocar um curso de Matemática Básica (nome dado à disciplina de Geometria Analítica no IM, até hoje eu não sei por quê) on-line e foi nossa cobaia. O wiki do IM, que depois virou wiki do DCC, ganhou uma quantidade bastante grande de usários, e cresceu tanto que hoje são usados dois wikis separados, um para disciplinas do departamento, mantido restrito aos usuários da rede e um outro público, onde projetos apoiados pelo departamento (e.g. o PSL-BA) e alguns dos seus grupos de pesquisa teem suas páginas e espaços de trabalho.

wiki.softwarelivre.orgEm 2004 fui morar em Porto Alegre pra cursar o mestrado do Instituto de Informática da UFRGS, e acabei me envolvendo na ASL. Comecei a administrar o wiki.softwarelivre.org, que hoje é usado por vários grupos de software livre como site e/ou plataforma colaborativa, e que é possivelmente o maior site Foswiki que eu conheço. A essa altura eu já era um usuário e administrador experiente, com 3 anos de prática, e estava me coçando pra ir mais longe.

Eu comecei a contribuir ainda na época do TWiki®. Resolvi começar no projeto através do desenvolvimento de plugins, sempre tentando resolver algum problema meu: o meu primeiro plugin foi o BibliographyPlugin. O objetivo dele é gerenciar de forma estruturada referências bibliográficas usadas num texto. O seu design é mais ou menos inspirado no BibTeX. Depois disso veio o SvgPlugin, para exibir imagens SVG no corpo do texto; na época não existia ainda suporte nativo a SVG nos browsers modernos, e esse plugin rasterizava os desenhos usando Image::LibRSVG e gerava uma referência a uma rasterização do desenho em PNG, e dessa forma o desenho podia ser exibido no corpo do texto. Na época eu também iniciava no Debian, e acabei empacotando essa biblioteca pra facilitar a instalação do plugin. Depois disso eu e Aurélio nos aventuramos em fazer uma skin que possibilitasse editar o layout de uma web através do próprio browser (o conteúdo num site TWiki®/Foswiki é dividido em webs, que são como se fossem sub-sites independentes). Essa foi uma abordagem inovadora na época; posteriormente foi adicionado suporte a isso no core do TWiki® e nossa skin ficou obsoleta.

Depois eu resolvi que era hora de trabalhar com o core do TWiki®. Uma coisa que me incomodava é que o TWiki® era difícil para os usuários com quem eu tinha contato em função de ser totalmente em inglês. Desse jeito, eu desenvolvi a infra-estrutura de tradução da interface de usuário, e catei todas as strings no código Perl e nos templates marcando elas pra tradução. Durante esse processo aprendi a maioria das coisas que eu sei hoje sobre internacionalização e localização, e é muito legal saber que hoje as pessoas, não só no Brasil, teem acesso à interface do Foswiki no seu idioma nativo por causa do meu trabalho. Depois disso eu fiquei um tempo coordenando o processo de tradução, até que eu declinei dessa tarefa e fui substituído pelo ótimo Aldre Ulrich que desde então vem coordenando os tradutores no novo projeto.

Depois de poder ter a interface traduzida no idioma local, era preciso uma estratégia para manter versões traduzidas de tópicos inteiros, e então veio o TopicTranslationsPlugin, que é bastante utilizado por aí (eu pelo menos uso bastante. ;-))

ColivrePor um tempo eu fiquei afastado do projeto em função de trabalho. Em 2006 já estava de volta a Salvador e a Colivre acabava de ser fundada. A maioria dos fundadores estava bastante acostumada com se organizar através do TWiki®, e essa foi uma escolha natural para a nossa intranet. Hoje rodando Foswiki, através dela organizamos grande parte do nosso fluxo de trabalho, desde a elaboração de propostas comerciais até a gestão de diversos aspectos da empresa, e claro, armazenando toneladas de documentação. Além disso temos produzidos diversos sites com Foswiki, e fazemos questão de incluir no serviço um tempo para formação dos clientes de forma que eles possam atualizar os seus sites sozinhos, e não se tornem dependentes da Colivre (afinal, esse é o ponto de se optar por software livre, certo?)

Em 2007, já cursando o doutorado na UFBA, Gilmar me intimou a orientar o projeto de conclusão de curso dele, cujo idéia original era implementar formas de poder planejar o uso de recursos do TWiki®. No final das contas, ele acabou refatorando uma boa parte do projeto para permitir executar o Foswiki de várias formas diferentes, algumas das quais suportam bem o planejamento de capacidade, principalmente em termos de consumo de memória. A interação com Gilmar durante o trabalho dele fez eu me reaproximar um pouco do projeto, e o resultado foi tão sensacional que eu fiquei empolgado com as possibilidades.

No final de 2008, a nossa história sofre uma reviravolta significativa. Alguns meses antes, Peter Thoeny, o fundador do projeto TWiki®, havia fundado um empresa chamada TWIKI.NET para prestar serviços com TWiki. Até aí tudo bem, vários desenvolvedores tinham suas próprias empresas especialidas em TWiki®. Mas ele começou a utilizar o site do projeto para fazer propaganda da sua empresa, de uma forma que ninguém nunca tinha feito (veja você mesmo o que se tornou o site hoje). Isso iniciou um processo de disputa no projeto para definição de uma forma de governança, em especial para delimitar o que pode e o que não pode. Havia uma divisão muito clara no projeto, e o Peter fazia questão de sempre dar a última palavra.

Depois de um tempo, e de discussões das quais eu não participei, ele fez valer o fato de ser o dono da marca TWiki® (e é por isso que, em tom de pirraça, nós sempre fazemos questão de ressaltar que TWiki® é marca registrada de Peter Thoeny e TWIKI.NET, daí o tanto de ® nesse post) , e numa atitude completamente arbitrária expulsou todos do projeto, convidando a voltar na condição de aceitar novos termos impostos por ele. Para a desgraça do TWiki®, muito pouca gente voltou.

Segundo Thoeny, o TWiki® adotou o modelo de governança do Ubuntu, e isso foi abençoado ("blessed") pelo próprio Jono Bacon, funcionário da Canonical e Community Manager do Ubuntu.

O modelo de governança do Ubuntu, do ponto de vista de alguém que está de fora, não me parece necessariamente ruim. Eu li recentemente o The Art of Community, eu acho até que é um bom modelo do ponto de vista teórico. O que o Peter esqueceu de ponderar, no entanto, é que a situação no Ubuntu é completamente diferente da situação em que o TWiki® se encontrava: no Ubuntu, os funcionários da Canonical realizam uma grande parte do trabalho pesado e garantem a plataforma. Além do Peter (cujas contribuições sempre foram relevantes, apesar de cada vez menos em forma de código), a TWIKI.NET tinha um único funcionário produzindo quase nada de código e o mais valioso recurso em sua posse era a marca registrada. A comunidade, no entanto contribuía muito mais que a TWIKI.NET.

Dessa forma, todos os outros desenvolvedores resolveram deixar o TWiki® e continuar o projeto sob um outro nome. Depois de um processo democrático, e apoiado por um copywriter profissional, chegou-se ao novo nome do projeto: Foswiki. A comunidade brasileira seguiu o mesmo caminho junto com a comundade internacional.

De lá pra cá, o TWiki® encontra-se largado às traças e o Foswiki avança a passos largos. A comunidade Foswiki teve o cuidado de manter a compatibilidade retroativa com o TWiki®, de forma que é bastante tranquilo trocá-lo pelo Foswiki. Eu diria até que é recomendado trocá-lo por Foswiki: além de ter uma comunidade muito mais ativa para suporte, existem definitivamente muito mais empresas realmente qualificadas trabalhando com o Foswiki para suporte comercial. Além disso, o Foswiki é muito mais ativo na correção de erros, e tem inovado muito mais rápido: vários plugins novos, a exemplo do maravilhoso FlotChartPlugin, veem sendo disponibilizados apenas no Foswiki.

Desde o lançamento do Foswiki, eu tenho vagarosamente me livrado do TWiki® em favor do novo projeto. Hoje felizmente não sou mais responsável por nenhum TWiki®. Todos os servidores que eu administro e que rodavam TWiki® já foram devidamente atualizados para Foswiki.

No wiki.softwarelivre.org, que já foi convertido para Foswiki, tenho uma novidade boa: depois de muito tempo carregando no lombo sozinho, agora eu tenho uma ajuda fantástica na administração do servidor. Ítalo vem me ajudando já faz um tempinho, e ele fez a maioria do trabalho de atualização para o Foswiki. Além disso ele tem feito a maior parte do trabalho de administração diário. Isso sem falar que durante o processo ele foi aceito como desenvolvedor do Foswiki e eu já vi ele consertado vários bugs por lá. Valeu, Ítalo! :)

De algumas semanas pra cá, tenho tido a oportunidade fantástica de voltar a desenvolver no Foswiki: estamos trabalhando na Colivre para adicionar suporte a virtual hosting ao Foswiki, e em breve teremos novidades sobre isso. Face-smile

24/01/2010 23:33

20/01/2010

João Eriberto Mota Filho

Vírus chamando Yahoo!

Hoje, no meu trabalho, um usuário relatou que o acesso a sites pela sua máquina estava muito lento. Verificando a máquina (um notebook), constatei a lentidão. Loguei na máquina roteadora local e, com o tcpdump apontado para o IP do referido usuário, liguei o note. Resultado:

17:00:29.928829 IP 172.20.6.101.2658 > 209.191.93.52.80: S 1594643053:1594643053(0) win 65535 <mss 1460,nop,nop,sackOK>
17:00:29.928993 IP 209.191.93.52.80 > 172.20.6.101.2658: S 316183073:316183073(0) ack 1594643054 win 5840 <mss 1460,nop,nop,sackOK>
17:00:29.929223 IP 172.20.6.101.2658 > 209.191.93.52.80: . ack 316183074 win 65535
17:00:29.940210 IP 172.20.6.101.2658 > 209.191.93.52.80: F 1594643054:1594643054(0) ack 316183074 win 65535
17:00:29.940480 IP 209.191.93.52.80 > 172.20.6.101.2658: F 316183074:316183074(0) ack 1594643055 win 5840
17:00:29.940711 IP 172.20.6.101.2658 > 209.191.93.52.80: . ack 316183075 win 65535
17:00:30.039752 IP 172.20.6.101.2660 > 209.191.93.52.80: S 3101095795:3101095795(0) win 65535 <mss 1460,nop,nop,sackOK>
17:00:30.039913 IP 209.191.93.52.80 > 172.20.6.101.2660: S 311045640:311045640(0) ack 3101095796 win 5840 <mss 1460,nop,nop,sackOK>
17:00:30.040127 IP 172.20.6.101.2660 > 209.191.93.52.80: . ack 311045641 win 65535
17:00:30.049620 IP 172.20.6.101.2660 > 209.191.93.52.80: F 3101095796:3101095796(0) ack 311045641 win 65535
17:00:30.049779 IP 209.191.93.52.80 > 172.20.6.101.2660: F 311045641:311045641(0) ack 3101095797 win 5840
17:00:30.049995 IP 172.20.6.101.2660 > 209.191.93.52.80: . ack 311045642 win 65535
17:00:30.144803 IP 172.20.6.101.2662 > 209.191.93.52.80: S 2211717516:2211717516(0) win 65535 <mss 1460,nop,nop,sackOK>
17:00:30.144964 IP 209.191.93.52.80 > 172.20.6.101.2662: S 313679525:313679525(0) ack 2211717517 win 5840 <mss 1460,nop,nop,sackOK>
17:00:30.145178 IP 172.20.6.101.2662 > 209.191.93.52.80: . ack 313679526 win 65535
17:00:30.155046 IP 172.20.6.101.2662 > 209.191.93.52.80: F 2211717517:2211717517(0) ack 313679526 win 65535
17:00:30.155207 IP 209.191.93.52.80 > 172.20.6.101.2662: . ack 2211717518 win 5840
17:00:30.171331 IP 209.191.93.52.80 > 172.20.6.101.2662: F 313679526:313679526(0) ack 2211717518 win 5840
17:00:30.171534 IP 172.20.6.101.2662 > 209.191.93.52.80: . ack 313679527 win 65535

Eram cerca de 7.000 pacotes por minuto. E 209.191.93.52 faz parte do range do Yahoo!.

Resolvi instalar o ZoneAlarm no notebook e o mesmo mostrou dois arquivos estranhos tentando acessar a Internet: avgexem.exe e avgexen.exe. Estes arquivos estavam localizados diretamente em C:\Program File. File sem “s” no fim. Quando bloqueados, o note operou normalmente. Depois de um reboot, ao permitir o acesso dos dois executáveis à Internet, tudo começou novamente.

Depois de detectar o worm e removê-lo (usei um Debian em um pendrive para apagar os arquivos), procurei algo no Google mas encontrei muito pouca coisa. A referência mais importante foi:

http://www.superantispyware.com/malwarefiles/AVGEXEM.EXE.html

por Eriberto em 20/01/2010 17:23

17/01/2010

Gustavo Noronha Silva

Cool hack - html5tube

Did I mention I hate flash? I do. It crashes a lot, and is overall a bad thing for the web, in my opinion. But I do enjoy watching videos on the web, and unfortunately, up to this day, flash is what most sites use to show videos. Months ago I read a couple of blog posts with nice hacks to make Firefox able to play youtube videos without using the flash player. Some recent discussions with colleagues at work got me itching to try my hand at something similar for Epiphany.

HTML5Tube working

So I went ahead, and wrote a new extension that does just that - in youtube video pages, it finds the flash player element, and replaces it with an HTML5 video tag pointing to the actual movie file. This causes the internal HTML5 media player built into WebKitGTK+, that is based on GStreamer, to play the movie. That means you only need to have the necessary GStreamer magic, and the extension enabled, to enjoy the movie.

There are some caveats - in-video text messages are gone (though I’m pretty sure we could get them added somehow), playlists, and other places which display videos other than the ‘normal’ video watching page are not handled, youtube needs to think you have the flash plugin installed, at least, so the only way to make it work right now is to actually have a flash plugin installed. I think we could probably get away with the last problem somehow, by looking at what the totem youtube plugin code does, for instance, and replicating it.

por kov em 17/01/2010 15:42

Content-Encoding in soup - all your gzip are belong to us

One thing everyone forgot to talk about the WebKitGTK+ hackfest was that master Dan Winship added basic Content-Encoding support to libsoup, and patched WebKitGTK+ to use it. If you are using a recent enough version of those you will finally be able to visit web sites that send gzipped content despite the browser saying it could not handle it, like the Internet Archive.

This was one of those cases in which the web shows all of its potential to behave weirdly. The HTTP/1.1 RFC says that if an Accept-Encoding header is not present, the server MAY assume the client accepts any encoding, so we were having many sites send us gzip content even though we did not support it. We then started sending a header saying “we support identity, and nothing else!”.

It turns out the web sucks, so many servers were not happy with a full header, and started giving us angry looks (slashdot, for instance, would not render correctly because it started sending encoded CSS files!). We then simplified the header we were sending, which made those servers happy again. Some sites, though, completely ignored our saying we didn’t support anything except identity, and sent us gzipped content anyway. Most of these were misbehaving caches (this was the case for Wikipedia), so would work after you asked for a forced reload, which would ignore the cache, but some servers, such as the Internet Archive’s didn’t really want to talk about encodings - they only wanted to send gzip-encoded content.

So, in the end, our only way out was implementing the damn encoding support, which finally happened during the hackfest. Take that, web!

por kov em 17/01/2010 13:28

14/01/2010

João Eriberto Mota Filho

Trabalhando com git

Recentemente, para fazer alguns trabalhos no Debian, tive a necessidade de aprender git. Agora sei um pouco de cvs, svn e de git (meu Deus, onde isso vai parar?).

Para poder aprender, tive que procurar por tutoriais e encontrei dois bem interessantes:

  • Git – SVN Crash Course. Este é um site simples, que faz uma didática comparação entre SVN e Git. Ele mostra um comando SVN e o correspondente em Git.
  • Tutorial Git. Como o nome diz, é um tutorial em português.

Recomendo essas duas fontes para quem está iniciando.

por Eriberto em 14/01/2010 20:07

11/01/2010

Tiago Bortoletto Vaz

A Bahia como ela é…


O metrô de Salvador é o mais lento do mundo. Mas isso não tem graça: ele já custou R$ 1 bilhão e não funciona

Alguns trechos da reportagem:

O projeto inicial previa 41 quilômetros, só que o investimento foi todo consumido no primeiro trecho, que deveria ser de 12 quilômetros, mas foi reduzido à metade. Para agravar, um estudo de viabilidade econômica do projeto mostra que, para cobrir os custos de operação, o bilhete do metrô poderá custar entre R$ 10 e R$ 15, seis vezes o preço em São Paulo.

É, sem dúvida, a síntese do que há de pior na administração pública brasileira: corrupção, burocracia, incompetência e descaso com o cidadão.

Alguns comentários:

Givanildo
EM 27/12/2009 17:53:55
Salvador há muito não é merecedora do apelido carinhoso de boa terra. É uma cidade pobre, que não se sustenta sem ajuda efetiva do Governo do Estado e do Governo Federal. Para completar, todas as obras que começam nunca terminam devido às disputas políticas. É uma pena.

RICARDO SILVA
EM 23/12/2009 23:34:38
A Bahia vai muito mal. Um Estado atrasado, onde só mudaram os marqueteiros mentirosos. Uma verdadeira província. Nossa capital parou no tempo: violentíssima, sem nenhuma infraestrutura, paupérrima e desorganizada. Não poderia ser diferente o autorama baiano. Uma tristeza…

Alex
EM 22/12/2009 23:25:03
Salvador está um inferno de cidade para se viver. Nasci aqui mas estou louco para cair fora. A cidade só funciona bem durante 5 dias (carnaval). É uma cidade ótima apenas para curtir nesses dias e depois cair fora……..

por tiagovaz em 11/01/2010 20:41

10/01/2010

Tiago Bortoletto Vaz

Agradável domingo paulistano


São Paulo supreende. Um domingo de sol na Av. Paulista é suficiente pra gente se deleitar numa intensa programação cultural, gratuita e cheia de surpresas.

Hoje foi um dia especial. Algumas coincidências, uma palestra linda e uma apresentação musical inspiradora.

A palestra foi por conta da Neuza Guerreiro de Carvalho, mulher de 79 anos, bióloga de profissão, de mente super-ativa, criativa, inteligente, ocupadíssima e muito simpática – que fala (e escreve) sobre quase tudo. Hoje ela dedicou duas horas a um público interessado na São Paulo antiga, no evento “Um chops, dois pastel” promovido pela Casa das Rosas, em celebração ao aniversário da cidade. Após a apresentação tivemos o prazer de sentar na mesma mesa do café, compartilhar os pastéis e ter uma conversa muito agradável com a “vovó blogueira”, rótulo que ela própria critica com bom humor. (no domingo próximo ela estará novamente na Casa das Rosas contando a história da Av. Paulista!)

Em seguida houve a apresentação de Izzi Gordon, acompanhada do guitarrista Abel Cardoso, com direito a canja da família: seu irmão Tony Gordon, sua mãe Denise Duran (irmã de Dolores Duran, outra simpatia, cantora e atriz!) e seu marido Edu Negrão.

Após o show dei de cara com um rapaz que vestia uma camiseta do GNU vetorizado (por nosso amigo de longa data, Aurélio Heckert). Eu o abordei e disse que tinha uma igual aquela (foi só pra puxar conversa). Conversamos por alguns instantes, fiz umas perguntas e ele comentou que teve um professor na Mackenzie que era apaixonado por software livre. Tássia completou: “é Rogério Brito!”. Isso mesmo, foi aluno do nosso amigo Rogério Brito. Disse ainda que embora tenha se dado mal nas disciplinas dele, soube separar as coisas e tornaram-se amigos :) Seu nome é Victor. Acho que Rogério vai gostar de saber dessa coincidência. Outra coincidência engraçada foi ter avistado o companheiro de ciberativismo, Sérgio Amadeu, dentro de um dos carros que aguardavam o semáforo da paulista exatamente no momento em que atravessávamos. A cidade é grande, mas o mundo é mesmo pequeno :) E viva os domingos ensolarados em SP!

por tiagovaz em 10/01/2010 22:05

Andre Luis Lopes

Levando sua informação com você, para onde você for

Se eu ainda não disse, que seja agora dito :  sou viciado em informação. Assino inúmeros feeds RSS e leio por completo a grande maioria deles.

Já tentei de diversas formas levar a informação comigo para todos os lugares, mas sempre falhei miseravelmente em todas as minhas tentativas, por diversos motivos distintos.


O brinquedinho

O brinquedinho


Ultimamente, tenho me divertido bastante com meu novo brinquedo/presente. O pequenino netbook me permite armazenar uma quantidade copiosa de informações e levá-las comigo para onde quer que eu queira.

Já havia tentado armazenar as informações que queria ter sempre comigo no smartphone, mas sempre tive como empecilho o fato do smartphone não ser na verdade um computador real.

Ele quebra um galho, mas não tem tudo o que um computador real pode oferecer e tentar utilizá-lo como se o mesmo realmente fosse um computador real sempre acabou me trazendo dores de cabeça.

Existe também o problema da limitação de espaço e capacidade. Um smartphone, por mais poderoso que seja, não é um computador real e, por isso, é limitado em vários pontos.

Um dos pontos principais é a capacidade de armazenamento. Isso seria solucionável com o abuso da nuvem para armazenar seus dados e tê-los disponíveis com você onde você estivesse. Infelizmente, isso é lindo na teoria, mas na prática ainda não é toda essa maravilha que pregam.

Existe a questão dos planos de dados terem um custo proibitivo para a grande maioria das pessoas (eu incluso) e o problema de ambas velocidade de acesso e cobertura serem bastante diferentes do que as operadoras querem nos fazer acreditar.

Eu tinha uma esperança com o Kindle. O que mais me chamava a atenção no Kindle era a conexão 3G gratuita. Ou seja, você compra o gadget, pode carregar seus livros por aí, ter acesso a Amazon para comprar os livros que quiser, acesso a jornais online (somente aqueles que tiverem uma parceria com a Amazon, provavelmente), ler em uma tela que não fica devendo quase nada a experiência de leitura de um livro convencional e uma conexão constante a Internet.

Seria uma maravilha se não fosse pelo fato de que, ao menos na versão internacional do Kindle, aquela que oficiamente lhe possibilitará utilizar a conexão 3G gratuita em território nacional, você não poderá utilizar o gadget para navegar livremente na Internet.

Segundo a Amazon, a conexão é para acesso exclusivo a loja online da Amazon (para comprar livros e baixá-los para o Kindle) e provavelmente ao conteúdo de parceiros de conteúdo online, como um jornal online, por exemplo.

De lambuja, a única coisa a qual lhe permitem acesso na versão internacional, ao menos para os usuários brasileiros, é a Wikipedia. Não que eu não acredite que seja louvável dar acesso gratuito a Wikipedia (conexão gratuita, não somente o acesso a informação lá contida), mas acredito que o gadget seria quase perfeito se ao menos acesso ao Google Reader fosse permitido.

Imagine poder ler seus feeds RSS atualizados enquanto você está sentado no trem, naquelas viagens tediosas, maçantes e infindáveis as quais somos obrigados a nos sujeitar para a locomoção diária casa -> trabalho, trabalho -> casa. Seria ótimo.

Enquanto isso não é possível, eu tinha a idéia de utilizar a funcionalidade de leitura offline do Google Reader, implementada com base no Google Gears, para poder armazenar uma cópia do conteúdo dos feeds RSS que assino para leitura offline.

Quando ganhei o netbook, utilizei a instalação Windows XP que veio com o mesmo (com licença, tudo oficialmente legal) para testar todos os componentes de hardware e somente depois acabar com o Windows e instalar Linux.

Uma das coisas com as quais fiquei feliz, na época, foi o fato de conseguir ter o Google Reader funcionando com o Google Gears na versão do Google Chrome, meu navegador preferido, para Windows XP.

Fiquei bastante contente e comecei a imaginar que tinha resolvido o meu problema de conseguir levar comigo minhas informações para onde eu as quisesse disponíveis. Obviamente, não era em tempo real, mas já quebrava um galho.

Qual não foi minha decepção ao descobrir que a leitura offline do Google Reader, com base no Google Gears, não funciona na versão do Google Chrome para Linux. O Google Gears, na verdade, não é instalável no Google Chrome para Linux.

E como dizem por aí que o Google estaria abandonando o Google Gears para implementar a mesma funcionalidade em HTML5, até que isso seja feito, infelizmente, provavelmente não teremos leitura offline para o Google Reader funcionando no Google Chrome para Linux.

Porém, somente hoje, acabei tropeçando sem querer na informação de que o Liferea, um leitor de feeds offline que usei muito no passado, possui suporte a sincronização com o Google Reader.

Fiquei muito contente com isso. Instalei o Liferea novamente rapidamente, consegui apontar para o Google Reader como fonte de feeds (somente fornecendo as credenciais de minha conta Google) e em poucos minutos estava com ele sincronizado com o Google Reader.

O interessante é que a sincronização e de mão dupla, ou seja, o que você lê offline é marcado como lido na versão online e vice-versa. No Liferea, você ainda pode marcar posts como “starred”, da mesma forma que o faz na interface Web do Google Reader.

Adicionalmente, no Liferea, você ainda tem a funcionalidade “broadcast-friends”, a qual lhe permite visualizar os posts compartilhados por seus contatos Google que compartilham seus feeds no Google Reader.

Obviamente, o suporte ao Google Reader no Liferea não possui todas as funcionalidades que a interface Web do Google Reader possui, mas possui todas as principais funcionalidades e  a funcionalidade mais útil está lá : sincronizar suas leituras de e para o Google Reader.

Agora, com o netbook, posso ter comigo minhas informações da forma como as quero, em qualquer lugar, e ter certeza que não estaria lendo informações duplicadas por estar lendo as mesmas uma vez em uma versão offline e outra em uma versão online do Google Reader.

Isso tudo acontece sem a necessidade de acesso a Internet durante minha movimentação diária e sincronizo as informações de e para o Google Reader quando chego em algum local onde conexão a Internet esteja disponível. Bastante cômodo.

Obviamente, uma solução final perfeita para a leitura offline (ou para a leitura online através de um gadget que esteja sempre conectado e que seja financeiramente viável) ainda não existe.

Essa é a forma que eu passarei a adotar para lidar com minhas leituras e acredito que a mesma seja um bom meio termo entre facilidade, comodidade e bom tratamento ao meu pobre e coitado bolso.

Agora, o que falta somente é realmente poder sacar o netbook da bolsa, abrí-lo e utilizá-lo dentro de um trem (não um metrô) metropolitano em São Paulo e não temer por perder sua vida sendo assaltado.

Nessas horas, sinto inveja do pessoal da Europa, os quais, segundo fiquei sabendo, fazem isso rotineiramente. Por lá, aparentemente, utilizar notebooks/netbooks dentro de trens é tão comum quanto é usar o celular em trens de São Paulo.

E você? Como você lida com sua leitura diária e como consegue se manter atualizado? Você consegue utilizar suas horas perdidas dentro do transporte público para colocar sua leitura em dia? De que forma? Qual a sua solução?


por andrelop em 10/01/2010 21:41

09/01/2010

Eduardo Marcel Macan

Música: GOG – Brasil com P (maçan mix)

Fiz esse "remix" da música "Brasil com P" do Rapper GOG para a festa do movimento música para baixar. Eu montei um set para dançar inteiramente com músicas disponibilizadas na web. Fui ver o acervo do gog online e acabei brincando e colocando outra batida e uns samples por cima ...


09/01/2010 21:00

08/01/2010

João Eriberto Mota Filho

Seria o Debian uma joia?

Foi publicada hoje, no Notícias Linux, uma informação a respeito de um fabricante italiano de jóias utilizando o logo do Debian na sua marca. Vale apena ler a notícia original.

http://www.noticiaslinux.com.br/nl1262913583.html

————————

TWITTER: para saber sobre os meus livros e outras novidades, me siga em http://twitter.com/eribertomota. Prometo que serão mensagens esporádicas. Não pretendo anunciar cada soluço meu. :-)

por Eriberto em 08/01/2010 13:40

05/01/2010

João Eriberto Mota Filho

Não faço propaganda da Apple. Mas e se fizesse???

Um amigo me alertou hoje sobre alguém falando que faço propaganda da Apple no meu blog. Esse amigo me mandou uma url.

Só queria esclarecer que defendo o SL e muitas outras coisas também, como o Flight Simulator, por exemplo. Não sou xiita. Me afeiçoei ao Linux, pois o uso desde 1997, quando o tive como a melhor solução para implementar determinados servidores. Amo Linux. Confio infinitamente na sua segurança. Para Internet Banking, só ele. Não consigo visualizar a administração de redes e segurança sem ele. Mas não odeio outras coisas. Uso Windows também. Muito pouco, pois prefiro o Linux. É como preferir FIAT mas, se for o caso, comprar um Volks de vez em quando. Tem coisas que preciso na vida que só o Windows disponibiliza.

Os meus últimos livros foram escritos dentro do Debian. Tudo em BrOffice.Org. Mas uso Windows para voar de vez em quando e manter os meus conhecimentos aeronáuticos (acho que, hoje em dia, só pra isso). Antigamente, usava muito para fazer cartas topográficas a partir de dados colhidos em GPS. Mas publiquei o primeiro livro brasileiro específico sobre servidores Linux, em 2000. Ah, tenho um livro sobre Windows publicado também!!! Isso foi em 2001.

A questão é a seguinte: não sou xiita, como já falei. Alguém falou que faço propaganda da Apple por causa do tema que uso neste blog. É apenas um tema bonito. Mas, e se fosse propaganda da Apple mesmo? Usar SL é sinônimo de morrer por causa dele? Sinceramente, AMO Linux mas NÃO morro por ele. Cada coisa no seu lugar. Há coisas mais importantes que isso. A minha família, a felicidade, a vida. Linux é um sistema operacional, nada mais.

Observação: sei que tem gente que vai parar de falar comigo porque disse algo sobre usar Windows de vez em quando. Mas, fazer o quê?

por Eriberto em 05/01/2010 20:30

Tiago Bortoletto Vaz

Uma vergonha…


“Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. Dois lixeiros… o mais baixo na escala do trabalho.”

— Boris Casoy, em sua mensagem de natal para o povo, (acidentalmente?) transmitida para todo o Brasil.

por tiagovaz em 05/01/2010 18:17

31/12/2009

Andre Luis Lopes

Repositórios de conteúdo : sua passagem para a nuvem com opção de retorno

Uma das coisas sobre as quais estive lendo ultimamente é sobre repositórios de conteúdo. OK, eu admito, não fui atrás do assunto procurando exatamente por repositórios de conteúdo.

Aliás, eu nem mesmo tinha idéia do que esse termo significava há alguns minutos atrás, antes de começar a escrever esse texto no bom e velho Tomboy e depois passar para o Wordpress.

Assino vários feeds RSS, em sua grande maioria relacionados a tecnologia e software livre/aberto de uma forma geral e o assunto foi trazido através de um deles. Fiquei sabendo sobre o o termo técnico correto, repositório de conteúdo, quando li um post no Planet GNOME sobre o assunto.

Antes disso, eu sempre batia os olhos em notícias/posts sobre o Midgard, mas nunca havia dado a devida atenção, simplesmente não me interessava nem mesmo em saber do que se tratava.

Isso mudou após a leitura do post citado acima, onde o autor deixou um link para um outro post de sua autoria, onde o mesmo argumenta porque você deve utilizar um repositório de conteúdo para sua aplicação.

Logo no início da leitura, fiquei sabendo que o Midgard2 é uma bilbioteca de repositório de conteúdo. O autor do post deixou outro link para slides de uma palestra que o mesmo proferiu, onde o mesmo compara o Midgard2 com o CouchDB para essa funcionalidade de repositório de conteúdo.

Como eu já estava interessado no CouchDB, não por necessidade profissional (infelizmente, não trabalho com desenvolvimento), mas por curiosidade mesmo, achei o assunto interessante o bastante para valer um texto sobre o mesmo.

O meu interesse no CouchDB inicialmente foi somente devido a outro motivo, mais especificamente, o projeto DesktopCouch. Achei interessante a idéia do projeto, de armazenar as configurações dos aplicativos desktop no CouchDB e tirar proveito das características inerentes do CouchDB para conseguir replicação e sincronização automáticas de dados entre computadores distintos.

Basicamente, segundo o que entendi, o CouchDB e o projeto DesktopCouch são a base do serviço UbuntuOne, fornecido pela Canonical, empresa patrocinadora da distribuição Ubuntu.

Resumindo de uma forma fácil de se compreender, ou seja, tirando os detalhes técnicos, o UbuntuOne é basicamente um espaço “na nuvem” (sim, novamente, cloud computing) oferecido pela Canonical para que suas aplicações consigam armazenar suas configurações.

Uma vez que as aplicações sejam escritas tirando proveito do DesktopCouch, o qual se baseia no CouchDB, temos o ponto de troca em comum entre todos os seus computadores (a nuvem ou, no caso, sua conta no UbuntuOne) para troca de informações.

A idéia é você ter as preferências, configurações específicas de suas aplicações, notas do Tomboy e, quem sabe, futuramente, dados, armazenados em um local único, ao qual todos os seus computadores teriam acesso.

Dessa forma, mudar uma preferência em uma aplicação não exigiria que você lembrasse de mudar a mesma preferência na mesma aplicação em outro computador, já que a mesma seria replicada automaticamente para seu outro computador.

A idéia é interessante. É basicamente o que o Google faz com suas aplicações Web, mas levado ao reino das aplicações desktop comuns, não lhe obrigando a utilizar somente aplicações Web para se beneficiar da sincronização e replicação automática de configurações/dados entre seus computadores.

Tudo muito bom, mas vocês provavelmente devem ter pensado que tudo isso seria meio preocupante. Afinal, você estaria, em nosso exemplo, deixando todos os seus dados de configurações de aplicativos e, futuramente, seus próprios dados (arquivos de dados), na mão de uma única empresa : a Canonical, através do serviço UbuntuOne.

Ou seja, você foge do Google por um lado e cai nas mãos da Canonical de outro lado. Obviamente, não é uma situação desejável para aqueles que prezam por sua confidencialidade.

O fato é que, felizmente, o projeto DesktopCouch, apesar de estar sendo desenvolvido dentro do projeto Ubuntu, não é um projeto exclusivo para uso sob a distribuição GNU/Linux desenvolvida pelo projeto Ubuntu.

Como você pode perceber no link que deixei no início desse texto sobre o DesktopCouch, apesar do serviço UbuntuOne utilizar como base o CouchDB e o projeto DesktopCouch, esses últimos dois projetos citados, CouchDB e DesktopCouch, são projetos de softwares livres independentes.

O primeiro, CouchDB, é um projeto sob a tutela da Apache Software Foundation e o segundo, DesktopCouch, é um subprojeto da iniciativa FreeDesktop.org, a mesma iniciativa que hospeda diversos projetos agnósticos em relação ao ambiente desktop, ou seja, projetos que definem padrões comuns para desktops livre como GNOME, KDE, XFCE, etc.

Sendo projetos independentes, tanto do controle de uma única entidade corporativa (empresa) quanto de distribuições, a idéia é que todo o código produzido pelos mesmos, o qual está sendo produzido sob licenças livres, fique disponível para uso de qualquer distribuição GNU/Linux e de qualquer outro sistema operacional compatível.

O que eu vejo para o futuro é o trabalho desses projetos sendo incorporado pelos desktops livres (GNOME, KDE, XFCE, etc) e essas tecnologias estarem disponíveis para qualquer usuário, de qualquer distribuição GNU/Linux, livremente.

Dessa forma, acredito que qualquer pessoa poderia ter um servidor virtual pessoal, com sua própria instância pessoal de CouchDB em execução, servindo como ponto comum entre suas instâncias locais de CouchDB em cada um de seus computadores.

Ou seja, cada um poderá ter sua própria “nuvem” particular, sem necessariamente depender de um serviço de terceiros e sem entregar seus dados pessoais/particulares a um serviço que pode (mas não necessariamente vai) simplesmente desaparecer futuramente, junto com seus dados.


por andrelop em 31/12/2009 20:24

24/12/2009

Andre Luis Lopes

Netbook MOBO 1050 White : presente de natal recomendado

Faz um tempo que não escrevo nada. Muito para fazer, pouco tempo livre disponível e muita preguiça levam a isso, mas não vou tentar me desculpar mais do que isso, esqueçam :-)

O que me levou a escrever este post foi o recebimento de meu novo brinquedo : um netbook MOBO 1050 White da Positivo. Sim, eu também tive a mesma reação da maioria de vocês quando soube que eram um Positivo, mas agora, depois de utilizá-lo por alguns dias, minha primeira impressão se provou completamente errada e eu assumo que tinha um pré-conceito injustificável.

Para começar, um aviso : não comprei o brinquedo. Ganhei em um sorteio no final de ano em uma festa da empresa onde trabalho. Obviamente, isso me fez gostar ainda mais do brinquedo, uma vez que, além de toda a utilidade que ele possui, a cereja no bolo foi o fato dele não ter me custado nada.

O modelo que eu ganhei, estranhamente, difere do que eu encontrei por aí em relação ao MOBO 1050 White em um ponto : ele possui um HD SATA de 160GB e não um HD SATA de 120GB, como todos os reviews que eu encontrei diziam. Melhor, obviamente. Não reclamo de nada.

O brinquedo vem com Windows XP SP3 instalado, alguns softwares básicos e uma licença de um ano de uso do antivírus Kaspersky 6.0, bem como acesso ao dicionário Aurélio online por um tempo determinado (não me recordo se são seis meses ou um ano).

Fiquei com o Windows XP instalado por pouco mais de 24 horas, basicamente para poder testar rapidamente o funcionamento dos itens de hardware. Sim, eu poderia simplesmente instalar Linux e testar o hardware já sob Linux, mas os testes sob Windows me ajudariam a apontar algum possível problema de hardware  que por ventura existisse, uma vez que os fabricantes simplesmente ignoram relatos de problemas com hardware quando o sistema operacional utilizado difere do sistema operacional padrão pré-instalado.

Após testar todos os componentes, instalei Debian GNU/Linux 5.0.3 (codinome Lenny) através de um pendrive USB que possuo, já que o brinquedo, como todo netbook, não possui leitor de CD/DVD (eu não senti falta nenhuma de um até agora, na verdade).

Após instalar um sistema básico, atualizei para a versão instável do Debian GNU/Linux, a qual sempre utilizei em minhas máquinas pessoais desde sempre. Nenhum problema foi notado, tudo funcionou conforme esperado.

No momento, tudo está funcionando corretamente : portas USB (duas na lateral esquerda e uma na lateral direita), leitor de cartões multi-formatos, webcam embutida, microfone também embutido, conectores de fones de ouvido e microfone externos, porta Ethernet PCI-Express e interface wireless embutida.

Fazer a webcam funcionar, após atualização para Debian unstable (não testei antes de atualizar), foi somente questão de executar o aplicativo Cheese do GNOME e já visualizar as imagens sendo capturadas corretamente. Sim, somente isso, mais nada. Não foi necessário me preocupar com módulos de kernel, parâmetros de inicialização para módulos e nada do tipo.

A interface wireless também funcionou de maneira fácil. Com o NetworkManager instalado, simplesmente selecionei o rede wireless doméstica na lista de redes wireless detectadas, forneci minha passphrase privada e pronto, já estava acessando a Internet sem fio a partir do sofá da sala.

A duração da bateria (dizem ser uma bateria de seis células, mas eu não estou nem aí para que tipo de bateria é) também é ótima. Testei utilizando o netbook desconectado da fonte de energia externa, somente na bateria, com o wireless ligado e utilizando o acesso a Internet (navegação em múltiplas abas no Google Chrome, e-mails no Icedove, mensagens no Empathy, acessando diversos servidores remotos via SSH) e a bateria durou quase 5 (sim, cinco) horas.

O processador, um Atom N270 de 1,6GHz, foi pensando exatamente para economia de energia e isso provavelmente influenciou no ótimo tempo de duração da carga da bateria. O brinquedinho vem por padrão com 1GB de memória RAM e, ao menos por enquanto, eu não pretendo adicionar mais memória.

A utilização de memória fica normalmente perto dos 300MB com o GNOME aberto e todas as aplicações citadas acima abertas ao mesmo tempo. A utilização de processamento fica geralmente abaixo dos 10%, com alguns picos quando visualização de vídeos, por exemplo, é utilizada, mas nada que comprometa a performance do sistema como um todo.

Não testei hibernação (para disco), mas testei suspensão (para RAM) e funcionou maravilhosamente bem, de forma bem rápida, tanto para suspender para RAM quanto para restaurar de uma suspensão. Todos os dispositivos, como a interface wireless, por exemplo, voltam funcionando corretamente após retornar de uma suspensão para RAM.

Além dos pontos citados acima, o que mais me chamou atenção de uma maneira positiva foi o fato de que o brinquedinho é muito silencioso, algo que eu aprendi a gostar quando comprei um MacBook, há uns dois anos atrás. Além do silêncio, ele também praticamente não esquenta.

Estou escrevendo este post do sofá da sala de casa, via wireless, e o netbook está apoiado no colo, tendo sido utilizado desde o início da manhã. Não consigo perceber nenhum aquecimento nas pernas, nem mesmo se eu colocar as mãos na parte inferior da estrutura do chassi.

Segundo a documentação, ele possui 1,3Kg de peso total, acredito que já com a bateria de seis células incluída. Nada mal. Eu já achava o MacBook leve em comparação com outros notebooks. Agora, com o MOBO, passei a achar o MacBook pesado. Questão de percepção, óbvio.

No geral, gostei muito do brinquedo. Obviamente, não substitui totalmente um desktop nem mesmo um notebook, mas para as tarefas mais triviais, como navegação na Internet, leitura de e-mails, bate-papo online, blogging/micrblogging e plataforma móvel de acesso remoto (SSH FTW), o MOBO atende muito bem as necessidades.

Como ganhei o brinquedo, o considero ainda melhor, mas eu o recomendaria para quem tivesse interesse em adquirir um netbook. De fato, se eu não o tivesse ganhado e somente tivesse passado pela experiência de tê-lo utilizado por alguns dias, como eu o fiz até o momento, poderia adquirí-lo tranquilamente.

Não tenho idéia do preço (lembre-se que eu não o comprei, mas sim o ganhei), mas acredito que o valor do mesmo atualmente esteja por volta dos R$ 1.000,00, provavelmente um pouco abaixo desse valor. E vale a pena, com certeza.


por andrelop em 24/12/2009 19:12

João Eriberto Mota Filho

Feliz Natal!

Aos amigos, alunos e leitores do meu blog, desejo um Feliz Natal e um excepcional 2010. Que todos tenham muita paz, saúde e alegrias nas suas comemorações e que o Ano Novo seja repleto de realizações e conquistas.

Felicidades a todos e aos seus familires.

Um enorme abraço!!!

por Eriberto em 24/12/2009 15:00

22/12/2009

Gustavo Noronha Silva

WebKitGTK+ HackFest!

The WebKit hackfest is now over, and I think it was a very productive week. Thank you very much to all who attended, to Igalia for organizing the hackfest, and hosting us so well, to Collabora for having sponsored the event, and allowed me to spend the week working on it, and to the GNOME foundation for having payed all of my costs!


Xan blogged about day 0, and also a summary of all that was done, so I’ll focus on the stuff he forgot to mention ;D. The hackfest, for me, started on day -1 with me not allowing Xan to go sleep before he had reviewed a couple patches of mine to fix DOM context menu handling. It always bothered me that Epiphany failed to open right-click menus in some pages, or let pages handle the right click. Well, this is fixed now, and Zimbra users can now have their right click menus, and WoW players can remove talent points from their calculators =P.

It turns out that many of the attendees don’t like pages messing with their context menus, though, and they had some good points to back up their positions (like pages making it hard to save images, for instance), so I implemented a way to force openning the custom menu: Ctrl-rightclick.

We wanted to use a GtkInfoBar to display questions regarding the form saving - our initial implementation always saved all credentials, but that didn’t sound good enough. Xan and I thought it would be very complicated to make this work, because there were assumptions in the code regarding which widget contains which, but it turned out to be quite trivial - making EphyEmbed a descendant of GtkVBox instead of GtkScrolledWindow, fixing a small number of assumptions, and that was it.

The passwords are saved in the GNOME Keyring. It’s interesting to point out that GNOME Keyring seems to be unhappy with the number of passwords a browser stores - Xan’s daemon was hanging, crashing, and spawning a large number of threads. My daemon decided to take up some 300MB of RAM at one point. It’s somewhat funny to see how much a browser pushes the limits of our platform. We are hoping this will improve with the new keyring APIs, and the rewrite that is ongoing. It’s nice to see my browser form passwords in seahorse, though, and be able to manage them like any other.

One more thing worth of notice, although this post is already a bit too big: one of the main concerns people had during the Hackfest was on making build time smaller. Touching a single file in WebCore causes a debug build of 10 minutes on my laptop. Evan Martin and Benjamin Otte made a push at removing unnecessary includes from WebCore, and WebKitGTK+ files, which brough the build time down a bit. They end up inspiring Aroben, from Apple, to go even further into this, and remove many includes from files all over WebKit.

Evan was also able to bring linking time down by making it possible to link libwebkit without having to build all the intermediate libraries, which brought build time down to 1 minute, when touching a single file in WebCore. Behdad and I also started looking into breaking WebCore up into lots of shared libraries for Debug builds, since we don’t care too much about speed penalties in those. None of these experiments got committed yet, but I am hoping we will be having a better time hacking on WebKitGTK+ in the near future.

It was awesome meeting everyone, by the way! See you around =).

por kov em 22/12/2009 13:33

20/12/2009

Eduardo Marcel Macan

Desafios para a música livre

Há algum tempo nos demos conta da  transformação social ampla impulsionada por novas formas de comunicação e consequentes novas demandas sociais. Tendo me formado em um ambiente essencialmente tecnológico entrei  em contato com a primeira manifestação direta dessa transformação ainda muito cedo. Era natural que as pessoas que ajudavam a ...


20/12/2009 22:00

18/12/2009

Junio José

"Clima" dos sabores Debian para o dia

Não sei se todos sabem por isso estou disponibilizando aqui o endereço[0] do clima atual de cada um dos sabores Debian. É sempre bom dar uma olhada nele antes de atualizar os pacotes, principalmente para quem tem o super poder de usar SID :-P

[0] http://edos.debian.net/weather/

por JJ (noreply@blogger.com) em 18/12/2009 04:35

17/12/2009

Fernanda Weiden

My wedding day

Last night I had the most weird dream ever.

It was my wedding day, and my mom and this other woman were dressing me up. My dress was horrible, and there was all those pieces that had to be worn individually. I was crying so much. I was desperate. Sad, very sad.

Time goes by, the dressing drama is still happening, and I was feeling each time more suffocated with the whole situation. I run away, and leave all the people behind. My mom was yelling at me saying I was crazy. I woke up.

Didn't see my "future husband" on my dream. I woke up feeling relief.

por nanda (noreply@blogger.com) em 17/12/2009 10:47

15/12/2009

Tiago Bortoletto Vaz

Nova(?) fórmula


“Faxineiros são mais valiosos para a sociedade do que banqueiros, diz estudo”

(BBC Brasil)

O relatório completo está aqui: http://www.neweconomics.org/publications/bit-rich

Alguém ainda tinha dúvida?

por tiagovaz em 15/12/2009 00:06

11/12/2009

Gustavo Noronha Silva

Regressions, ah, regressions

There are few things I really hate. One of them is regressions. Regressions are bad because they usually take away things we are used to rely on, and leave us with the idea that perhaps the technical improvements didn’t really improve our lifes as a user, despite putting less burden on the developers. Software is made for users, after all.

As part of my work on WebKitGTK+, I always keep an eye on regressions, both from previous WebKitGTK+ releases, and those imposed on embedding applications on their migration away from Gecko, and try to focus some of my efforts into lowering their numbers, whenever I can.

In recent times I have worked on removing a few very user-visible regressions in Epiphany, which I see as the most demanding WebKitGTK+ user in GNOME, such as save page not working, missing
favicon support, failing to
perform server-pushed downloads (such as GMail attachments), and not being able to view source. An example of a regression from a previous version of WebKit also exists: in 1.1.17 we started advertising more than we should as supported by the HTML5 media player, causing download to be almost completely broken.

All of these are working if you are using WebKit and Epiphany from trunk/master, so should be on the next development versions of WebKitGTK+ and Epiphany. Other people have also fixed many other regressions; a few examples: Xan has reimplemented the Epiphany customization of the context menu, Frederic Peters provided a work-around for mailto: links while we don’t have SoupURILoader yet, and Joanmarie Diggs keeps rocking on the accessibility front!

If you find regressions, keep them coming! If you have a patch, even better! =)

Next week WebKitGTK+ team gets together to work furiously on improving WebKitGTK+ in a hackfest sponsored by Collabora, and Igalia, and hosted/organized by Igalia. While there I should also get my hands on one of these. Can’t wait! =)

por kov em 11/12/2009 22:15

Eduardo Marcel Macan

Novo wordtwit – 2.2.4 adaptado ao miud.in

Atualizei a minha versão paralela do wordtwit que utiliza o miud.in como encurtador de URLs, vou pedir para que atualizem upstream, se não atualizarem, paciência, sigo distribuindo uma versão patcheada para os que desejarem utilizar o encurtador mais simpático do planeta. Baixem o wordtwit.2.2.4-miudin.zip e façam com que todos seus posts ...


11/12/2009 03:00

10/12/2009

João Eriberto Mota Filho

HLBR 1.7 lançado ontem

Pessoal,

Ontem, no fim da tarde, foi lançado o HLBR 1.7 (SourceForge). Hoje, ele já entrou no unstable (Debian). Se quiser acompanhá-lo no Debian, veja o PTS.

Essa versão corrige um erro que fazia com que o HLBR congelasse ou morresse em algumas máquinas. O Pedro Arthur Jedi, que atualmente é o mais dedicado mantenedor do código do HLBR, trabalhou muito em cima deste problema. Eu também corrigi algumas falhas de instalação e inicialização apontadas no sistema de bugs do Debian.

Bem, sugerimos a quem usa o HLBR que atualize as suas versões para a 1.7. Esta vesão foi testada por mim no Debian Squeeze (testing atual) e pelo Pedro no Slackware 13.

Finalizando, para quem não sabe, o HLBR (Hogwash Light BR) é um IPS (Intrusion Prevention System) que atua como bridge, compondo sistemas de firewall e evitando alguns tipos de ataques às redes. Para entender mais sobre isto, você pode ler este artigo sobre sistemas de firewall e este sobre o HLBR. Cabe ressaltar que as regras do HLBR podem utilizar expressões regulares Perl (libpcre), o que amplia bastante o seu poder de detecção.

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TWITTER: para saber sobre os meus livros e outras novidades, me siga em http://twitter.com/eribertomota. Prometo que serão mensagens esporádicas. Não pretendo anunciar cada soluço meu. :-)

por Eriberto em 10/12/2009 01:01

07/12/2009

Thadeu Penna

Benchmark de DNS com o namebench

Benchmark de DNS com o namebench

Como o Google lançou DNS públicos é natural que você queira saber qual o melhor servidor de nomes. O excelente Hamacker's Palace mostrou uma saída de como ver isto no Ubuntu, usando um programa para Windows rodando no Wine. Eu procurei por DNS benchmarck no Arch Linux (yaourt) e achei o programa namebench. A instalação é simples e rodei, pela linha de comando, namebench.py. Apareceu uma janela assim:

Não precisei alterar nada. O meu DNS é o do roteador Linksys (que o programa posteriormente reconheceu como uma réplica do OpenDNS). O danado ainda procurou por 200 DNS, utilizando os endereços que visitei recentemente no Chrome: ele vai procurar pelos endereços que eu uso e não endereços pré-definidos !! É muito bem bolado o programa! A saída é gráfica no browser, dando muitos detalhes e indicando o DNS da Virtua (minha conexão é a cabo) e depois o 8.8.8.8, como sendo 29% mais rápidos que meu provedor !

A saída é assim:

por tjpp em 07/12/2009 17:59

Henfil é hexa

Henfil é hexa

Eu prometo que não falo mais do hexa, depois deste post. Eu gosto muito de quadrinhos, e não poderia deixar de mostrar este:

O Henfil é o meu predileto, principalmente porque ele conseguia passar muita emoção com poucos traços. Um gênio, assim como o Ronaldo Angelim e o Andrade.

por tjpp em 07/12/2009 16:58

É Équissa

É Équissa

mengo.jpg

O título está com uma ortografia alternativa para evitar comentários chatos do tipo: não é hexa pois campeão foi o Sport (não é o que diz a FIFA), o Grêmio entregou um jogo (em um campeonato de pontos corridos), etc. O jogador pé-quente é o Túlio, do chororô… é śo jogar a final que o Mengão é campeão.

P.S.: este é o hexa individual do Andrade. É um cara que sempre mostrou que sabe jogar bola. É de uma época de ouro, em que o time do Flamengo (o melhor do Universo), era formado por X,Y, Z… Andrade, Adílio e Zico, etc… Um cara que não é “professor doutor”, como dizem os cronistas como se “professor doutor” não fosse um título mas uma avacalhação. É só um cara correto. E daí… o gol do título foi do Angelim. Um é a cara do outro. Merecido.

por tjpp em 07/12/2009 00:12

06/12/2009

João Eriberto Mota Filho

Artigo científico sobre sistemas de firewall

Há alguns dias, o pessoal da graduação virtual da Universidade Católica de Brasília me pediu que eu fizesse um artigo científico sobre sistemas de firewall, para que eles pudessem utilizar nas aulas. Bem, acabo de terminar o artigo. Ele está disponível em http://www.eriberto.pro.br/artigos/firewall.pdf. Ficou um pouco grande porque o assunto é complexo e será utilizado em aulas. Então, eu tinha que explicar tudo da melhor maneira possível.

Se alguém descobrir algum erro ortográfico ou gramatical, por favor me avise. Fiz revisão mas sempre passa algo…

Bom proveito!!!

por Eriberto em 06/12/2009 21:35

05/12/2009

Tiago Bortoletto Vaz

02/12/2009

João Eriberto Mota Filho

Ferramentas de resposta a incidentes de segurança

Agora há pouco eu estava procurando no Google um antigo e-mail sobre o HLBR. Foi quando me deparei com o trabalho desenvolvido para a RNP pelo Eric Barbosa Jales de Carvalho, de Teresina/PI. Trata-se de uma pesquisa a respeito de ferramentas do tipo IDS, IPS etc. Li a parte do HLBR e achei que ficou muito boa. É um manual de 153 páginas.

O link para acesso é http://www.pop-pi.rnp.br/artigos/ferramentas_respostas_incidentes – eric.pdf.

Há outros tutoriais e artigos da RNP/PI em http://www.pop-pi.rnp.br/artigos.php.

por Eriberto em 02/12/2009 19:10

29/11/2009

Tiago Bortoletto Vaz

A mulher que seduziu Bill Gates


Crescimento relâmpago

E a sua fórmula do crescimento:

“Outro vídeo, também de acordo com o depoimento, teria imagens de Durval negociando um contrato emergencial com a empresária Cristina Boner a pedido de Arruda. O contrato seria, na verdade, a doação de R$ 1 milhão para a campanha do governador.”

Grupo TBA deu dinheiro de forma ilegal a Arruda, afirma Durval

Esta é mais uma façanha da indústria de software enlatado e de péssima qualidade no Brasil.

por tiagovaz em 29/11/2009 16:24

24/11/2009

João Eriberto Mota Filho

Instalando o Skype no Debian Lenny

Essa é para quem não tem muita experiência com o APT. Primeiramente, baixe o .deb do Skype em  http://www.skype.com/intl/pt/download/skype/linux/choose. Depois, emita o comando:

# dpkg -i skype-debian_2.1.0.47-1_i386.deb

No meu caso, deram os seguintes erros:

Selecionando pacote previamente não selecionado skype.
(Lendo banco de dados ... 119075 arquivos e diretórios atualmente instalados).
Desempacotando skype (de .../skype-debian_2.1.0.47-1_i386.deb) ...
dpkg: problemas de dependência impedem a configuração de skype:
 skype depende de libqt4-dbus (>= 4.4.3); porém:
 Pacote libqt4-dbus não está instalado.
 skype depende de libqt4-network (>= 4.4.3); porém:
 Pacote libqt4-network não está instalado.
 skype depende de libqtcore4 (>= 4.4.3); porém:
 Pacote libqtcore4 não está instalado.
 skype depende de libqtgui4 (>= 4.4.3); porém:
 Pacote libqtgui4 não está instalado.
dpkg: erro processando skype (--install):
 problemas de dependência - deixando desconfigurado
Erros foram encontrados durante o processamento de:
 skype

Isso indica que há dependências para a instalação. Para resolver o problema, execute:

# apt-get install -f

Como isso, as dependências anteriores e o Skype serão instalados.

Boas conversas!

————————

TWITTER: para saber sobre os meus livros e outras novidades, me siga em http://twitter.com/eribertomota.

por Eriberto em 24/11/2009 19:51

23/11/2009

João Eriberto Mota Filho

Roteadores wireless domésticos em modo bridge

Muita gente me pergunta em cursos e eventos como configurar uma bridge em roteadores wireless domésticos, como TP-Link, D-Link e Linksys. Como tive que fazer isso em casa neste fim de semana e me lembrei dessas pessoas, resolvi escrever aqui o procedimento.

A resposta é bem simples: não é preciso configurar nada! Aliás, nem existem configurações para isso nos setups desses roteadores. Isso leva muita gente a dizer que eles não funcionam como bridges. Mas isso não é verdade.

Observe a figura a seguir. Ela mostra as portas de um TP-Link TL-WR542G.

tl-wr542gComo todos sabem, há uma porta WAN e quatro portas de switch, certo? ERRADO! São cinco portas de switch: as quatro RJ-45 mais a antena. Isso mesmo, a antena faz parte do switch. Você pode considerar que é a quinta porta. Então, se o cabo que vem do modem ADSL for ligado numa das quatro portas RJ-45 e não na porta WAN, o seu notebook receberá IP do modem (é necessário desabilitar o DHCP no setup do roteador wireless). Veja a figura a seguir:

tl-wr542g-2

Particularmente, gosto de colocar o modem ADSL para atuar no modo bridge e configurar o roteador wireless para fazer a conexão ADSL e NAT. Isso evita um NAT no modem e outro no roteador, caso você queira ter vários clientes ADSL. Então, a fórmula final para isto é:

  • Colocar o modem ADSL como bridge.
  • Habilitar o DHCP no roteador wireless.
  • Configurar o cliente ADSL do roteador wireless.
  • Ligar a porta WAN do roteador wireless no modem ADSL.

Até agora você não utilizou o modo bridge do roteador wireless. Mas, caso o sinal esteja fraco em alguns cômodos da sua casa, você poderá instalar mais um roteador. Ligue os dois roteadores pelas suas portas RJ-45 switch, tomando o cuidado de deixar o DHCP habilitado somente no principal. Assim, apenas um dos roteadores fornecerá endereço IP para os clientes e fará NAT. Na minha casa, eu coloquei um roteador na suíte e outro na sala. Ficou perfeito.

Um outro uso do roteador wireless em bridge é quando você quiser colocá-lo na sua rede e já tiver um servidor DHCP ativo. Bastará ligá-lo na rede por uma das suas portas do switch e desabilitar o DHCP server do roteador. Simples! E isso funciona com D-Link, Lynksys etc. Particularmente, depois de experimentar bastante cada um desses, virei fã do TP-Link.

por Eriberto em 23/11/2009 19:45

19/11/2009

Tiago Bortoletto Vaz

Funkatrua ao vivo!


Pra quem não sabe, eu estudo música!
Pra quem não sabe, eu toco funk!
Pra quem não sabe, faremos um recital no Ao Vivo Music no primeiro dia de Dezembro de 2009.
Repertório: Marvin Gaye, Kind Floyd, The Staple Singers, Curtis Mayfield, Tower of Power, Wild Cherry etc.

por tiagovaz em 19/11/2009 00:05

18/11/2009

Thadeu Penna

Apagão no Senado

Apagão no Senado

Pois é, a Comissão de Ciência (Oculta), Tecnologia (Pré-histórica), Inovação (Inconsequente), Comunicação (com os mortos) e Informática (telepática) do Senado, fez a convocação para a discussão do apagão. Segundo a convocação, disponível em http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CCT/Resultados/20091118EX045.pdf, na primeira etapa da discussão serão chamados Gilberto Câmara, diretor do INPE, os físicos Luis Pinguelli Rosa, da COPPE/UFRJ, José Goldemberg, da USP e Evandro Lima, da UNB, entre outros para a discussão dos aspectos técnicos. Por iniciativa do Senador Artur Virgilio, líder do PSDB, será convidada a Sra. Adelaide Scritori, Presidente da Fundação Cacique Cobra Coral – FCCC. O próximo deve ser o Galvão Bueno, aquele do “Eu sabia, eu sabia”. A médium incorpora um espírito que foi de Galileu e Lincoln… tá…. Ela é a mesma que mostra uma carta, em português, para o Bush alertando para o 11 de setembro (se incorpora o espírito do Lincoln, porque não escreveu em inglês?).

por tjpp em 18/11/2009 18:06

17/11/2009

Junio José

Firefox na Debian

Recebi convite para testar o novo Orkut. Testei com o Iceweasel por uma semana. Até aí tudo bem, não fosse o fato que no domingo passado (15/11/09) o novo orkut sumiu. Isso mesmo! Sumiu, desapareceu, escafedeu-se. E não deixou nenhum sinal. Nenhum vestígio do que aconteceu. Pensei até que a Google tivesse ficado chateada por eu ter twittado que o novo Orkut ainda está(va) meio monstrengo (pelo menos na minha ótica de programador).

Depois de algumas pesquisas frustradas no Google pensei: será que é a versão do meu navegador?

Decidi, então, instalar e testar com o Firefox. Três surpresas:

1. A instalação foi extremamente simples;
2. O novo Orkut voltou a funcionar;
3. O Firefox está bem rápido.

Algumas pessoas me perguntaram como foi que instalei o Firefox na Debian e, respondendo a elas, escrevi esse artigo. Espero que ajude.

A primeira coisa que você precisa fazer é baixar o Firefox. O link é esse:

http://www.mozilla.com/pt-BR/

Clique com o botão direito sobre o arquivo baixado e escolha a opção Extrair aqui. Isso faz com que a pasta firefox apareça.

Agora que você já baixou e fez a descompactação do Firefox, vamos criar um lançador para ele. Clique com o botão direito na Área de trabalho e escolha a opção Criar lançador. Isso faz aparecer a janela para configuração do novo lançador. Preencha-a da seguinte forma (ou como preferir):

Tipo: Aplicativo
Nome: Firefox
Comando: (clique em Navegar..., encontre a pasta onde você descompactou o firefox e dê dois cliques em firefox. Ele fica logo acima de firefox-bin).

Clique no botão Ok e pronto. Você já tem o Firefox instalado na sua querida Debian.

Vamos que vamos!

por JJ (noreply@blogger.com) em 17/11/2009 15:00

15/11/2009

Andre Luis Lopes

Fighting temptations : How to convince yourself not to buy when you want to

I’m widely know (by my peers, not globaly know, as you may guess) for being a well controlated person when it comes to spending my sacred and beloved money. Actually, I’m so well controlated that I’m sometimes seen as someone who hates to spend money.

Sometimes I’m almost convinced that people thinking that way about me are right, but then I get back to my conscious mind and realize that they think like this because people tend not to agree with what they don’t practice and, generally speaking, society has been continuosly teaching them to become as consumists as possible.

Obviously, I’m not completely protected against consumism, as I’m human and have as much desires as anyone else, but I think I’m doing well on keeping myself from being taken to the path which lead us to bit the bullet and spend our money on something.

What contributes to this control also demonstrates how we’re used to learn better only from mistakes, as I already spent too much money on things which I initially thought I desperately needed, but which after I realized weren’t actually all that much needed after all.

I have been trying to avoid wasting money on an e-book reader for months. At the beggining it was a piece of cake, as there wasn’t a real option (mind you that I live in Brazil, not in the USA or some other so called first world country). However, in the last few months, the scenario has been changing and it seems that these days there are actually some options available.

I have been researching privately about options for months and have become well aware of all the advantages and disavantages of all the options available today. Sorry, I won’t be pointing the right option to you, as your best option probably will be different from mine and recommending things isn’t the point of this post.

Technically speaking, the options available today seems to provide me with what I need. There are no doubts that almost any of them would be good (but not all of them would be “the right”) choices and actually would represent a real improvement over the current situation.

So, one might ask, why not go ahead and just buy the damn thing ? For most of the people out there, it would seem to be the right thing to do, as I would be doing conscious and well researched purchase after all. Well, I would be doing something good for myself for sure, but the government actually would need to show me some respect and prove me they have some respect for me as well.

Amazon, for example, is shipping the Kindle for other countries and Brazil is one of them. I would surely just go ahead and buy it the day the shipment was announced and that was almost what I did. What prevented me from doing so was the insane/absurd takes government is applying on anything one wants to import from another country.

Even after converting the price from dollars to the local currency (reais), the price is something like three to four times higher that the original price in the origin country. It’s insanely prohibitive for the vast majority of citizens and one could wonder why this is so when this is a device used basically for reading. Mind you that the government has big tax reductions for importing books, for example, which are seen as culture related items and so get to win some advantages over other non-culture related items.

To summarize it all, if you want to convince yourself how not to spend money on something, even when you really want to, just do the math regarding the amount of the taxes you would need to pay and I assure you there will be no regrets when latter you think why you did not bought it.


por andrelop em 15/11/2009 17:43

14/11/2009

Andre Luis Lopes

Public service announcement : A LDAP directory won’t do it all by itself

Recently I’ve been dealing with requests for LDAP directories configs which clearly demonstrates how little people understand about directories and what they are capable of doing. A significant amount of people I know seems to really get it wrong when it comes to what they want from a directory.

Actually, they somehow think that a LDAP directory will do whatever is needed for their application to store, retrieve, validate, authenticate and even take decisions based on no data provided at all. These people think that one should just deploy a directory using the minimum effort approach and suddenly everything will just work.

They don’t seem to realize that for their application to make use of a directory it should be prepared to do so. They can’t accept it when they are told that the directory won’t just work and by some unknow enchantment get their systems data stored, validated, authenticated and, shockingly for them, that it won’t make their credentials consolidated so lots of different services will out of the box just start working using the same username/password pair.

Also, some people don’t understand the difference between a LDAP directory and a single sign-on (SSO) system. They don’t realize that a directory won’t, by itself (i.e. without additional software and some respectable amount of tweaking), provide them the ability to authenticate against it only a single time and have their credentials shared among all their systems.

That’s it. Said. Don’t get me wrong. All that was metioned above is possible, but it isn’t done by LDAP alone. LDAP is just a bunch of protocols and a directory is only one nice place to store information. What will be done with this information, how it wll be treated and how it could be used to produce meaningful results are almost always up to the application and/or to some “middleware” or added plugin/overlay/connector/whatever.

Next time someone ask you to “install LDAP so I can get rid of all my different username/passwords and use only one instead”, be afraid. Be very afraid and present him/her some theorical knowledgment regarding the topic. Or, better said, insert some clue into his/her brain.


por andrelop em 14/11/2009 23:41

Tiago Bortoletto Vaz

É zica!


(1) Recebi um cartão do banco após ter sido negado na agência por não ser o primeiro titular da conta. Como consegui isso? Desisti de bater boca com a gerente e resolvi fazer a proposta pela Internet, sem ela saber, claro. A proposta foi aprovada quase que imediatamente, com um limite mais gordo do que eu imaginava e a gerente ainda nem deve saber disso. Detalhe: eu já possuo cartão do mesmo banco há mais de 5 anos, porém de outra agência. Vai entender…

(2) Estamos sem geladeira à 8 dias porque a empresa demorou de se convencer que o problema ocorreu dentro do prazo de validade legal de um conserto anterior (90 dias). Este problema está parcialmente resolvido, afinal concordamos que pagaremos pela mão de obra, mas que a peça será trocada sem ônus. O que a gente não aceita pra não ficar sem gelo no verão… Tudo conspira para que segunda-feira próxima a coisa volte a esfriar por aqui.

(3) Propaganda da TIM, com três carecas pintados de azul (publicada numa das revistas que chegam via Sedex pra mim – ver queixa 4 abaixo):

“Fale sem limite em ligações locais para qualquer fixo” (letrinhas pequenas: [...] chamadas locais para outros fixos [...] até o limite de 1 mil minutos por mês.)

“Navegue na Internet sem limite” (letrinhas pequenas: após o consumo de 1GB, a TIM poderá reduzir a velocidade, a seu critério, até o faturamento subsequente.)

(4) Finalmente recebi mais uma leva de revistas da assinatura. É um serviço VIP de assinatura, todas as edições chegam via Sedex. O problema é que chegam duas semanas atrasadas, com duas ou três revistas amontoadas e sempre demanda intervenção e queixa pelo serviço 0800 duas semanas antes e após esgotarem nas bancas. Adicionalmente, esta assinatura me forneceria alguns pontos de programa fidelidade na TAM após o pagamento total da fatura (aquele sentimento idiota de “ôba, vou sair ganhando!” – sentimentos idiotas geralmente são materializados no gerúndio, já perceberam?). Ok, resolvi quitar a assinatura anual numa única parcela faz uns 3 meses (utlizando o velho cartão do banco que me nega cartão). Resultado: nada de ponto fidelidade até hoje. A penúltima vez que liguei pra me queixar a atendente muito educada me pediu o número Smiles e quantos pontos ela deveria solicitar, pois tinham esquecido. Na última ligação-queixa há alguns dias ela ao menos acertou e pediu o número fidelidade da TAM, mas ainda assim não sabia quantos pontos deveria a revista transferir. O pior é que a palavra “Smiles” me dá nos nervos desde que a Varig resolveu não computar as milhas de uma viagem internacional que fiz em 2005, o que me rendeu algumas muitas horas de estresse em ligações telefônicas interurbanas. Pra piorar, pediu que eu enviasse os bilhetes originais e deram fim neles. Pra piorar, passaram a argumentar que só poderiam considerar as milhagens se eu tivesse posse dos bilhetes originais que tinham me roubado. Também não registraram as milhas de outra viagem em 2006. Eu simplesmente desisti e não quero mais ouvir falar nesse programa. Aliás, me deu também nos nervos o apagão último. O que uma pessoa tem na cabeça pra me ligar de madrugada e lembrar que meu camarão iria estragar se a luz não voltasse logo? EU NÃO ESTAVA LEMBRADO DISSO. Fiquei nervoso e com insônia. É um sentimento estúpido e egoísta, mas eu criei uma relação estranha com o camarão que minha sogra mandou de Alagoas e ainda preciso compreender isso melhor. Eu já estava preocupadíssimo com o fato de ter deixado o camarão na geladeira do prédio depois que a geladeira da nossa casa pifou. Aliás, eu desconfio que essa geladeira pifou porque houve falta de luz dois dias consecutivos no bairro. E sabe por que faltou luz? Porque a palha da palmeira do prédio tocou nos fios e provocou curto. Isso foi no primeiro dia. No segundo dia o motivo foi supreendentemente o mesmo. Afinal, após aproximadamente 5 horas de conserto no primeiro dia, ninguém ousou remover a tal palha, pois era necessário uma autorização expressa e carimbada por algum burocrata da prefeitura. Maldita palha que deixou a gente no escuro dois dias consecutivos. Vejam, o camarão sobreviveu a três quedas de energia e uma migração de geladeira.

Enfim, nós estamos todos condenados à apreciar campanhas publicitárias sem noção com carecas pintados de azul, a suportar bancos que definem critérios a critério dos seus funcionários (como os carecas pintados de azul fazem com a velocidade do seu 3G), a lembrar à editora que aquela assinatura que você fez e quitou de uma vez em foi em virtude da promoção que forneceria pontuação em programa de milhagem. Ah, e tem que lembrá-la qual era o programa de milhagem e quantos pontos devem ser transferidos. É preciso ainda acreditar que os três carecas pintados de azul não vão reduzir, “a seu critério” a velocidade no mísero serviço de acesso que oferecem. E claro, é preciso saber enxergar muito bem as letrinhas pequenas, para então conhecer a verdade, respirar e refletir: estamos todos condenados a presumir boa fé nas nossas relações, mesmo sendo diariamente induzidos a crer no perfeito oposto!

Oba, Tássia acabou de chegar em casa, olhou para a revista aberta na página dos carecas pintados de azul (vou ter pesadelo com isso) e disse:

- Carta Capital! Chegaram duas de novo?

- Sim. E já tem outra nas bancas que ainda não chegou. Retruquei, fingindo estar mal humorado.

- É zica! Você tem zica com revistas e milhas!

Sábia esposa, matou o problema, é isso, tô zicado! E o post agora tem um título :)

por tiagovaz em 14/11/2009 01:29

11/11/2009

João Eriberto Mota Filho

Twitter…

Após alguma insistência de amigos e conhecidos, resolvi fazer o tal do twitter para mim. Quem quiser me seguir, procure por eribertomota.

por Eriberto em 11/11/2009 13:31