Planeta Debian Brasil

05/11/2013

Manoel Aleksandre Filho

XFCE poderá ser o ambiente desktop padrão do Debian.



Segundo o desenvolvedor Joey Hess, o Debian 8 (Jessie) poderá trocar o GNOME 3 pelo XFCE como ambiente desktop padrão. As razões são as mesmas de sempre: espaço limitado do CD de instalação, o XFCE trás uma experiência mais próxima do GNOME 2, e o suporte à acessibilidade.

Mas a decisão ainda não é final e poderá mudar, como ocorreu com o Wheezy, até o lançamento do Jessie. Segundo Hess, essa decisão será definitiva já no mês de agosto de 2014. Até lá dados serão colhidos quanto ao número de usuários que instalam GNOME e XFCE, as melhorias que podem ocorrer quanto à acessabilidade da área de trabalho e o feedback dos próprios usuários.

Por enquanto Xfce será distribuídos por padrão no CD de instalação do Jessie. Não que isso irá afetar muitos usuários: Debian 8.0 ainda não tem uma data de lançamento prevista!

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 05/11/2013 14:15

21/10/2013

Éverton M. Arruda Jr. (notrev)

Get a list of TODOs and FIXMEs in your project

If you are like me and add FIXMEs and TODOs in your codes, this is a good tip.

To get the list of TODOs and FIXMEs, run the following command:

1
grep --exclude-dir=.git -rEI "TODO|FIXME" . 2>/dev/null

This command makes a recursive search in all directories and files inside you current directory for FIXME or TODO patterns.

You can make a one word command with that line, just add the following to your ~/.bashrc and reload it:

1
alias tasks='grep --exclude-dir=.git -rEI "TODO|FIXME" . 2>/dev/null'

The word I chose was ‘tasks’, so, whenever I run ‘tasks’, the command is executed.

Source: http://www.commandlinefu.com/commands/view/12833/get-a-list-of-all-todofixme-tasks-left-to-be-done-in-your-project

por Éverton Arruda em 21/10/2013 12:51

07/10/2013

João Eriberto Mota Filho

LiME – Linux Memory Extractor

Há algum tempo, neste link, eu falei sobre o fmem, um módulo de kernel que fornece privilégios para que seja possível o dump de memória, muito usado em perícias digitais (forense computacional). Ocorre que o fmem possui algumas limitações, como a aquisição de memória somente até 4 GB. Assim a solução mais moderna e versátil é o LiME.

O objetivo deste post será mostrar, de forma simples e objetiva, como compilar e usar o módulo de kernel LiME, disponível em https://code.google.com/p/lime-forensics. O trabalho se dará no Debian Wheezy (7.0).

Inicialmente, como root, instale os cabeçalhos (headers) do kernel, o gcc e o make. Considerando o uso de um kernel de 64 bits, o comando será:

# apt-get install linux-headers-amd64 gcc make

A seguir, faça download do LiME e, depois, o extraia. A extração se dará com o comando tar:

# tar -xvf lime-forensics-1.1-r17.tar.gz

Como próximo passo, entre no diretório src e compile o código:

# cd src
# make

Observe que será criado um módulo de kernel (extensão .ko). No meu caso, um ls mostra o seguinte:

# ls
disk.c  lime-3.2.0-4-amd64.ko  lime.h  main.c  Makefile  Makefile.sample  tcp.c

Finalmente, carregue o módulo. Será utilizado o comando insmod com algumas opções. Esse carregamento já realizará o dump de memória automaticamente. O comando será o seguinte:

# insmod lime-3.2.0-4-amd64.ko "path=/root/mem.dump format=lime"

Depois do comando anterior, será criado um arquivo em /root, com o nome mem.dump, que conterá o dump da memória. O LiME trabalha com três formatos de dump: raw, padded e lime. O formato raw é o mais puro e fornece uma cópia idêntica do conteúdo da RAM. No entanto, o formato lime, que contém headers extras que controlam endereços de memória por blocos, é entendido pelo analisador Volatility. Assim sendo, este será o método preferencial.

Caso seja necessário realizar um novo dump de memória na máquina, antes de tudo, remova o módulo LiME. Para tanto, utilize o comando:

# rmmod lime

O manual do LiME em PDF, disponível no mesmo site de download, fornece diversas opções, como a aquisição da memória em dispositivos usando Android.

por Eriberto em 07/10/2013 19:58

How to write a good debian/watch easily

Short URL: http://bit.ly/debian_watch

Write a good watch file for a Debian package is simple. However, several maintainers don't know how to make watches for non trivial sites as Google Pages or Github. Then, my objective is  teach a bit about debian/watch.

A conventional debian/watch has two lines: version and site watcher. An example for a simple and trivial site:

version=3

http://f00l.de/pcapfix/pcapfix-(.*)\.tar\.gz

The first line is compulsory and says to Debian watch system (in Debian official project sites) what is the used version and how to behave. Currently, this line is always "version=3". Then, forget this. The last line (site watcher) is responsible by scan the site, searching for versions of the codes. This line was made using a simple observation and regular expressions (Perl regular expressions). So, in the upstream site (http://f00l.de/pcapfix), we can point a download shortcut to see the file URL. Please, see the picture below that shows this situation:

fig2

PS: to get a summary about Perl regular expressions, go to the site http://www.cs.tut.fi/~jkorpela/perl/regexp.html.

Is possible to see the web link f00l.de/pcapfix/pcapfix-0.7.3.tar.gz and we will try to use it. We should change the version from 0.7.3 to (.*). In Perl regular expressions, .* is treated as all or anything, except newline. Then, we want monitor pcapfix-ANYTHING.tar.gz. The brackets are used to alert the watch system that we are considering as version what can be seen among them. The final situation is http://f00l.de/pcapfix/pcapfix-(.*)\.tar\.gz. Note that the last part (after the last slash) has a regexp and the points was protected by backslashes to avoid an interpretation as any character. To test, we need run 'uscan command' from upstream code place (outside of the debian directory, but it must exist; debian/changelog and debian/watch are fundamental to test because uscan will get the local version from first and compare with results generated by the last).

$ uscan --verbose --report

The result:

eriberto@canopus:/tmp/pcapfix-0.7.3$ uscan --verbose --report
-- Scanning for watchfiles in .
-- Found watchfile in ./debian
-- In debian/watch, processing watchfile line:
   http://f00l.de/pcapfix/pcapfix-(.*)\.tar\.gz
-- Found the following matching hrefs:
     pcapfix-0.7.3.tar.gz
     pcapfix-0.7.2.tar.gz
     pcapfix-0.7.1.tar.gz
     pcapfix-0.7.tar.gz
     pcapfix-0.6.tar.gz
     pcapfix-0.5.tar.gz
     pcapfix-0.4.tar.gz
     pcapfix-0.3.tar.gz
     pcapfix-0.2-real.tar.gz
     pcapfix-0.1.tar.gz
Newest version on remote site is 0.7.3, local version is 0.7.3
 => Package is up to date
-- Scan finished

How you can see, all versions were shown and the package is using the last release. This was a very easy work. However, we can use another technique, which is more sophisticated. This technique is useful for sites more complex as Google Pages and Github.

The site shown in the last picture has web links. Then, we can collect these web links. To do it, initially, we must to use the URL of the site that has the links and (.*). An example:

version=3
http://f00l.de/pcapfix (.*)

After the uscan command, the output is:

eriberto@canopus:/tmp/pcapfix-0.7.3$ uscan --verbose --report
-- Scanning for watchfiles in .
-- Found watchfile in ./debian
-- In debian/watch, processing watchfile line:
   http://f00l.de/pcapfix (.*)
-- Found the following matching hrefs:
     /
     /
     /blog/
     /blog/
     /pcapfix/
     /pcapfix/
     /genmenu
     /genmenu
     /hacking/
     /hacking/
     /impressum.html
     /impressum.html
     /hacking/pcapfix.php
     /hacking/pcapfix.php
     pcapfix-0.4.png
     pcapfix-0.4.png
     /hacking/pcapfix.example.txt
     /hacking/pcapfix.example.txt
     mailto:ruport@f00l.de
     mailto:ruport@f00l.de
     pcapfix-0.7.3.tar.gz
     pcapfix-0.7.3.tar.gz
     pcapfix-0.7.3-win32.zip
     pcapfix-0.7.3-win32.zip
     changelog-0.7.3.txt
     changelog-0.7.3.txt
     pcapfix-0.7.2.tar.gz
     pcapfix-0.7.2.tar.gz
     pcapfix-0.7.2-win32.zip
     pcapfix-0.7.2-win32.zip
     changelog-0.7.2.txt
     changelog-0.7.2.txt
     pcapfix-0.7.1.tar.gz
     pcapfix-0.7.1.tar.gz
     pcapfix-0.7.1-win32.zip
     pcapfix-0.7.1-win32.zip
     changelog-0.7.1.txt
     changelog-0.7.1.txt
     pcapfix-0.7.tar.gz
     pcapfix-0.7.tar.gz
     pcapfix-0.7-win32.zip
     pcapfix-0.7-win32.zip
     changelog-0.7.txt
     changelog-0.7.txt
     pcapfix-0.6.tar.gz
     pcapfix-0.6.tar.gz
     pcapfix-0.6-win32.zip
     pcapfix-0.6-win32.zip
     changelog-0.6.txt
     changelog-0.6.txt
     pcapfix-0.5.tar.gz
     pcapfix-0.5.tar.gz
     pcapfix-0.5-win32.zip
     pcapfix-0.5-win32.zip
     changelog-0.5.txt
     changelog-0.5.txt
     pcapfix-0.4.tar.gz
     pcapfix-0.4.tar.gz
     pcapfix-0.4-win32.zip
     pcapfix-0.4-win32.zip
     changelog-0.4.txt
     changelog-0.4.txt
     pcapfix-0.3.tar.gz
     pcapfix-0.3.tar.gz
     changelog-0.3.txt
     changelog-0.3.txt
     pcapfix-0.2-real.tar.gz
     pcapfix-0.2-real.tar.gz
     changelog-0.2.txt
     changelog-0.2.txt
     pcapfix-0.1.tar.gz
     pcapfix-0.1.tar.gz
     mailto:info@f00l.de
     mailto:info@f00l.de
dpkg: error: version 'mailto:ruport@f00l.de' has bad syntax: epoch in version is not number
Newest version on remote site is mailto:ruport@f00l.de, local version is 0.7.3
dpkg: error: version 'mailto:ruport@f00l.de' has bad syntax: epoch in version is not number
 => Newer version available from
    http://f00l.de/pcapfix/mailto:ruport@f00l.de
-- Scan finished

Note that all web links in the page are shown. Then, we can use another format to filter the result:

version=3
<URL> <expression to grep>

Yes! You can 'grep' the result (and apply Perl regexp). Then, you may use (observe the space between URL and the regexp):

version=3
http://f00l.de/pcapfix pcapfix-(.*)\.tar\.gz

See the result:

eriberto@canopus:/tmp/pcapfix-0.7.3$ uscan --verbose --report
-- Scanning for watchfiles in .
-- Found watchfile in ./debian
-- In debian/watch, processing watchfile line:
   http://f00l.de/pcapfix pcapfix-(.*)\.tar\.gz
-- Found the following matching hrefs:
     pcapfix-0.7.3.tar.gz
     pcapfix-0.7.3.tar.gz
     pcapfix-0.7.2.tar.gz
     pcapfix-0.7.2.tar.gz
     pcapfix-0.7.1.tar.gz
     pcapfix-0.7.1.tar.gz
     pcapfix-0.7.tar.gz
     pcapfix-0.7.tar.gz
     pcapfix-0.6.tar.gz
     pcapfix-0.6.tar.gz
     pcapfix-0.5.tar.gz
     pcapfix-0.5.tar.gz
     pcapfix-0.4.tar.gz
     pcapfix-0.4.tar.gz
     pcapfix-0.3.tar.gz
     pcapfix-0.3.tar.gz
     pcapfix-0.2-real.tar.gz
     pcapfix-0.2-real.tar.gz
     pcapfix-0.1.tar.gz
     pcapfix-0.1.tar.gz
Newest version on remote site is 0.7.3, local version is 0.7.3
 => Package is up to date
-- Scan finished

Another example. Please, see the site https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html, that provides the game Pacman for Console (pacman4console in Debian). The picture below shows a link in the site:

fig3

The first idea is to use something like this:

version=3

https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-(.*)\.tar\.gz\?attredirects=0

or

version=3

https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-(.*)\.tar\.gz.*

But the results are:

eriberto@canopus:/tmp/pacman4console-1.2$ uscan --verbose --report
-- Scanning for watchfiles in .
-- Found watchfile in ./debian
-- In debian/watch, processing watchfile line:
   https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-(.*)\.tar\.gz\?attredirects=0
uscan warning: In debian/watch,
  no matching hrefs for watch line
  https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-(.*)\.tar\.gz\?attredirects=0
-- Scan finished

and:

eriberto@canopus:/tmp/pacman4console-1.2$ uscan --verbose --report
-- Scanning for watchfiles in .
-- Found watchfile in ./debian
-- In debian/watch, processing watchfile line:
   https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-(.*)\.tar\.gz.*
uscan warning: In debian/watch,
  no matching hrefs for watch line
  https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-(.*)\.tar\.gz.*
-- Scan finished

Then, we must use the URL scan method. In a first time use:

version=3
https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html (.*)

The output:

eriberto@canopus:/tmp/pacman4console-1.2$ uscan --verbose --report
-- Scanning for watchfiles in .
-- Found watchfile in ./debian
-- In debian/watch, processing watchfile line:
   https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html (.*)
-- Found the following matching hrefs:
     https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1.2.ebuild?attredirects=0
     https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1.2.tar.gz?attredirects=0
     https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1.1.tar.gz?attredirects=0
     https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1.0.tar.gz?attredirects=0
     https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1-1.png?attredirects=0
     https://www.google.com/a/UniversalLogin?service=jotspot&amp;continue=https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html
     /site/doctormike/system/app/pages/reportAbuse
     javascript:;
     /site/doctormike/system/app/pages/removeAccess
     http://sites.google.com
dpkg: error: version 'javascript:;' has bad syntax: epoch in version is not number
Newest version on remote site is javascript:;, local version is 1.2
dpkg: error: version 'javascript:;' has bad syntax: epoch in version is not number
 => Newer version available from
    https://sites.google.com/site/doctormike/javascript:;
-- Scan finished

Now, we can make a 'grep' based in https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1.2.tar.gz?attredirects=0 or, simply, pacman-1.2.tar.gz (it is a grep, man!). Four solutions, among others, are:

version=3
https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-(.*)\.tar\.gz\?attredirects=0

version=3
https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html https://sites.google.com/.*/pacman-(.*)\.tar\.gz.*

version=3
https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html .*pacman-(.*)\.tar\.gz.*

version=3
https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html .*/pacman-(.*)\.tar\.gz.*

 

PS: these examples are available in plain text at http://eriberto.pro.br/files/debian_watch_example.txt.

See the result when using the last solution:

eriberto@canopus:/tmp/pacman4console-1.2$ uscan --verbose --report
-- Scanning for watchfiles in .
-- Found watchfile in ./debian
-- In debian/watch, processing watchfile line:
   https://sites.google.com/site/doctormike/pacman.html .*/pacman-(.*)\.tar\.gz.*
-- Found the following matching hrefs:
     https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1.2.tar.gz?attredirects=0
     https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1.1.tar.gz?attredirects=0
     https://sites.google.com/site/doctormike/pacman-1.0.tar.gz?attredirects=0
Newest version on remote site is 1.2, local version is 1.2
 => Package is up to date
-- Scan finished

To Github, I will use as example the project homed at https://github.com/Rup0rt/netmate. In Github, there is a link named release. See the picture below.

fig4

 

If you click over release link, a new page will open and it will show Realeases and Tags links; both have web links that refers to the versions of the releases as, e.g., v0.16. Then, you can use:

version=3
https://github.com/Rup0rt/netmate/releases /Rup0rt/netmate/archive/v(.*)\.tar\.gz

 

PS: remember that you must use 'https://github.com/Rup0rt/netmate/releases (.*)' for initial scan.

The result:

eriberto@canopus:netmate-0.16$ uscan --verbose --report
-- Scanning for watchfiles in .
-- Found watchfile in ./debian
-- In debian/watch, processing watchfile line:
   https://github.com/Rup0rt/netmate/releases /Rup0rt/netmate/archive/v(.*)\.tar\.gz
-- Found the following matching hrefs:
     /Rup0rt/netmate/archive/v0.16.tar.gz
Newest version on remote site is 0.16, local version is 0.16
 => Package is up to date
-- Scan finished

As a new example, go to the site http://eriberto.pro.br/files/myprogram. Consider that you need to check all Linux versions and they are using tar.gz and tar.bz2 extensions. Thus, you need to create a rule with a non-capturing group (?:) feature. You can see an example of this below.

version=3
http://eriberto.pro.br/files/myprogram myprogram-(.*)\.tar\.(?:gz|bz2)

Note that (?:gz|bz2) can be used to match lines that have gz and bz2 but it must be ignored in result. Another solution for this case is:

version=3

http://eriberto.pro.br/files/myprogram/myprogram-(.*)\.tar\.(?:gz|bz2)

If needed, you can select between two or more possibilities. Please, see https://github.com/baruch/diskscan/tags. There are two name patterns to the versions. The respective watch is:

version=3
https://github.com/baruch/diskscan /tree/(?:diskscan-)?(\d+.*)

Note that was used (?:diskscan-)? to make diskscan- optional in results. The \d mean 'one digit', as 0-9.

Another resource available is the uversionmangle and dversionmangle. These can be used to modify the vision of the system over the file names. The uversionmangle (u=upstream) is used for upstream site and dversionmangle (d=Debian) is for local file. As an example, consider again the site http://eriberto.pro.br/files/myprogram and local names using '+dfsg-1' suffix, being that '-1' can be another number as '-2.3'. Then, a initial idea of the watch is:

version=3
http://eriberto.pro.br/files/myprogram myprogram-(.*)\.tar\.(?:gz|bz2)

The result:

Newest version on remote site is 2.0, local version is 1.0.2-1+dfsg
 => Newer version available from
    http://eriberto.pro.br/files/myprogram/myprogram-2.0.tar.gz
-- Scan finished

As shown, the local version is being composed by upstream version and '-1+dfsg'. We can use dversionmangle to apply a 'sed' command to extract '-1+dfsg'. The final solution is:

version=3
opts=dversionmangle=s/-\d\+dfsg// \
http://eriberto.pro.br/files/myprogram myprogram-(.*)\.tar\.(?:gz|bz2)

See the output:

Newest version on remote site is 2.0, local version is 1.0.2-1+dfsg
 (mangled local version number 1.0.2)
 => Newer version available from
    http://eriberto.pro.br/files/myprogram/myprogram-2.0.tar.gz
-- Scan finished

Finishing, you can see and test several examples of the debian/watch at http://anonscm.debian.org/viewvc/sepwatch/trunk/watchfiles. As said, the site http://www.cs.tut.fi/~jkorpela/perl/regexp.html has an overview about regular expressions. A special attention must be destinated to \d and \S matches because it is very used in watch files. The uscan manpage also has several examples and explanations. There are several informations at https://wiki.debian.org/debian/watch too. The post http://stackoverflow.com/questions/3512471/non-capturing-group explains about non-capturing group feature in Perl regular expressions. Another example of this is at http://deadlytechnology.com/web-development-tips/perl-regex. A good tip is the URL http://www.regexe.com, where you can test the results of the your Perl regular expression. Alternatively, there is http://www.regexplanet.com/advanced/perl/index.html but I prefer the previous link.

I hope this help someone to write his debian/watch files.

---

Locations of visitors to this page

por Eriberto em 07/10/2013 17:46

16/08/2013

Francisco Aparecido da Silva

Parabéns Projeto Debian pelos 20 anos




O Projeto Debian é do tipo de criação que se não existisse deveria ser criada. Exemplo de organização por meritocracia que coloca seus usuários no topo e alvo de seus desenvolvimentos, previlegiando do pequeno ao grande consumidor de software livre, promovendo uma clareza e defesa dos interesses comuns através da sua DFSG. É um Projeto grande, pujante, agregador da maior força de usuários, desenvolvedores, hackers, curiosos, etc, mas com uma leveza próprios daqueles que são transparentes e preocupados com a liberdade das pessoas.

Parabéns pelos 20 anos! Agradecemos por oferecer-nos um sistema robusto e confiável para nosso servidores, desktop's e para outros produtos derivados. 

Continuaremos usando apt-get moo por muito tempo e oferecendo tuxpaint para os pequenos, mais novos que o projeto :)



por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 16/08/2013 17:42

26/07/2013

Francisco Aparecido da Silva

SysAdmin Day

SysAdmin
Seria muito simples e bom se o trabalho de SysAdmin continuasse no scopo de alguns anos atráz, como por exemplo, melhorando redes, firewall, switchs, roteadores ou instalando novos servidores. Não é nada chato monitorar todo o sistema remotamente quando é conhecido a manutenção da concessionária de energia ou internet; pesquisar e testar novas ferramentas, sistemas operacionais, etc

Mas pelas suas competências (thanks all!)  muitas outras atividades coube  embaixo do guarda chuva do SysAdmin, como a gestão de certificados digitiais, a gestão de dados, serviços e servidores na nuvem, cuidados com as conexões voip, entre outras coisas e até as tarefas chatas, como trocar o tonner da impressora ou descobrir que existe um atolamento de papel. Outras coisas boas, como a Governança de TI,  Gestão de Projetos são desafios que exigem desenvolvimento constante da equipe do SysAdmin (que normalmente é ele com ele mesmo :) )

Algumas tarefas de usuários deixam a vida do SysAdmin muito angústiante, por exemplo, a) configurar aquele sistema de e-mail que não permite um arquivo de Inbox maior que 2gb; descobrir que o sistema de e-mail corrompeu os dados do usuário que não quer e não entende o problema e não permite migrar para uma ferramenta nova; b) quando o usuário reclama que não salva o documento e você percebe que ele foi capaz de abrir um arquivo compactado, acessar o documento e quer que seja salvo; c) o usuário quer abrir uma planilha apartir de um editor de textos (e o contrário também); d) o usuário "salva como" para transferir um arquivo para outro dispositivo, gerando versões do mesmo arquivo, ignorando pra isso o "gerenciador de arquivos"; e) o usuário faz o passo acima e quer criar uma nova pasta e reclama que o SO fica lento, ignorando mais uma vez o "gerenciador de arquivos"; f) o usuário torce o nariz quando é proposto alternativas livres; g) o usuário tráz o PC de seu "home office" para correção de seu SO e acha que o SysAdmin é sócio da MS; o usuário não entende o conceito de "martelada no cravo e na ferradura" (vista, xp, seven, 8,...); i) o usuário cola uma planilha como imagem e quer editar o resultado ;j) usar gravatas em alguns casos também é angustiante.

Parabéns à todos os SysAdmin's pelo seu dia e motivem-se para um mundo melhor!

por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 26/07/2013 11:27

01/07/2013

Éverton M. Arruda Jr. (notrev)

VIM Tip: Persistent Undo

I’ve recently found out about a nice VIM feature called ‘Persistent Undo’[0].

It allows you to undo changes in a file even after saving and closing it.

This feature is available since VIM 7.3 and to enable it, you will have to add the following to your .vimrc file:

1
2
3
4
5
6
" Persistent undo
if has('persistent_undo')
    set undofile                " so is persistent undo ...
    set undolevels=1000         " maximum number of changes that can be undone
    set undoreload=10000        " maximum number lines to save for undo on a buffer reload
endif

Thanks to Rodrigo Belém[1] and Gerson Barreiros, who told me about this.

Links:
[0] http://vim.wikia.com/wiki/Using_undo_branches#Persistent_undo
[1] http://rbelem.info

por Éverton Arruda em 01/07/2013 21:27

27/06/2013

Éverton M. Arruda Jr. (notrev)

Android’s logcat stream colored

I’ve recently started studying android development and, during the debug process, i usually lost some time finding the information i needed from logcat’s debugging stream, as it dumps tons of information.

That’s when a friend (Gerson Barreiros) showed me a script he was using to get the debugging stream colored. The script is named coloredlogcat[0] and was created by Jeff Sharkey[1].

Now i can find what i need in no time. Thanks, Jeff!

If you want to try it, just go to Jeff’s website[0] and download it. It’s under the Apache 2.0 license.

Take a look at the result:

Links:
[0] http://jsharkey.org/blog/2009/04/22/modifying-the-android-logcat-stream-for-full-color-debugging/
[1] http://jsharkey.org

por Éverton Arruda em 27/06/2013 21:55

26/06/2013

Éverton M. Arruda Jr. (notrev)

TweetMyPlanet Updated

I have just updated TweetMyPlanet[0].
It stopped working because a new version of the Twitter API (v 1.1) was released, but now it is updated and working.

You can clone the latest version from TweetMyPlanet’s Gitorious page[1].

Links:
[0] http://earruda.eti.br/blog/2012/08/planeta-debian-brasil-no-twitter-e-tweetmyplanet/ (pt_BR)
[1] http://gitorious.org/earruda/tweetmyplanet

por Éverton Arruda em 26/06/2013 19:09

19/06/2013

Antonio Terceiro (terceiro)

Participando do projeto Debian - como começar

O objetivo deste post é informar pessoas interessadas em contribuir com o Debian sobre por onde começar. Existem várias formas de contribuir com o Debian: você pode contribuir com empacotamento/desenvolvimento, artwork, triagem de bugs, tradução, documentação, divulgação, suporte a outros usuários, atividades administrativas, organização da presença do Debian em eventos, e por aí vai.

Este post é uma tentativa de dar a minha visão sobre como começar a contribuir com o Debian. É possível que o conteúdo seja um pouco enviesado para contribuição com desenvolvimento/empacotamento, porque é isso que eu faço, mas eu fiz um esforcinho pra ser genérico.

Talvez faltem informações, ao algumas coisas estejam confusas. Fique a vontade pra postar um comentário lá no final.

Coisas pra se ter em mente, antes de qualquer coisa

Quem pode colaborar com o Debian

No Debian, a contribuição de todos é bem-vinda. Qualquer pessoa que tenha o conhecimento e habilidade necessários para uma determinada tarefa pode começar a contribuir com o projeto agora.

A maioria das atividades no Debian não requer nenhum tipo de permissão especial. A forma exata como a contribuição é feita depende muito da atividade específica, por isso não vou entrar em detalhes aqui.

Uma das poucas atividade que não pode ser feitas por qualquer pessoa é o upload de pacotes. Qualquer pessoa pode manter um pacote no Debian, mas o upload do pacote para os servidores do projeto precisa ser feito por um desenvolvedor oficial (mais detalhes abaixo).

Comunicação

Praticamente toda comunicação do projeto se dá em listas de discussão e canais no IRC. Você provavelmente vai querer se inscrever nas listas de discussão do seu interesse, e frequentar um ou mais canais no IRC.

O idioma utilizado no projeto Debian é o inglês

Lembra quando te diziam na época da escola que inglês é importante? Pois é. Para participar do Debian não é necessário ser 100% fluente, mas conseguir ler é fundamental, e conseguir escrever, ainda que só o básico, ajuda muito.

Mas não se deixe impedir por deficiências no inglês: participar de um projeto internacional vai melhorar muito o seu inglês (experiência própria), então com o tempo você vai se sentir cada vez mais à vontade.

Existe uma lista de desenvolvimento em português, que pode ser usada pra tirar dúvidas, mas na minha experiência o trabalho de verdade acontece em inglês.

Fazendo a lição de casa

Todos temos dúvidas, e como o Debian tem um escopo imenso, é normal que você não saiba alguma coisa. Ninguém sabe tudo. Mas é importante que você pesquise antes de perguntar. Primeiro porque existe a probabilidade de alguém já ter tido aquela dúvida antes, e a resposta pra ela pode já existir e estar arquivada. Segundo, porquê as pessoas que estão no projeto a mais tempo acham bem chato responder às mesmas perguntas de novo e de novo.

É possível que você não encontre a resposta para a sua dúvida. Nesse caso, não hesite em perguntar. Uma leitura interessante relacionada é o How To Ask Questions The Smart Way, que dá várias dicas de como fazer perguntas da forma mais eficiente possível. Especialmente numa discussão por email, uma pergunta feitas com todas as informações necessárias para que te seja dada uma resposta pode te economizar vários dias!

Pra contribuições nas áreas de desenvolvimento e empacotamento, você vai querer ler:

Note que os items acima representam bastante documentação. Não precisa ler tudo de uma vez só antes de fazer uma contribuição, mas saiba que cedo ou tarde as respostas pra dúvidas que você tem podem estar neles.

Formas de começar

Eu diria que existem 2 formas de começar: a primeira é fazer parte de um time existente; a segunda, específica para contribuição com desenvolvimento/empacotamento, é escolher um pacote pra contribuir. Começar se juntando a um time na minha opinião é mais fácil.

Fazendo parte de uma equipe

Hoje em dia, uma grande parte das atividades do Debian acontecem no contexto de times específicos. No Wiki do projeto há uma lista de times existentes que hoje lista mais de 130 times. Existem times de empacotamento de software em linguagens específicas (como a equipe de Ruby, do qual eu faço parte) ;existem times focados em um conjunto de pacotes relacionados, como os times de empacotamento do GNOME, do KDE, do Xfce; existem times transversais, como o time de segurança, o time de publicidade, o time de controle de qualidade, etc. Dá uma olhada lá na lista de times.

Na minha opinião a melhor forma de começar é fazer parte de um time. A chave aqui é escolher uma equipe com a qual você se identifique, o que ajuda a manter a sua motivação. Se você desenvolve em Perl, dê uma olhada no time de Perl. Se você se interessa por tipografia, dê uma olhada no time de fontes. Se você usa KDE e se interessa pelo KDE mais do que alguém normalmente se interessaria pelo seu desktop, confira o time KDE. Se você não é um(a) desenvolvedor(a), procure um dos vários times que lidam com outros tipos de atividades que podem te interessar.

Escolhido o time, você provavelmente vai querer assinar a(s) lista(s) de discussão do time, frequentar o canal do time do IRC, e começar a entender o que o time faz e como ele funciona. Se o time tiver uma lista de tarefas, tente atacar um item da lista. Se você tiver sorte os itens podem até estar classificados em níveis de dificuldade.

Se a equipe for relacionada a empacotamento, você vai querer aprender empacotamento. Acho que uma boa forma de começar a aprender é instalar o pacote packaging-tutorial e abrir /usr/share/doc/packaging-tutorial/packaging-tutorial.pdf no seu leitor de PDF favorito. Verifique se existem bugs nos pacotes do time; escolha um bug, tente reproduzí-lo no seu sistema local. Se você conseguir reproduzir, tente consertar.

Uma vez que você tenha uma contribuição a um pacote, você vai precisar que essa contribuição seja revisada por alguma outra pessoa do time, e de um desenvolvedor oficial pra fazer o upload do pacote corrigido. Normalmente em times encontrar um desenvolvedor para fazer uploads não deve ser difícil.

Escolhendo um pacote

Se você não está interessado(a) em contribuir com desenvolvimento ou empacotamento, pule essa sessão. :-)

Outra forma de começar é escolher um pacote pra contribuir. Assim como no caso das equipes, escolha um pacote que seja do seu interesse, ou seja, um pacote que você usa. Pode ser uma aplicação que você usa sempre, uma biblioteca que está instalada no seu sistema como dependência de algum outro pacote. Tente começar com um pacote simples/pequeno.

O Debian tem uma base de dados de pacotes que precisam de ajuda, seja porque o mantenedor atual está sem tempo pra manutenção e quer que alguém passe a ser o mantenedor, seja porque o pacote já está órfão a um tempo, ou seja porque o mantenedor atual queira compartilhar a manutenção com outra(s) pessoa(s). Essa base de dados se chama WNPP, e existe um interface pra pesquisar por esses pacotes em wnpp.debian.net.

Uma boa forma de descobrir um pacote que precisa de um pouco de carinho pra você começar é instalar o pacote devscripts e executar o comando wnpp-alert. Ele vai listar todos os pacotes que estão instalados no seu sistema e estão órfãos, ou precisam de co-mantenedores.

Você vai querer aprender sobre empacotamento. Uma boa forma de começar a aprender é instalar o pacote packaging-tutorial e abrir /usr/share/doc/packaging-tutorial/packaging-tutorial.pdf no seu leitor de PDF favorito.

Não consigo pensar numa boa forma de escolher um pacote. Eu diria o seguinte:

  1. escolha uns 2 ou 3 pacotes
  2. dê uma olhada na lista de bugs de cada pacotes
  3. escolha um bug de um dos pacotes, tente reproduzí-lo no seu sistema local.
  4. Se você conseguir reproduzir, tente consertar. A forma exata de como consertar vai depender muito do bug, então não posso ser mais específico.
  5. se você não entender o bug, ou não conseguir reproduzir, talvez você queira relatar isso no bug report. Talvez você queira voltar para o passo 3.

Se você escolheu um pacote, leia a documentação sobre o WNPP, e faça o procedimento pra dizer que você quer adotar o pacote. Verifique se existem novas versões do pacotes lançadas pelo desenvolvedor original (que a gente chama no Debian de upstream). Tente atualizar pra essa versão.

Quando você tiver o pacote pronto, você vai precisar encontrar um desenvolvedor oficial pra revisar o pacote. Essa pessoa vai revisar o seu trabalho, eventualmente pedir pra você fazer algumas (ou muitas) correções ou melhorias no pacote, e por fim vai fazer o upload.

Caso você queira começar por um pacote, o grupo de orientação (‘mentors’) é um bom lugar pra começar, tanto em termos de orientação como em termos de achar um desenvolvedor pra revisar o seu pacote fazer o upload pra você.

19/06/2013 00:20

15/06/2013

Manoel Aleksandre Filho

Debian 7.1, primeira atualização do Wheezy liberada.

O Projeto Debian liberou na manhã de hoje a primeira atualização da versão estável do seu sistema operacional universal, o Debian 7.1 (codinome Wheezy). Não trata-se de uma nova versão do Debian 7, é apenas uma atualização de imagens que adiciona principalmente correções para problemas de segurança para a versão estável, juntamente com alguns ajustes para problemas graves.

Para aqueles que já tem o sistema instalado a partir das primeiras imagens não tem a necessidade de uma nova instalação. Basta deixar o próprio sistema aplicar a atualização automaticamente (no caso do desktop GNOME) ou aplicá-la com o comando que segue (para os demais desktops):

sudo aptitude safe-upgrade
Carpe diem!

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 15/06/2013 11:27

14/06/2013

Manoel Aleksandre Filho

Atenção: removam o repositório debian-multimedia.org!


Com o lançamento do Debian Wheezy foi dado um salto no suporte do sistema ao conteúdo multimídia com o acréscimo de novos codecs open source. 

Hoje o blog oficial do Debian noticiou que o domínio debian-multimedia.org expirou e algum espertinho acabou apossando-se do mesmo.

Isto significa que o repositório não é mais seguro para o uso, e você deve remover as entradas relacionadas do seu arquivo sources.list.

Vale lembrar que esse domínio já tinha sido posto de lado em prol do deb-multimedia.org desde julho de 2012, por tratar-se de um repositório não oficial, e por conta da política de marcas Debian, na época, proibir o uso de seu nome. Mas sempre há desatentos que, por conta do hábito e desinformação, ainda utiliza o espelho antigo mesmo sendo advertido pelo próprio apt. Até falamos sobre isso em um post de quase um ano atrás.
 
Para você certificar-se se está fazendo uso do mesmo, digite o seguinte comando em um terminal:

grep debian-multimedia.org /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list.d/*

Se você obtiver alguma linha referente ao debian-multimedia.org, deverá removê-la do arquivo listado. 

Continuo afirmando que não há necessidade de repositórios não oficiais para o suporte multimídia no Wheezy, mas se desejam algo mais todos são livres para utilizarem o deb-multimedia.org como é visto nesse post.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 14/06/2013 12:23

02/06/2013

Manoel Aleksandre Filho

Atualizando o Iceweasel do Wheezy


Já postei o suficiente por aqui sobre como atualizar o Iceweasel do Debian a cada nova versão. Mas como sempre mandam-me mensagens desejando instruções de como proceder sou obrigado a me repetir.

Como todos sabem, o Wheezy foi lançado com o Iceweasel 10 e o Firefox já está na versão 21. Para atualizamos o Iceweasel para a versão atual do Firefox é uma tarefa bem simples.

  1. Adicione o seguinte repositório em sua /etc/apt/sources.list:
     deb http://mozilla.debian.net/ wheezy-backports iceweasel-release
  2. Adicione a chave do apt com o seguinte comando:
    wget -q http://mozilla.debian.net/archive.asc -O- | sudo apt-key add -
  3. Atualize a listagem de pacotes com o comando:
    sudo aptitude update
  4. Agora procedemos com a atualização dos novos pacotes:
    sudo aptitude safe-upgrade
Você deve obter algo assim:

 ~$ sudo aptitude safe-upgrade
Resolvendo dependências...                  
Os NOVOS pacotes a seguir serão instalados:
  libmozjs21d{a} xulrunner-21.0{a}
Os pacotes a seguir serão REMOVIDOS:
  xulrunner-10.0{u}
Os pacotes a seguir serão atualizados:
  iceweasel iceweasel-l10n-pt-br libnspr4 libnspr4-0d libsqlite3-0
5 pacotes atualizados, 2 novos instalados, 1 a serem removidos e 0 não atualizados.
É preciso obter 19,8 MB de arquivos. Depois do desempacotamento, 18,4 MB serão usados.
Você deseja continuar? [Y/n/?]


Uma novidade é que o pacote de localização agora já vem por padrão no repositório backports.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 02/06/2013 10:40

11/05/2013

Manoel Aleksandre Filho

CrunchBang 11 "Waldorf" é Lançado


O Debian 7 "Wheezy" foi lançado no dia 04 de maio . Agora que o Wheezy migrou para o ramo estável do Debian, isso significa que Waldorf é o novo #! estável liberado. Para confirmar esta ocasião, as imagens do Waldorf foram reconstruídas e liberadas para download no dia 6 de maio. As novas imagens já estão disponíveis a partir da página de download .

Para quem não sabe, #! Waldorf tem estado em desenvolvimento há mais de um ano e tem tido inúmeras versões de desenvolvimento ( 20120430 , 20120806 , 20120924 , 20120927 , 20121015 , 20130119 ). Isso provavelmente faz do Waldorf o #! mais exaustivamente testado já liberado, como resultado, acredita-se que também seja o melhor #! até o presente momento.


Nota, para quem já está em execução Waldorf, não há necessidade de baixar e instalar essas imagens.

Fonte: http://goo.gl/LZUfj

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 11/05/2013 14:39

09/05/2013

João Eriberto Mota Filho

Refining the lintian on Debian

Lintian is a system that checks the Debian Policy when debhelper is building a package in Debian.

Lintian has several verification levels. By default, some are used. However, you can refine it via config file. It's a common error to use the default setting and submit packages with hidden problems to mentors.

To activate all checks in lintian, edit the /etc/lintianrc and enable the following lines:

display-info = yes
pedantic = yes
display-experimental = yes

Be happy with lintian and mentors now!!!

Shortcut to this post: http://bit.ly/lintian

 

por Eriberto em 09/05/2013 21:17

08/05/2013

Manoel Aleksandre Filho

Debian agora é o sistema operacional padrão da Google Compute Engine


A Google está trazendo o Debian para o Google Compute Engine e está tornando-o o sistema operacional padrão para os desenvolvedores que usam o serviço. A Google dará suporte tanto para o Debian 6.0 quanto para o 7.0, que foi lançado esta semana.

Há algumas razões muito claras pelas quais a Google está fazendo do Debian seu sistema operacional padrão. Primeiro de tudo, é gratuito, disse Krishnan Subramanian, um analista de cloud e fundador da Rishidot Research. "Com o Ubuntu e Red Hat, o Google tem de lidar com os vendedores que querem ganhar dinheiro para si mesmos", disse ele. Além disso, o Debian tem uma grande base de clientes. E ele se encaixa com a cultura nerd da Google.

Em seu post no blog sobre o anúncio, a Google cita as melhorias no lançamento do Debian 7.0 “wheezy”. A segurança foi fortalecida, melhor compatibilidade entre 32 - 64 bits, e aborda o feedback da comunidade.

A Google afirma que vai avaliar outros sistemas operacionais que ela pode permitir com o Google Compute Engine.

É importante notar que o Google Compute Engine está disponível apenas para assinantes do Gold Support package, de $ 400.

Isso tudo parece um ajuste para o evento Google I/O da próxima semana onde existe a expectativa que seja anunciada a estratégia da Google para a computação nas nuvens.

Debian compete com outros sistemas operacionais baseados em Linux, como Ubuntu, Mint e Fedora. De acordo com a DistroWatch, Debian ocupa o quinto lugar em acessos à página. Mint está no topo.

Traduzido e adaptado de Techcrunch

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 08/05/2013 22:13

PCs da NASA no espaço agora executam Debian GNU/Linux!


O Linux finalmente atingiu o espaço, e destronando o Windows! Alegadamente, a NASA tem se convencido a desfazer-se do Windows em seus laptops da Estação Espacial Internacional (ISS) e decidiram-se por adotar o Linux. Além disso, o primeiro robô humanoide no espaço, denominado R2, é powered by Linux.

É uma nova era, compartilhada por Keith Chuala, um empreiteiro da United Space Alliance, gerente da Space Operations Computing (SPOC) da NASA, e líder do ISS's Laptops and Network Integration Teams. Ele disse ao ZDNET:

"Nós migramos as principais funções do Windows para o Linux porque precisávamos de um sistema operacional que fosse estável e confiável - um que nos daria o controle da casa. Então, se nós precisávamos de patch, ajustes ou adaptações, nós deveríamos fazê-lo."
Para ser mais específico, esses computadores, que serão utilizados pelos astronautas da ISS estarão executado Debian 6. Anteriormente, Scientific Linux, um clone do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) foi inicialmente utilizado para o seu computador. 

O Linux tem roubado a cena na ISS desde que foi lançado, mas nunca foi usado em PCs no espaço. Em vez disso, ele foi usado para operações terrestres da NASA. Chuala acrescentou: "As coisas realmente saltaram depois que vim a entender como o Linux vê o mundo, a interligação de como uma coisa afeta a outra. Você precisa dessa visão de mundo. Eu tenho um pouco de experiência com o Linux; mas ao ver como as outras pessoas realmente estavam recebendo isso é que foi emocionante!"

Falando sobre o robô humanoide, R2 deve realizar tarefas que são demasiadas perigosas ou tediosas para os astronautas.

A Fundação Linux estará ajudando os astronautas e especialistas de TI para se acostumarem com a plataforma. Chuala explicou, "a NASA é tão heterogênea quanto o que ela apreende. Eles tiveram uma implantação forte do Debian GNU/Linux, mas também várias versões do RHEL/CentOS. Porque a nossa formação é flexível a uma variedade de distribuições, somos capazes de lidar com todos esses diferentes ambientes em uma única sessão de treinamento. Nenhuma outra organização de treinamento pode proporcionar isso." 

Traduzido e adaptado de ZDNet

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 08/05/2013 10:55

07/05/2013

Manoel Aleksandre Filho

Script instalador do driver Nvidia para Debian


Muitos usuários Debian mandam-me mensagens solicitando ajuda para instalar o driver da Nvidia. Bom, não possuo qualquer hardware desse fabricante, mas pesquisei por aí e encontrei um script já bem conhecido por toda comunidade Debian e servirá tanto para o Squeeze quanto para o Wheezy. O script foi originalmente escrito por Enrique Molina, adaptado por Cesar Ferreira e licenciado sob a GPL v.3.

Na verdade são utilizados dois scripts, um para instalar o driver e outro para removê-lo. O script automatiza todo o processo, adicionando o repositório correto de acordo com a versão que estamos utilizando, baixará o driver, o instalará e reiniciará a máquina.

Então, comecemos por baixar os scripts:

Em um terminal mudemos a permissão de execução dos scripts:
chmod +x *.sh
Agora obtemos acesso ao ambiente root:
sudo su
Para instalar o driver, rodamos o script indicando para o mesmo a versão Debian que estamos utilizando. Assim, para o Wheezy rode o camando:
./install-nvidia-drivers.sh wheezy
Para remover o driver, caso algo dê errado ou não goste do resultado:
./remove-nvidia-drivers.sh
Espero que seja útil!

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 07/05/2013 07:11

Nota de esclarecimento: Usuário sudo no Debian


Desde minha primeira postagem nesse blog que minha intenção sempre foi alcançar pessoas com pouquíssimo contato com Linux, razão pela qual meus posts sempre são diretos e sem qualquer profundidade técnica, quase um roteiro passo a passo. Naquele primeiro post eu tomei a decisão, por questões de praticidade, sempre utilizar a instalação com um usuário com permissão de acesso administrativo, ou usuário sudo. Partindo deste pressuposto, meus comandos sempre utilizam o sudo quando se faz necessário.

Antes do Squeeze, inserir um usuário no grupo sudo exigia uma relativa dificuldade. Mas, a partir do Squeeze, durante o processo de instalação, no momento em que se tenha de definir o administrador do sistema, se deixarmos a senha de root em branco, o usuário padrão acaba sendo configurado no grupo sudo automaticamente.


Sendo assim, para quem lê minhas postagens e se deparar com o sudo nos comandos, saiba que é direcionada para aqueles que optaram por não escolher uma senha de root durante a instalação. Aqueles que optaram por manter o usuário root, tenho certeza, saberá que não precisará utilizar o sudo nos comandos e que, antes de executá-los, deverá está logado como administrador.

Então, por favor, mantenham reprimidas suas críticas quanto a esse fato e até mesmo quanto ao fato de eu preferir o aptitude ao apt-get.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 07/05/2013 07:05

05/05/2013

Francisco Aparecido da Silva

Lançado o Debian 7.0 "Wheezy"

Debian
Obrigado Projeto Debian por mais um lançamento tão esperado como o Wheezy; Para nós que mantemos nossos próprios sistema operacionais em computadores pessoais e em servidores, é uma satisfação muito grande contar com um projeto tão envolvido com qualidade, segurança e liberdade para seus usuários;

Vamos continuar incansávelmente divulgando o projeto para outras pessoas, não somente como alternativa de um sistema operacional, mas como o melhor Sistema Operacional Universal.


Notas de lançamento:
http://www.debian.org/News/2013/20130504
http://www.debian.org/News/2013/20130504.pt.html
http://bits.debian.org/

por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 05/05/2013 19:30

04/05/2013

Manoel Aleksandre Filho

O Wheezy está entre nós.


Finalmente saiu o tão esperado lançamento do ano! Debian 7.0, Wheezy foi liberado para stable às 22h30 min desta noite (4 de maio) - pelo menos aqui no Brasil, já dia 5 de maio pelo horário UTC.

Com relação ao Squeeze, muitas são as novidades e novos recursos. Muitos desses novos recursos do Debian 7.0 são itens que vieram para outras distribuições Linux há muito tempo, mas esse é simplesmente o ritmo em que Debian prefere jogar.

Para aqueles que ainda não estão a par sobre a atualização desta grande distribuição Linux, aqui vai uma lista de alguns dos principais recursos. 

  •  EXT4 agora é o sistema de arquivos padrão! O instalador do Debian GNU/Linux agora finalmente está fazendo uso do EXT4 por padrão para novas instalações; anteriormente o padrão era o EXT3. Obviamente, você ainda pode configurar as opções do sistema de arquivos manualmente a partir do instalador do Debian. Anos depois de todas as outras distribuições terem migrado para o EXT4, finalmente o Debian GNU/Linux está fazendo a migração. 
  • Systemd está disponível no Debian como uma opção. SysVinit ainda é o padrão, mas basta um "apt-get install systemd" para mudarmos para o systemd no Debian GNU/Linux. 
  • As  Opções de desktop incluem GNOME 3.4, KDE 4.8, e Xfce 4.8. Debian GNU/kFreeBSD e Debian GNU/Hurd estão usando o ambiente de trabalho Xfce por padrão. 
  • O fork do projeto libav media está substituindo o ffmpeg.
  • OpenStack e Xen Cloud Platform são novas opções de servidor para o servidor Debian. 
  • Debian GNU/Linux agora tem o kernel real-time (RT) kernel com a opção de instalar o linux-image-rt-amd64 ou pacotes do kernel linux-image-rt-686-pae. 
  • O Instalador Debian agora oferece suporte a UEFI para instalações em hardware x86_64. O Instalador Debian também tem suporte wireless WPA/WPA2. 
 Mais novidades para o Debian 7.0 "Wheezy" podem ser vistos na página de notícias do Debian.

Para download das imagens, acesse:

DVD i386 CD i386
DVD amd64  CD amd64


por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 04/05/2013 23:14

Usando endereço único para os repositórios Debian


Para um usuário Linux a escolha dos repositórios para obtenção e manutenção do software que será instalado em seu sistema operacional é um assunto muito importante. Sendo o precursor dos sistemas de empacotamento e gerenciamento de software no Linux, o Debian sempre tem lançado tendências para os demais.

Como os desenvolvedores Debian trabalham simultaneamente com diferentes versões de seu sistema, o oferecimento de repositórios distintos a cada versão é uma prática comum. Oferece-se espelhos de seus repositórios por todos os continentes, e duplicação dos mesmos por vários países. 

Hoje Debian está sendo servido, via http, por cerca de 370 espelhos em todo o mundo, e também está disponível, via ftp, a partir de 330 espelhos. São ao todo 76 países que nos servem com espelhos por todo o mundo. Isso só foi possível graças aos sponsors hosting the mirrors. Somos muitíssimo gratos por todos esses patrocinadores, tantos os atuais como os do passado.

O arquivo /etc/apt/sources.list é o responsável por informar ao gerenciador de pacotes os repositórios que serão utilizados pela distribuição. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil para um novato. Mesmo para os "macacos velhos" do Debian, faz-se necessário recorrer a repositórios que estejam mais ágeis para aquele período. Foi com essa intenção que Raphael Geissert disponibilizou o redirecionador de mirros. Esse serviço pretende "resolver o problema da escolha de um espelho Debian, entre outras questões. O redirecionador usa a localização geográfica e a rede do usuário e os espelhos, a arquitetura dos arquivos solicitados, a família de endereços IP, a disponibilidade e a atualização dos espelhos, entre algumas outras coisas. Ele é constantemente melhorado. O resultado: ele seleciona o melhor espelho que pode servir a arquivo".

Isso facilitará bastante na hora de você construir sua sources.list. É até uma boa para quem vai atualizar do Squeeze para o Wheezy, ou mesmo instalar o Wheezy do zero. 

Como usar o redirecionador

Para utilizar o redirecionador, basta substituir as fontes de pacotes configuradas no seu sources.list com o endereço http://http.debian.net/debian. Você pode usá-lo como se fosse um espelho primário Debian: binários, fontes, estável, teste, experimental, etc, são todos suportados. 

Se sua sources.list, por exemplo, está com a seguinte fonte:

deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stable main 
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ stable main

Deixe-a assim:

deb http://http.debian.net/debian stable main
deb-src http://http.debian.net/debian stable main

Para os backports, seria:

http://http.debian.net/debian-backports

E para o Archived releases (archive.debian.org):

http://http.debian.net/debian-archive

Como, provavelmente, você agora instalará o Wheezy, pode deixá-lo com uma única linha mesmo:

deb http://http.debian.net/debian wheezy main

Já durante o processo de instalação do Wheezy, você também pode optar por usá-lo, inserindo manualmente http.debian.net como um espelho HTTP e /debian/ como o caminho.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 04/05/2013 11:53

30/04/2013

Manoel Aleksandre Filho

Instalando o Kernel 3.9 no Debian



No post passado noticiamos a liberação do kernel linux 3.9 e as novidades que vieram com ele. Bom, muitas pessoas me procuraram para saber como instalá-lo no Debian, onde poderiam obter essa versão do kernel já compilada e empacotada para o nosso querido sistema.

Pois bem, conheçam o projeto GNU Linux-libre, uma iniciativa da Free Software Foundation Latino Americana (FSFLA). Vocês já devem conhecer as políticas da FSF em não admitir nem um tipo de software que sequer contenham uma vírgula que ameace a liberdade dos usuários. Vejam o que eles mesmo dizem:

"Linux, o kernel desenvolvido e distribuído por Linus Torvalds, contém Software não-Livre, ou seja, software que não respeita suas liberdades fundamentais e induz a instalação de software adicional não-Livre que ele não contém.
 GNU Linux-libre é um projeto para manter e publicar distribuições Linux 100% gratuitas, adequadas para uso em sistemas livres, removendo todo e qualquer software que está incluído sem código fonte, com código fonte ofuscado ou coberto, sob licenças de software não-livre, que não permitem que você altere o software para que ele faça o que você quiser, e que induz ou requer que você instale peças adicionais de Software não-Livre."

O fato é que eles sempre distribuem, em um repositório próprio, a versão do kernel mais recente. A versão 3.9 já está nesse repositório.

Então, comecemos por adicionar esse repositório em nossa /etc/apt/sources.list:
## GNU Linux-libre
deb http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/ freesh main

Depois adicione a chave do apt:
wget http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/archive-key.asc
sudo apt-key add archive-key.asc

Atualize a lista de pacotes e instale a última versão:
sudo aptitude update
sudo aptitude install linux-libre64-3.9
Se seu processador for de 32 bits, o comando é este:
sudo aptitude install linux-libre32-3.9
Agora basta reiniciar e desfrutar do seu novíssimo kernel!

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 30/04/2013 08:43

29/04/2013

Manoel Aleksandre Filho

Kernel Linux 3.9 é lançado



Linus Torvalds acabou de liberar o kernel Linux 3.9. Essa versão trás novidades há muito requeridas pelos usuários do sistema do pinguim, como por exemplo, usar cartões SSD como cache para o disco rígido. Outra novidade que é recebida com empolgação é o suporte do kernel para vários processos à espera de pedidos em uma mesma porta, uma característica que permitirá distribuir os processos em servidores fazendo-os trabalhar melhor através de múltiplos núcleos da CPU. Mas vejamos mais detalhes das novidades:

Armazenamento

Temos agora a inclusão de um recurso chamado "dm-cache". Esta opção permite que uma unidade possa ser configurada como um cache para outro dispositivo de armazenamento, por exemplo, um SSD poderá ser usado como cache de um disco rígido. Este recurso é capaz de acelerar a escrita de dados, pois permitirá que o SSD, que é mais rápido, tenha acesso aos dados do primeiro cache e, em seguida, em um momento de tranquilidade, transferi-lo para o disco rígido, que é um dispositivo muito mais lento. O "dm-cache" também irá obter os dados utilizados com mais frequência no disco rígido e os armazenará no SSD, a fim de acelerar o acesso a eles. 

Esse recurso, que ainda é classificado como experimental, é uma alternativo dentro do kernel, a recursos mais conhecidos como o flashcache e o Bcache. Ambos são mantidos fora do kernel, mas parece que Bcache virá por padrão no Linux 3.10.

Rede

Soquetes TCP e UDP permitirão que uma mesma porta possa ser acessada por múltiplos processos, graças ao recurso SO_REUSEPORT adicionado ao kernel. Isso permite, por exemplo, que vários processos do servidor web possa abrir soquetes individuais para escutar na porta 80; todas as conexões que entram nessa porta serão uniformemente distribuídas entre os soquetes no kernel.

Esta abordagem visa melhorar a forma como as cargas de trabalho são distribuídos através dos núcleos disponíveis no processador. Tom Herbert, desenvolvedor da Google que programou esta extensão, diz que a nova abordagem pode ajudar a evitar gargalos que aparecem em certas situações, quando apenas um segmento aceita novas conexões e, em seguida, os distribui através de outros segmentos. A nova abordagem também é projetado para impedir que cargas de trabalho sejam distribuídas de forma muito desiguais entre os núcleos do processador. De acordo com Herbert, isso pode acontecer quando vários segmentos estão escutando em um único soquete. 

Sistema de Arquivos

Além de RAID 0 e 1, o sistema de arquivos Btrfs agora inclui suporte nativo experimental para RAID 5 e 6, conforme revelado em fevereiro. A incorporação de recursos RAID dentro do sistema de arquivos permite a implementação de características que são difíceis de perceber usando o modelo de camadas, em que o sistema de arquivos e a matriz RAID não conhecem muito bem os dados internos um do outro. Funcionalidade RAID incorporado no sistema de ficheiros significa, por exemplo, que no caso de avaria e a substituição de um disco que faz parte de um conjunto de RAID Btrfs, o sistema Btrfs precisará apenas recuperar as zonas que contêm dados, uma vez que é capaz de determinar quais as áreas que estão ocupadas. No entanto, a abstração significa que o software de gerenciamento, usando mdadm, e uma matriz RAID não será capaz de acessar essas informações e, portanto, tem que restaurar o volume RAID em sua totalidade, o que é demorado.

Os desenvolvedores do sistema de arquivos ext corrigiram um problema de desempenho na camada de journaling JBD2 usado por ext4, que surgiu no Linux 3.0. Apoio a namespaces dos usuários foi adicionado ao CIFS, NFS e vários outros sistemas de arquivos. Essa mudança não foi, no entanto, permeada através de XFS, o que significa que namespaces de usuários ainda só podem ser ativados na configuração do kernel se XFS está desativado.

Gráficos

Drivers Gráficos da Radeon no kernel agora suportam os chips gráficos Oland, que são utilizados nas séries Radeon HD 8500 e 8600. O kernel também suporta as próximas gerações da aguardadíssima Richland APU. 

O driver Nouveau agora oferece vários recursos experimentais de controle automático e manual do cooler para as GPUs NV40 e NV50 GPUs que são usados nos chips gráficos 6xxx, 9xxx, 1xx e 3xx, na série GeForce. Aaron Plattner, desenvolvedor da NVIDIA, ajudou no desenvolvimento de um novo driver, ainda beta, que oferecerá pela primeira vez suporte à linha Optimus. 

O driver de gráficos para os aguardadíssimos processadores Haswell da Intel foi aprimorado para configurar o núcleo gráfico desses processadores para utilizar menos energia quando apenas um tubo de visualização é utilizado com o Windows Embedded DisplayPort (EDP), o que às vezes é o caso em notebooks . 

Drivers

O Linux 3.9 irá incluir um driver para componentes Wi-Fi da série 7000 da Intel. Aparentemente esses componentes suportarão os modos de transmissão IEEE 802.11ac. Parece que a empresa está planejando apresentá-los em poucos meses - provavelmente junto com os notebooks baseados em processadores Haswell, que deverão tornar-se disponível neste verão.

Também foi feita algumas alterações no código do driver para configurar os codecs de áudio HD, que são usados ​​em muitos computadores de mesa e notebooks modernos. Esse código agora está mais enxuto e mais robusto. Os drivers libata agora suportam o estado "zero unidades de dispositivos ópticos de potência" (ZPODD) (unidades ópticas que são capazes de quase se desligarem completamente para economizar energia quando não há nenhum CD ou DVD no drive).

Já as modificações do controlador de plataformas, os desenvolvedores do kernel adicionarão um driver que suporta Chromebooks de diversos fabricantes, incluindo, por exemplo, o Pixel Chromebook. Outra novidade é um driver para trackpads I2C da Cypress APA; estes trackpads estão incluídos nos Chromebooks ARM Series 3 da Samsung, que atualmente é um item de teste popular para desenvolvedores Linux que têm interesse em ARM. Outra novidade é um driver para a Cypress PS / 2 trackpad que a Dell está usando em seu Ultrabook vendido com o Ubuntu 12.04. 

Infraestrutura

Como planejado, os desenvolvedores do Linux removeram a opção de configuração CONFIG_EXPERIMENTAL do kernel. Agora, recursos experimentais só podem ser usados, inicialmente, apenas se esta opção foi ativada durante a compilação do kernel. No entanto, os desenvolvedores do kernel anteriormente optavam por manter o CONFIG_EXPERIMENTAL uma vez que a características já estava bem amadurecida. Compiladores do kernel passaram muitos anos tendo que ativar a opção CONFIG_EXPERIMENTAL, quase como um padrão, a fim de construir um kernel para componentes de hardware moderno - os desenvolvedores do kernel tinham se apegado nisso e agora estão caindo nessa outra abordagem. O status de características verdadeiramente experimentais agora só são indicadas nos textos de ajuda que são exibidas durante a configuração e em adições como "(experimental)" nas descrições curtas. 

Arquitetura

A lista de arquiteturas de CPU suportadas inclui duas novas entradas porque o Linux agora roda em processadores ARC Synopsys, bem como processadores de núcleo Imagination Meta ATP (Meta 1) e HTP (Meta 2). Os desenvolvedores atualizaram o código para compactar e descompactar LZO para fornecer velocidades significativamente mais rápido de processamento, o recurso é agora duas vezes mais rápido em alguns processadores.

Virtualização

Pela primeira vez, o recurso KVM hypervisor trabalhará com processadores ARM, pois agora foi adicionado seu suporte aos processadores Cortex A15. O suporte Xen do kernel agora inclui drivers para hot-plug para processadores e componentes de memória. A remoção desses componentes em tempo de execução não é possível no momento. A integração dos drivers para VMCI da VMware (Virtual Machine Interface de Comunicação) e os Sockets VMCI que em que são baseadas, promete melhorar o apoio geral para soluções de virtualização da VMware. Os produtos VMware usam essas tecnologias para proporcionar o intercâmbio de comunicação e de dados entre os hosts e convidados.

Gerenciamento de Energia

O Linux 3.9 agora suporta o modo "lightweight suspend" ou o modo "suspend freeze" que fará com que o kernel possa enviar todos os componentes de hardware em seu mais profundo estado de sono. Ao contrário de suspender-to-RAM (ACPI S3), este recurso não desligará os componentes, permitindo assim que eles sejam mais rápidos para retomar a operação quando eles forem necessários. Enquanto que o consumo de energia resultante será maior do que com suspensão para a RAM, ainda é concebido para ser mais baixa do que durante o estado de repouso normal, porque o processador pode dormir ainda mais profundamente. O estado de congelamento tende a ser menos relevante para PCs e notebooks, descontando certos casos especiais, tais como sistemas que devem acordar de suspender de forma particularmente rápida, que precisam responder às entradas de teclado ou de tráfego de rede, ou não oferecem suspend-to-RAM. No entanto, os desenvolvedores afirmam que o novo modo de suspensão vai fazer a diferença com alguns smartphones e tablets que irá consumir quase o mínimo de energia quando eles são colocados em estado de suspensão para RAM mais profunda e menos responsivo.

Resumindo

Embora o uso de SSDs como cache de disco rígido seja chapéu velho no mundo Windows, o Linux finalmente inclui esta capacidade bem - embora ainda não se sabe se os usuários vão preferir o novo dm-cache ao invés do Bcache, que está programado para ser incluído no 3.10. A nova característica socket-splitting da pilha de rede é de interesse para os mantenedores de servidores e desenvolvedores de software para evitar que um núcleo do processador acabe por se tornar um gargalo em sistemas multi-core modernos. Com novos drivers de Wi-Fi da Intel e as melhorias de drivers gráficos da AMD, o kernel está agora melhor equipada para PCs e notebooks que em breve serão lançados. Suporte RAID 5 e 6 no Btrfs, significa ampliação de sua gama de recursos - o que é necessário para que ele perca sua condição experimental.

Traduzido e adaptado de H-Online.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 29/04/2013 11:48

24/04/2013

Manoel Aleksandre Filho

Definida a data definitiva do lançamento do Debian Wheezy


Só para não esqueceram e aproveitando a arte do blog oficial do Debian.
 
Neil McGovern, em nome da Equipe de Lançamento Debian, anunciou a data prevista do fim de semana entre 4 e 5 de maio para o lançamento do Debian 7.0 "Wheezy".

Agora é hora de organizar algumas festas de lançamento  do Wheezy para celebrar o evento e mostrar todo o seu amor ao Debian!

Fonte: http://goo.gl/1HE8m

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 24/04/2013 16:29

19/04/2013

Francisco Aparecido da Silva

Aprendendo Shell / Bash


Em uma aula de Software Livre, abordei as questões da necessidade de uma certa fluência na utilização dos comandos mais conhecidos por linha de comando, ou CL (Command Line); Quando menciono certa fluência, o que quero dizer é o conhecimento básico para administração de um sistema, manipulação de arquivos de configuração, cópias de arquivos, uso de utilitários de atualização do sistema, como "aptitude", "apt-get", "dpkg" ou edição de textos com "vim".

Quem não conhece ou nunca utilizou os comandos presentes no shell, não imagina o ganho de produtividade e versatilidade em administrar Sistemas Linux. Naturalmente, o aprendizado não é somente memorização de comandos e suas sintaxes, mas no curto e médio prazo, ja é possível tirar bons proveitos do estudo de cada domando. Além disso, altamente recomendado como uma primeira linguagem para aprender os primeiros passos em programação de computadores conforme Jon "Maddog" Hall no seu blog em [1].

Então, o shell é um interpretador que está entre o usuário e o kernel do sistema operacional, fazendo todas as análises dos comandos, checando por exemplo sua sintaxe, se o comando é válido e enviando as requisições para execução. Costumo dizer que o shell é o ponto mais próximos que podemos estar do kernel de um sistema Linux e, lógicamente, o kernel é o ponto mais próximo dos dispositivos de hardware própriamente dito, como execução de comandos de leitura e gravação em disco ou comunicação com impressoras por exemplo. Como dito no paragráfo anterior, outra grande utilidade do shell é ser uma linguagem de programação, conhecida como "script shell" com objetivos de automatizar programas, configurações, instalações, etc.

Crédito imagem: http://apoie.org/JulioNeves/PapoI.htm


O Shell mais conhecido no mundo Linux é o  bash − GNU Bourne-Again SHell. O Bash é um interpretador de comando compatível com sh capaz de executar comandos pela entrada padrão ou através de um arquivo. Também incorpora características úteis do ksh e csh, fielmente seguindo as especificações POSIX (IEEE Standard 1003.1).

Caso necessite informações sobre o bash, instale o bash-doc e vefifique sua documentação em /usr/share/doc/bash-doc ou sua man page (man bash);


Para trabalhar com eficácia no Shell, recomendo o estudo de alguns comandos simples e ter disciplina para aprender todo dia um pouco, por exemplo, iniciando por aqueles comandos mais simples, com manipulação de arquivos e diretórios; ao surgir dúvidas, a ferramenta mais acessível para ter informações sobre um comando é o próprio comando seguido do --help, como por exemplo ls --help, ou usando a man page (man ls); Abaixo vou listar comandos que julgo ser necessário seu estudo para uma utilização do estudante de Software Livre:


pwd mostra o diretório atual
ls                 lista arquivos no diretório corrente (ls -l, ls -lhat)
man             exibe um manual do comando especificado (man ls)
mkdir          cria um diretório
rm               remove arquivo
rm -rf          cuidado, remove diretório de forma recursiva
|                  pipe, concatena comandos
>            cria arquivo
>>     cria ou adiciona dados em um arquivo
/dev/null      direciona a saida descartando os resultados
find             comando útil para localização de arquivos
ps               mostra os processos correntes, ex ps -aux
kill              mata um processo pelo seu número
pkill            mata um processo pelo seu nome
alias           útil para dar "apelidos" a comandos, ex: alias cp='cp -i'
cal             apresenda o calendário
chmod       permite atribuir modos a um arquivo
less            similar ao more, premite visualizar o conteúdo de um arquivo
chown       permite alterar dono e grupo de um arquivo
clear (ctrl+l)  limpa a tela
tar             comando para backup
gzip           comprime ou expande um arquivo
date           mostra a data corrente, configura data no sistema
du              disk user
df               reporta o espaço usado no disco
file             determina um tipo de arquivo
find            procura por arquivos na hierarquia de diretórios          
head          mostra o inicio de um arquivo
ln              cria links simbólicos
mail            envia e-mail
more            controla a saida de um comando
password        cria, altera senha, bloqueio/desbloqueio de usuário
ping            não conhece o ping?
hostname        retorna ou configura o hostname de uma máquina
reboot          reinicia o sistema
shutdown        desliga o sistema
rmdir           exclui um diretório
tail            útil para checagem de logs
su              sudo user
wc              util para contar linhas, palavras de um arquivo
whereis         mostra o local de um comando    
who             who am i
top             mostra informações sobre o sistema, atividade, uptime, etc
uptime          mostra tempo do sistema ligado
mount           monta dispositivos de blocos, discos, etc
umount        

Alguns comandos, podem necessitar de poderes de sudo ou ainda utilizar a conta de root! Sobre isto, veja mais em root, direitos, privilégios e segurança;

O domínio dos comandos acima, mesmo que básico, já ajuda o estudante a ter fluência na manipulação de dados via linha de comando; Aproveite as possibilidades de usar Linux e divirta-se.


[1] http://www.lpi.org/blog/shell-powerful-first-computer-language

por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 19/04/2013 16:26

Manoel Aleksandre Filho

Debian Wheezy será lançado dia 4 ou 5 de maio



Em mensagem à lista de discussão debian-devel-announce, na data de ontem (18/04), Neil McGovern nos trouxe a boa notícia do que ficou acertado entre os principais times: o Debian 7.0, codnome Wheezy, será lançado no primeiro fim de semana de maio, entre os dias 4 e 5.

O sistema de arquivos padrão para novas instalações agora é o ext4  e também temos a opção do systemd com journald, utilizando o cgroups e expondo outros novos recursos do kernel, como namespaces do sistema de arquivos.

Para o Desktop e Laptop, as principais novidades são:

  • LibreOffice substitui o OpenOffice.org;
  •  GNOME foi atualizado para a versão 3.4;
  •  KDE foi atualizado para a versão 4.8;
  •  XFCE foi atualizado para a versão 4.8;
  •  PackageKit substitui o gerenciamento gráfico de pacotes anterior do GNOME;
  •  Suporte multimídia
    •  O ffmpeg foi substituído pelo seu fork libav, que é considerado mais conservador quanto ao processo de liberação e, assim, atende melhor às necessidades do Debian. Ele fornece todas as bibliotecas e prepara um caminho de atualização para pacotes de aplicativos existentes.
    • O Wheezy  vem com todas bibliotecas e frontends full-featured no libav (anteriormente ffmpeg), incluindo, por exemplo o mplayer, mencoder, vlc e transcodificadores. É fornecido suporte a codecs adicionais, por exemplo, através lame para codificação de áudio MP3, xvidcore para codificação de vídeo MPEG-4 ASP, x264 para codificação de vídeo H.264/MPEG-4 AVC, vo-aacenc para codificação de áudio AAC e OpenCore-amr e vo-amrwbenc para Adaptive Multi-Rate Narrowband and Wideband para codificação e decodificação, respectivamente. Para a maioria dos casos de uso, a instalação de pacotes a partir de repositórios de terceiros não deve mais ser necessária. Os tempos de multimídia deficientes no Debian finalmente acabaram-se!

O novo instalador agora suporta:
  •  Real-time kernel featureset (linux-image-rt-amd64, linux-image-rt-686-pae);
  •  Ports kFreeBSD e Hurd usam XFCE por padrão;
  •  Suporte exFAT via fuse driver;
  •  Suporte para instalação UEFI em sistemas x86-64 (amd64);
  •  Suporte WPA;
  •  Suporte a síntese de voz Software!
  •  Suporte para a instalação de sistemas diskless usando NBD ou iSCSI. 

Para uma lista completa das novidades, veja NewInWheezy.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 19/04/2013 06:52

12/04/2013

Manoel Aleksandre Filho

Nove mitos que não devem impedi-lo de experimentar Debian



A Reputação do Debian está fora de sintonia com o que ele realmente oferece.

Nestes dias, o Debian parece estar desfrutando um modesto retorno entre os usuários experientes. Dificilmente passa-se uma semana sem que não se ouça em sites de redes sociais a notícia de que duas ou três pessoas estão olhando o Debian com outros olhos.

Este interesse renovado pode ser reflexo da crescente desilusão com o Ubuntu, distribuição baseada no Debian e que outrora havia tomado seu lugar em popularidade entre os usuários Linux. Certamente, reflete uma crescente disposição, no transcurso dos últimos dois anos, dos usuários revoltados com o Unity do Ubuntu, em experimentarem novas distros com GNOME 3. Sendo uma das distribuições mais antigas e especificamente focada nas escolhas do usuário, Debian parece confiável no meio de tantas incertezas.

Ainda assim, muitos usuários hesitam em mudar para o Debian. A distribuição é cercada por mitos, muitos deles ligados à impressão de que é indicada para especialistas e de que é quase tão difícil de usar como o Gentoo ou Linux from Scratch.

No entanto, a maioria desses mitos ou estão desatualizados ou são meias-verdades que precisam ser inteiramente analisadas. Como em qualquer distribuição, a experiência do usuário no Debian vem tanto dos aplicativos como da própria distribuição. Se você estiver confortável com o KDE ou o LXDE no Fedora ou Mageia, você deve sentir-se também confortável com eles no Debian. Mesmo que qualquer um desses mitos fossem verdadeiros, nenhum deles poderiam fundamentar qualquer razão para não darmos uma chance ao Debian.

9. Debian é difícil de instalar

Verdade seja dita, o Debian foi uma das últimas distribuições a ter uma instalação fácil de usar, e muito menos em modo gráfico. No entanto, uma revisão do instalador baseado em texto foi aplicada em 2005, e uma versão gráfica em 2007, sendo que ambos são práticos, embora esteja longe de ser amigável.

O que pode ser intimidante é que ambas as versões do instalador exigem uma contribuição significativa do usuário. Se você quiser, você pode ajustá-los indefinidamente. No entanto, mesmo se você não tem ideia do que é o Linux, você ainda pode instalar o Debian com sucesso aderindo ao nível básico de detalhes, aceitando sugestões do instalador e ler a ajuda.

Alguma vez você já recorreu ao método especialista do instalador do Ubuntu? Se sim, você já usou uma versão do instalador Debian, e pode usá-lo a partir dessa experiência em primeira mão.

8. Os usuários devem manter um mesmo ramo de repositórios

Muitas pessoas estão conscientes de que o Debian tem três repositórios principais: Testing, Unstable e Stable. A maioria também estão cientes de que um pacote entra no Unstable após o cumprimento das normas básicas, então passa para o Testing e, finalmente, para o Stable quando uma liberação geral é feita. No entanto, os usuários potenciais receiam comprometer seus sistema por conta da escolha de um repositório inadequado para suas preferências.

Por outro lado, usuários experientes do Debian conhecem melhor as possibilidades dos repositórios. Usuários que estão configurando um servidor ou que exigem o máximo de confiabilidade, ou por algum outro motivo qualquer, geralmente ficam com o repositório Stable. No entanto, outros usuários, especialmente em estações de trabalho independentes, costuma misturar e combinar os repositórios para produzir sistemas híbridos.

Entretanto, estes sistemas híbridos exigem cautela. Geralmente, deve-se evitar misturar e combinar pacotes do sistema central (os chamados pacotes base). A exceção fica por conta do kernel, já que o bootloader normalmente armazena vários kernels, de modo que se um novo não funcionar, você ainda pode reiniciar o sistema. Da mesma forma, se você tem várias áreas de trabalho, problemas com uma delas ainda ainda lhe permitirá usar uma outra interface, ou mesmo a linha de comando como último recurso.

Por outro lado, ainda assim é perfeitamente seguro atualizamos os aplicativos do desktop para aqueles dos repositórios Unstable, porque, mesmo se ocorrerem problemas, seu sistema básico ainda deve inicializar.

Em outras palavras, desde que você tome algumas precauções, você não está limitado a usar um único repositório, a menos que você deseje ser assim.

7. Unstable é instável

Sim, o repositório Unstable é instável para os padrões Debian. Mas isso significa que, para os padrões da maioria das outras distribuições, pacotes instáveis ​​são geralmente utilizáveis. Na verdade, os derivados Debian muitas vezes tomam emprestados pacotes diretamente do Unstable, a fim de dar aos usuários as mais recentes versões dos pacotes.

No entanto, o repositório Unstable passa por alguns períodos em que é melhor deixá-lo sozinho. Desde que os pacotes cumpram algumas normas mínimas, alguns pacotes mandados para o Unstable podem ter problemas de dependência que podem quebrar o sistema de gerenciamento de pacotes, deixando-o incapaz de instalar outros pacotes até que o problema seja resolvido.

Mas tais problemas geralmente são corrigidos quando submetidos ao processo de depuração. Você também pode ter um número de opções para a correção  do seu próprio sistema.
Da mesma forma, você deve evitar atualizações do Debian unstable quando está no meio de uma transição de uma tecnologia para outra. Por exemplo, há alguns anos, o Debian mudou o seu gerenciador gráfico do XFree86 para X.Org e demorou um pouco para fazer a transição sem problemas para os usuários.
Se você usar o Unstable como repositório principal ou ocasionalmente em um sistema híbrido, você precisa adquirir o hábito de acompanhar  o que o Projeto está fazendo.

Por exemplo, quando um congelamento para o próximo lançamento é iniciado, não é uma boa ideia atualizarmos ou instalarmos pacotes do Unstable, porque alguns podem ter sido feitos à pressa, a fim de cumprir o prazo de congelamento.

Sob essas circunstâncias, por uma semana ou duas, você pode querer usar a opção -s para o apt-get para simular uma atualização antes de realmente a praticá-la, apenas para evitar problemas.

6. Pacotes Debian são desatualizados

A verdade desta afirmação depende do repositório e das circunstâncias.

Geralmente, o repositório Stable possui pacotes mais antigos do que do repositório Testing e, muito provavelmente ainda mais desatualizados do que aqueles do Unstable. Historicamente, dois ou três anos é período médio entre os lançamentos oficiais de uma versão estável do Debian. Antes do lançamento de uma nova versão, a versão estável corrente pode estar bastante obsoleta, apesar de várias micro-releases, backports e patches de segurança que permitem torná-la utilizável.

Da mesma forma, quando um congelamento é iniciado, levando a uma nova versão, o conteúdo do Testing e Unstable vão ficando cada vez mais idênticos pelo fato de não ser permitida a inclusão de novos pacotes no sistema.

Por outro lado, nos primeiros seis meses após o lançamento, a versão Stable pode ser tão atual como o repositório de qualquer outra distro.

O que é verdade é que a disponibilidade de pacotes depende do entusiasmo das equipes de mantenedores. Aplicações populares como o Amarok podem permanecer no Unstable por um período, ​​depois que o upstream project anuncia uma liberação.

Outros pacotes podem demorar mais para aparecer. A ênfase do Debian é a estabilidade, e não a atualidade de seus pacotes. Se você realmente quiser o software mais recente, você pode ativar o repositório experimental. Mas nem  todos os pacotes que vão para o Unstable aparecem primeiro no Experimental, e esse repositório pode causar sérios problemas.

Em geral, na melhor das hipóteses, a atualidade dos pacotes Debian é a menor de suas preocupações. Enquanto todo mundo gosta da ideia de ter a versão mais recente de tudo, a maioria dos aplicativos no ambiente de trabalho livre são avançados o suficiente para que as diferenças entre uma versão e outra não faça assim tanta diferença.

5. Debian não é uma distribuição livre

Você não vai encontrar o Debian na lista das distribuições livres licenciadas pela Free Software Foundation por duas razões: primeiro, porque cada repositório Debian contém uma secção não-livre (non-free), bem como uma seção contrib consistindo de software que é livre em si, mas depende de algum software não-livre, e, segundo, porque inclui a opção de instalar firmware proprietário em seus kernels.

No entanto, o instalador Debian encoraja os usuários a instalar um sistema livre. Aqueles que querem usar as seções non-free e contrib tem que adicioná-los à lista de fontes de repositórios próprios. Da mesma forma, os usuários podem optar por não utilizar firmware proprietário ao instalar. Com essas opções, você pode facilmente instalar um sistema Debian totalmente livre se for a sua escolha.

4. As imagens de instalação são enormes, para Download

Uma versão completa do Debian pode ser contida em 51 CDs e, é provável, poderá levar mais de 24 horas para serem baixados.

No entanto, a maioria dos usuários preferem um live CD, ou uma imagem de instalação de rede de 180 MB, ou uma instalação de cartão de 40 MB. A instalação levará mais tempo a partir dessas soluções porque elas têm de baixar da Internet os pacote que não vem com as mesmas. Mas com elas, você pode estar pronto para instalar em cinco minutos ou menos.

3. Os mantenedores Debian são muito hostis

Há uma década atrás, os mantenedores Debian tinham a reputação de serem indiferentes, grosseiros e sarcásticos. Atualmente, podemos encontrar discussões acaloradas nas listas de discussão do projeto, mas de muitas maneiras Debian é claro em seus atos.

Uma das razão para a mudança reside no fato de que os mantenedores solitários estão cada vez mais dando lugar a equipes, os membros do projeto estão mais preocupados com o bom relacionamento com as pessoas.

Nos últimos anos, o projeto também instituiu um código de conduta para suas listas de discussão, uma declaração de diversidade, uma equipe anti-assédio e padrões de respeito para eventos.

Se esses esforços visam incentivar uma atmosfera amigável ou refletem apenas uma determinação entre os líderes do Debian para aparentar isso é uma questão aberta. Mas é verdade que o projeto Debian parece um lugar mais acolhedor hoje do que era há cinco anos.

2. Debian não é compatível com o Ubuntu

Esta afirmação é importante porque o Ubuntu contém documentação e aplicativos proprietários em seus repositórios que alguns usuários podem querer instalar. Além disso, quando um projeto derivado deseja um ciclo de liberação mais curto, atualmente, eles preferem fazê-lo para o Ubuntu.

O fato é que, como o Ubuntu toma emprestado muitos de seus pacotes do Debian Testing ou dos repositórios Unstable, as duas distribuições terão sempre um elevado grau de compatibilidade. Ao mesmo tempo, o Ubuntu continua a diferenciar-se do Debian e outros demais distribuições debian-like, logo, essa compatibilidade tenderá a cair com o tempo.

Até onde eu sei, ninguém controla o nível dessa compatibilidade. Mas, de acordo com uma apresentação feita pelo líder do projeto Debian, Stefano Zacchiroli, em 2011, 74% dos pacotes do Ubuntu são tirados diretamente de repositórios do Debian e 18% são de pacotes adaptados. (Os 7% restantes são obtidos do upstream). Estes números sugerem que dois de cada três pacotes são compatíveis em ambos os sistemas. Provavelmente, as chances são ainda melhores se o pacote não fizer parte do núcleo do sistema.

1. Debian é irrelevante hoje

Em grande medida, o Ubuntu agora desfruta da popularidade que o Debian tinha uma década atrás. Inovador onde Debian está preocupado com a estabilidade, user-friendly, onde Debian tem uma reputação de ser idealizado para especialistas, poderiam dizer que o Ubuntu tornou o Debian irrelevante.

Uma análise mais atenta, porém, mostra que, se o Debian em si está menos popular do que era antes, a sua influência tornou-se maior do que nunca. Além Ubuntu em si, 147 das 321 distribuições listadas na Distrowatch baseiam-se em  Debian. Adicionando-se as distribuições derivadas do Ubuntu, chegaremos a 234 distros derivadas direta ou indiretamente do Debian (73% das distribuições existentes). Este é um acréssimo de 10% em relação há dois anos atrás, e a inclui entre as três distribuições das cinco principais mais procuradas - Linux Mint, Ubuntu e Debian.

Em vez dizer que tornou-se irrelevante, hoje Debian está mais influente do que nunca. Pode-se dizer que se tornou o maior projeto upstream do desktop Linux.

Vivendo sob os rumores

Tecnicamente e socialmente, o Debian tem muitos pontos a seu favor. O Seu sistema mantenedor garante que apenas pessoas habituadas com projetos de upstream  estejam habilitadas a supervisionar seus pacotes, e os testes destes pacotes incluem padrões rigorosos.

Tão importante quanto isso, está uma das mais fortes provas de que uma distribuição baseada na comunidade pode ser tão bem sucedida como uma comercial. Alguns usuários também a apoiam pelo simples fato de que ela oferece uma posição rígida e diferenciada quanto ao software livre, que é independente da Free Software Foundation.

Entretanto, muitas pessoas acabam deixando-se influenciar pelos mitos quando pensam em adotar Debian - baseadas em rumores de que nunca foram verdade ou que há muito tempo deixam de ser verdade.

Quando você resolver olhar através dos mitos, atualmente você não terá motivo algum para não considerar Debian ao invés de outras distros que têm uma reputação melhor por conta da facilidade de uso. Além de umas poucas qualificações que eu mencionei, o Debian moderno merece ser um candidato sério quando você se decidir trocar de distro.

Fonte: Datamation
Reproduced with permission.
Copyright 1999-2013 QuinStreet, Inc. All rights reserved.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 12/04/2013 12:52

03/04/2013

Manoel Aleksandre Filho

Arte oficial do Debian Wheezy

Em junho do ano passado já havíamos comentado sobre o ganhador do concurso de arte para o tema que seria o padrão do Debian Wheezy.

De acordo com este anúncio no site oficial do Debian, logotipos Debian podem ser utilizados livremente, tanto para fins não-comerciais como comerciais.

Além disso, a arte final para o Wheezy foi publicada oficialmente apenas alguns dias após o Debian Installer RC1 ser lançado. A obra de arte está seguindo um padrão light-blue. Você pode baixar um arquivo contendo a obra de arte aqui. O pacote contém arquivos PNG e SVG para o grub, o instalador Debian, syslinux e até mesmo peças de arte para fins de merchandising (como camisetas, canecas, etc.)


Como publicamos ontem uma etiqueta não oficial para mídias de CD ou DVD Debian, gostaríamos de republicar as oficiais do projeto.


CD:


DVD case:


Confira as imagens do tema completo em nosso post da época.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 03/04/2013 08:23

02/04/2013

Manoel Aleksandre Filho

Arte para CD/DVD do Debian


O artista gráfico MiroZarta disponibilizou no deviantART etiquetas para serem impressas diretamente em mídias de CD/DVD tanto para Debian Squeeze como para Wheezy. Não é um trabalho oficial mas eu gostei muito do resultado final. É indicado para quem costuma difundir o Projeto Debian mundo afora ou para quem gosta de distribuir uma mídia nos install fest da vida.



Também indico seu lindo conjunto de wallpapers com o tema Space.

Essa matéria foi baseada na dica do +Eder Jordan.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 02/04/2013 13:28

Debian Squeeze no Fantástico


Em uma reportagem exibida na noite do domingo do dia 24/03 pelo Fantástico, da Rede Globo,  que trazia o tema "Neurocientista mostra avanços em projeto para paraplégico andar na Copa", é possível ver em um dos computadores do laboratório o papel de parede do tema oficial da versão Squeezy do Debian GNU/Linux. O tema se chama SpaceFun e foi desenvolvida pelo nosso colega Valéssio Brito para o Debina 6.0.

Muito provavelmente o que foi exibido no vídeo trata-se do NeuroDebian, que é um projeto baseado em Debian com implementações de ferramentas científicas para a área da Neurociência. 

Abaixo reproduzimos todo o vídeo da matéria, mas você pode conferir que o NeuroDebian aparece a partir dos 7min26s:


por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 02/04/2013 13:18

01/04/2013

Andre Luis Lopes (andrelop)

Liberdade

Olha que limpinho …

Senta que lá vem história.

No Reino de Humanória, um extenso período de paz e prosperidade foi conseguido. Cidadãos sem preocupações, completamente felizes e abonados o suficiente a ponto de poderem terceirizar a higinienização de grandes quantidades de louça suja não tinham mais medos e muito menos grandes sonhos a serem realizados.

Como era de se esperar, uma vez que eram todos da raça humana, os felizes cidadãos começaram a procurar formas de se divertirem e ocuparem seu agora infinito tempo livre. Em uma estranha reviravolta, a qual explica que felicidade demais nunca é boa, os sorridentes cidadãos inventaram um jogo interessante.

O jogo consistia na observação da vida alheia. Era algo que demandava enormes quantidades de tempo livre, o que todo cidadão de Humanória tinha de sobra, obviamente.

Sempre que alguém observava algo com o que não concordava, imediatamente tentava persuadir o colega a mudar sua opinião, seus atos e seu modo de pensar.

Alguns tiveram grande êxito, outros nem tanto, mas com o tempo, virtualmente todos os cidadãos acabaram por concordar com uma única forma de pensar, de ver a vida, de ideologia política, de religião, time de futebol, orientação sexual e, pasmem, até de sistema operacional a ser utilizado.

Certamente, haviam pessoas que não concordavam com uma única forma de levar a vida e de ver a tudo e a todos, mas esses eram uma quantidade tão pequena que não tinham importância e acabavam por serem ignorados pela sociedade.

Eram desajustados, não conseguiam enxergar a verdade, a razão, o certo, o correto. Eram deixados de lado para eventualmente deixarem de existir ou finalmente serem convertidos devido a pressão social.

Sim, como podemos perceber, Humanória era um local bastante chato de se viver. Pensava-se terem atingido a perfeição, mas o fato era que deixaram de lado sua liberdade de pensar e de ter opiniões próprias para aderir a algo que acreditaram ser um bem maior.

Um bem maior altamente questionável, é verdade, mas é o que se acreditava. Eu, você e acredito que a maioria das pessoas que conhecemos provavelmente não aceitariam viver em uma sociedade organizada dessa forma, onde somos obrigados a concordar com uma única forma de viver, pensar e nos relacionar uns com os outros.

O pessoal da área de tecnologia de Humanória desenvolveu seu próprio sistema operacional, seus próprios programas, reinventaram diversas rodas, mas tudo por um bem maior. E, como tudo mais, todos acabaram meio que sendo levados a utilizá-los, já que quem não o fazia ficava marginalizado. Esse sistema operacional era livre, claro.

Eu, obviamente, só conto histórias. Não vivo em Humanória. Não gostaria de viver lá. Não tenho apreciação pelas idéias nem me sujeitaria a concordar com uma única forma de ver tudo, a todos e de viver.

Por esse mesmo motivo, acho bem “bobo”, para dizer o mínimo, quando algum pseudo-intelectual, ou mesmo quando qualquer outro esteriótipo de criatura tenta convencer outra criatura que sua forma de fazer ou entender algo é a melhor, mesmo sem que sua opinião seja solicitada.

Vamos deixar algo bem claro, OK ? Eu penso o que penso, sou o que sou, faço o que faço e uso o que uso porque eu quero. Eu decidi. Se eu decidi errado, o problema é meu, somente meu. Não queira ser tão bondoso a ponto de me mostrar o caminho da luz.

A minha luz pode ser as suas trevas, mas o contrário também pode ser verdade. Mas não é por isso eu vou pregar a minha verdade e tentar convencê-lo de que o meu jeito é o correto. Cada um na sua, certo ? Quer minha opinião ? Peça. Mas não espere que eu esteja pronto para lhe vender uma idéia. Esteja pronto para experimentar e fazer sua própria escolha, no seu tempo.

Estou escrevendo esse texto usando Windows. E daí ? Uso Windows sim, também uso OSX, também uso Linux. O mais legal disso tudo é que eu estou tranquilo quanto a isso e uso o que eu quero quando acho adequado. Nem é questão de usar a ferramenta certa para o trabalho. É questão de ter a liberdade de fazer o que eu quero, quando eu quero. Porque sim. Simples assim.

O problema do século é a falta de pias de louças sujas para serem lavadas. Por isso eu tenho tanta raiva das fabricantes de máquinas de lavar louças. Inventaram essa traquitana que permitiu que virtualmente qualquer um se transformasse em um doador de pitacos profissional em potencial.

Vou te contar um segredo : eu não tenho uma lavadora de louças. Se estiver com uma vontade tremenda de cuidar da minha vida, ao menos venha aqui em casa cuidar da pia de louças sujas e, quem sabe, podemos negociar minha atenção.

Beleza ?


por andrelop em 01/04/2013 00:27

30/03/2013

Andre Luis Lopes (andrelop)

Tudo que ela gosta de escutar …

Então …

Em mais uma tentativa desesperada de mostrar ao mundo que sou uma pessoa normal, cedi a minha humanidade e segui o fluxo. Comprei tickets e embarquei nessa viagem, já que todas as pessoas boas estão fazendo isso.  Me senti compelido a escrever sobre o assunto.

O mundo dá voltas e aqui estamos nós, mais uma vez, apontando o óbvio. O mundo pede, nós entregamos, todos ficam felizes. É só dizer as palavras que todos querem ouvir e tudo fica bem.

Achei que seria bom apontar a óbvia conclusão de que a idéia principal disso tudo é, sempre foi, e sempre será somente demonstrar as pessoas que o bom senso deveria vencer acima de tudo.

Temos nossas ferramentas, nossas manias, conhecemos as estradas tortuosas e desenvolvemos ao longo do tempo uma camada espessa de achismo que nos permite prever com um elevado nível de proximidade da exatidão que “algo vai dar errado“.

Nada ganha da experiência, é verdade. É válido ler, estudar e aprender, mas não é legal se deixar levar por modismos pura e simplesmente devido a falácia de que, se todos estão nisso, deve ser bom.

Não existe bala de prata. Toda tecnologia vem acompanhada de uma carga de procedimentos e/ou metodologias que devem ser seguidas ou observadas para que a coisa toda chegue próximo de surtir o efeito desejável.

Aqui, no mundo real, a magia infelizmente não existe.  Damos muito valor a ferramentas e nos esquecemos de contemplar a obviedade. Siga meu pensamento agora, por favor.

Temos que parar para pensar um pouco e percebermos que, muitas vezes, o que nos tentam vender como solução é, na verdade, uma ferramenta qualquer que conseguimos gratuitamente ou com pouco esforço, acompanhada de uma grande pitada de boas práticas.

Se já não adotamos as boas práticas, simplesmente passar a usar uma ferramenta que demanda o uso de boas práticas para apresentar algum resultado não vai nos trazer resultado algum. Simples assim.

Você não consegue fazer um omelete sem quebrar alguns ovos, não consegue emagrecer sem controlar sua alimentação e praticar exercícios. Você também não vai chegar ao nirvana da convivência pacífica entre desenvolveres e administradores de sistemas somente adotando uma ferramenta.

O que a galerinha descolada chama de DevOps é somente um nome para uma cultura. Uma cultura é um conjunto de idéias, pensamentos, práticas e, nesse caso, também de ferramentas. Mas as ferramentas vem em último lugar e nem são tão importantes assim. Somente viabilizam nossas idéias.

O mundo não se tornou um lugar melhor a partir do momento que alguém removeu uma espada de uma pedra e gritou para todos ouvirem que, a partir daquele momento, nascia a cultura DevOps.

O termo é somente um nome para algo que já existia, já que ficaria estranho termos que nos referir sempre a essa cultura como “aquilo, aquela coisa, aquele algo”. As boas práticas devem ser exercitadas no dia-a-dia. Você deve trabalhar buscando sempre executar seu trabalho da melhor forma possível.

Sempre que aprende um novo truque, o adiciona em sua caixa de ferramentas e, a partir de então, o utiliza em necessidades futuras. Com o tempo, sua caixa está cheia de soluções engenhosas para problemas comuns.

Sofrer repetidamente e não passar a usar uma solução para um problema conhecido é equivalente e jogar fora sua caixa de ferramentas e não se aproveitar das soluções lá armazenadas. Ou, simplesmente, por seja lá qual for seu motivo estranho, colecionar soluções e não aplicá-las. Ou masoquismo, mas aí a história já é outra.

Se você não desperdiça suas soluções, já coleciona seus feitiços. Se já o faz, queira ou não, já tem suas boas práticas. E se já as possui, as utiliza. Perfeito, agora sim, você pode começar a se aproveitar das ferramentas que existem para lhe auxiliar.

Tenha um plano primeiro, pratique-o em seguida. Nessa ordem. Use as ferramentas para aplicar as boas práticas. Não adote as ferramentas e somente as contemple tentando encontrar uma maneira de colocá-las em uso. Saiba qual uso irá dar a elas antes de adotá-las previamente. Isso é essencial.


por andrelop em 30/03/2013 20:25

27/03/2013

Francisco Aparecido da Silva

Dia da Liberdade dos Documentos (27/03/2013)

Dia da Liberdade dos Documentos
#dfd
Pensando no dia da liberdade dos documentos, lembro-me dos primeiros editores de textos e das primeiras planilhas eletrônicas. Por exemplo, no MSX (HotBIT Sharp) trabalhava muito bem com o HotCalc, um programa que era carregado de um cartucho inserido no Slot A; O programa para edição de textos, era carregado diretamente do tape recorder através de cabos na entrada "aux", após alguns minutos de leitura e um pouco com sorte. Neste cenário, minhas planilhas e documentos, incluindo coisas profissionais, eram salvos nestas fitas cassete. As coisas profissionais a que me refiro, também eram  impressas em uma impressora eletro-mecânica, que era o caso da Praxis 20, uma Olivetti devidamente adaptada com uma interface paralela. Nos 1980-1990 era assim, todo mundo que aprendeu naquele tempo, tem conceitos. No anos 1990-2000, experimentamos diversas tecnologias para edição de documentos e planilhas, dentre estas tecnologias o Editor Fácil, para texots, EasyCalc para planilhas para citar somente alguns. Empresas com poder econômico e reserva de mercado, transformaram a Fácil Informática em sombra do passado! 

Segundo Maiko Rafael Spiess / Marcos Antônio Mattedi [1] "Enquanto o Fácil para MS-DOS traduzia interesses com uma facilidade espantosa, por justamente “se deixar alistar” pelos interesses alheios, como a adequação à língua portuguesa, o Fácil para Windows encontrou um ambiente muito mais hostil. Enquanto o primeiro, em termos práticos, precisava apenas demonstrar ser um todo coerente e funcional para ser adotado, utilizado e incorporado por outros atores, o segundo precisou envolver-se em traduções de interesses cada vez mais tortuosas e menos favoráveis. Eventualmente, as bem-sucedidas estratégias de translação de interesses empregadas pela Microsoft, envolvendo um novo paradigma de sistema operacional, aplicativos integrados e a opinião especializada, fortaleceram ainda mais uma rede local coerente e estável, a ponto de ela atrair para si a força da grande maioria dos usuários de microcomputadores desde então. Os usuários foram convencidos pela Microsoft que a realização de seus interesses e o futuro da informática passavam necessariamente pelo Windows e pelo processador de textos Word. O Fácil, por outro lado, ainda um produto viável, mas progressivamente com menos destaque na mídia especializada, sem o aparato de marketing e pesquisa da gigante norte-americana, atraía cada vez menos aliados e consumidores. Conforme ele se enfraquecia, menos convincente se tornava em uma futura negociação de interesses. Com seus antigos compradores sendo convencidos pela Microsoft, a força dos processadores de textos Fácil foi rapidamente drenada em direção ao Microsoft Word e seus programas irmãos..."

Dito isto e torcendo muito que você tenha se interessado até aqui, lembro que as fitas citadas acima já não são mais possíveis de  serem lidas e os arquivos não são mais recuperáveis. Então, da mesma forma que somos atores no cenário da tecnologia, somos impactados por ela enquanto cidadãos, empresas ou governos. A experiência, estudos e organizações mostram que cuidados devem ser tomados para que nossos documentos (no sentido amplo) devão ser tratados como um bem que precisa ser preservado. Iniciativas como Document Freedom Day [2] ou Dia da Liberdade dos Documentos [3] devem ser estimuladas como uma grande conquista, ou ainda, uma grande "construção social", mesmo que  pressionada pelos formatos fechados;

Finalizo com o pensamento abaixo do Sr Charles-H. Schulz, Director da Document Foundation e Membro da administração do OASIS Consortium:

"Liberdade Documental é uma parte enorme da nossa liberdade digital, e no entanto a que se presta pouca atenção. Toda a gente devia poder usar, reutilizar e distribuir livremente documentos digitais e os dados contidos neles. Infelizmente formatos fechados e proprietários restringem a nossa liberdade de poder usufruir dessas liberdades e de interoperar bem com outros. Para que se possa permitir e garantir a liberdade documental precisamos de usar, promover e desenvolver verdadeiros standards abertos que não tenham problemas de patentes, e de usar software e tencologias inovativas e inclusivas. O Software Livre pode ter um papel para ajudar muito nestes assuntos." Fonte http://www.documentfreedom.org/testimonials.html

Referências:
[1](Maiko Rafael Spiess, Marcos Antônio Mattedi, pg 463 <http://www.scielo.br/pdf/mana/v16n2/08.pdf>, acesso em 27/03/2013)
[2] http://www.documentfreedom.org/index.pt.html
[3] http://documentfreedom.org.br/

por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 27/03/2013 18:54

22/03/2013

Manoel Aleksandre Filho

Debian Wheezy está às portas



Artigo traduzido do The H Online

A equipe de lançamento do Debian está entrando em uma fase decisiva, em relação ao Debian 7.0, também conhecido como "Wheezy". Na sequência desse lançamento, uma lista de bugs considerados críticos foi reduzida para menos de uma centena. Sendo assim, os desenvolvedores já decidiram ignorar os problemas em questão, e liberarão os pacotes caso os patches não sejam apresentados em breve. No entanto, eles só vão aceitar pequenas correções para os problemas em questão, e não irão mexer em outras partes do sistema, pois estão tentando seguir em frente com o lançamento. 

 Além dos outros trabalhos de desenvolvimento, um Release Candidate para o novo instalador Debian está disponível há mais de um mês. Levando em consideração a atual fase desse trabalho, é possível que o Debian Wheezy possa ser liberado durante o feriado da Páscoa. Para que isso aconteça o bug 703419 precisa ser corrigido, referente ao término do conteúdo das notas de lançamento para o Wheezy.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 22/03/2013 12:55

20/03/2013

João Eriberto Mota Filho

Guia dobrável do tcpdump e WinDump

Há alguns dias eu fiz um guia dobrável sobre o tcpdump, que também serve para o WinDump. Ele possui seis páginas e é uma referência para iniciantes e para profissionais.

O guia está disponível em http://eriberto.pro.br/files/guia_tcpdump.pdf.

Espero que seja útil.

[]s!

por Eriberto em 20/03/2013 19:33

19/03/2013

João Eriberto Mota Filho

Kernels Linux 3.4.35 e 3.8.3 para Debian Wheezy

Pessoal,

Como estou escrevendo o livro de análise de tráfego, tive que compilar kernels mais atuais para fazer algumas experiências. Então, disponibilizei os .deb de tais kernels. São o 3.4.35 e o 3.8.3. Foram compilados para Debian Wheezy (Debian 7) e funcionam perfeitamente.

Por favor, quem for usar, leia o README antes, pois há riscos.

Os kernels estão nesses endereços:

http://eriberto.pro.br/files/linux-3.4.35/

http://eriberto.pro.br/files/linux-3.8.3/

[]s a todos!

Eriberto

por Eriberto em 19/03/2013 20:35

17/03/2013

Manoel Aleksandre Filho

Bluetooth do DELL Inspiron N4050 no Debian


Já havia tratado desse assunto em um post anterior. Entretanto, o módulo compilado naquela ocasião era muito bugado e o bluetooth funcionava quando queria ou funcionava mal.

Pesquisando por aí descobri que o módulo do pacote linux-firmware mais recentes funciona perfeitamente para o bluetooth do DELL Inspiron N4050.

Mas tal pacote tem que ser buscado direto da fonte; o pegaremos diretamente do git. Sendo assim, instalemos, primeiramente, o git:
sudo aptitude install git
Para não deixarmos lixo em nossa home, façamos a clonagem do git na pasta tmp, siga os comandos na sequência.
cd /tmp
git clone git://git.kernel.org/pub/scm/linux/kernel/git/dwmw2/linux-firmware.git
sudo cp linux-firmware/ath3k-1.fw /lib/firmware
Agora basta reiniciarmos o sistema e usarmos nossos dispositivos bluetooth.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 17/03/2013 14:50

15/03/2013

Manoel Aleksandre Filho

Dando um upgrade no Debian Squeeze



É do conhecimento de todos que as versões estáveis do Debian prezam exatamente pela estabilidade e segurança de seu sistema. Por isso mesmo, todo seu conjunto de pacotes são mantidos, durante toda a virgência da stable, em uma mesma versão ocorrendo somente atualizações de correção de segurança e bugs. Entre o congelamento da distribuição ainda no testing até o esgotamento do período da stable pode transcorrer um período próximo dos dois anos e meio. Todo esse tempo no cenário atual da tecnologia significa muita coisa. Para terem uma ideia, o Iceweasel, navegador padrão do Debian, está na versão 3.5.16 no Squeeze, enquanto que, atualmente, ele já está na versão 19 (a mesma versão equivalente do Firefox).

É claro, dispomos de pacotes mais atuais nos repositórios backports e até podemos hibridizar o Debian com repositórios do testing, experimental ou mesmo do Sid. Ainda há, também, a possibilidade de utilizarmos repositório de terceiros, principalmente de distribuições derivadas do Debian em que os seus mantenedores acabam por empacotar pacotes mais recentes para seus sistemas. E é exatamente essa última opção que utilizaremos aqui.

Utilizaremos repositórios da distribuição SolusOS, que é baseada no Debian Stable mantendo toda sua base mas adicionando um conjunto de pacotes mais recentes. Claro, você poderia simplesmente partir para a instalação do próprio SolusOS em seu computador, mas para aqueles que, como eu, não preferem se dispor de seu amado Debian usam os repositórios daquele para atualizar os pacotes deste. Mas vamos aos procedimentos! Estando com o seu Debian Squeeze devidamente instalado, deixe sua /etc/apt/sources.list como esta:
# Debian
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ squeeze main contrib non-free
deb http://security.debian.org/ squeeze/updates main contrib non-free
# Debian backports
deb http://backports.debian.org/debian-backports squeeze-backports main contrib non-free
# SolusOS
deb http://packages.solusos.com/ eveline main import upstream non-free
# Debian Mozilla Team
deb http://mozilla.debian.net/ squeeze-backports iceweasel-release
Agora devemos criar o arquivo  /etc/apt/preferences com as seguintes linhas:
# SolusOS Packages
Package: *
Pin: release a=eveline
Pin-Priority: 700
# Debian backports
Package: *
Pin: release a=squeeze-backports
Pin-Priority: 650 
Atualizamos a lista de pacotes e instalamos a chave do apt para o SolusOS:
sudo aptitude update
sudo aptitude install solusos-keyring
Agora aplicamos as atualizações existentes e reiniciamos o sistema:
sudo aptitude safe-upgrade
Muitos pacotes do GNOME serão atualizados, além de diversos outros aplicativos. Entretanto, outras aplicações importantes como o Iceweasel, o LibreOffice, gimp, etc, precisarão de uma atualização manual.

O SoluOS utiliza o Firefox (sempre a versão mais recente) como navegador padrão; você pode até instalá-lo, desde que desinstale o Iceweasel. Mas, desejando apenas ter o Iceweasel para a versão corrente apenas digite:
sudo aptitude install -t squeeze-backports iceweasel
Para atualizar a suíte de escritório, basta digitarmos:
sudo aptitude install libreoffice libreoffice3.6-pt-br libreoffice-l10n-pt-br myspell-pt-br
Que tal instalarmos um kernel mais atual? O time do SolusOS empacotou as versões 3.3, 3.5 e 3.6. Instalemos essa última:
sudo aptitude install linux-image-3.6
Agora reinicie e inicialize por esse kernel.

Editado: Acabei constatando que instalar o último kernel nem sempre é a melhor opção. Pelo menos para o meu caso, o kernel instalado acima deixava meu processador trabalhando a quente, meu bluetooth sequer era reconhecido como existente e minha webcam também. O melhor para o meu hardware é o kernel do próprio backports (linux-image-3.2.0-0.bpo.4-amd64). Fica a dica!

Bom, são muitas as possibilidade de se aproveitar os repositórios do SolusOS. Você poderá inicializar a Central de Aplicativos que foi instalada por padrão e dar uma verificada nas opções. Por exemplo, é possível instalar por ela o Skype, drivers mais recentes da Nvídia, o Deluge bittorrent, os temas faenza e elementary, GnoMenu, Minitube, JDownload, LOVEFiLM e Netflix, Pidgin mais recente, VLC 2.x, e vários outros pacotes que você não encontra no Debian original.

Fonte: http://goo.gl/VRS35

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 15/03/2013 14:14

11/03/2013

Francisco Aparecido da Silva

Screenshots pela linha de comando com Scrot

SCRenn shOT, ou simplesmente "scrot".
Screenshot (foto da tela), é uma função básica para as necessidades diversas de computação, como documentação, mostrar um erro em um programa ou simplesmente exibir sua área de trabalho para os amigos; Particularmente, tenho usado para isso uma função do Gnome, o gnome-screenshot que possui funções muito diversas; O programa "scrot" tem a vantagem de poder ser chamado pela linha de comando pois este não depende de uma interface gráfica para rodar, pois utiliza a imlib2 para manipular imagens; 

A instalação em sistemas GNU/Debian se dá pelo próprio nome do pacote, o qual já instala a imlib2:

aptitude install scrot

Dicas de uso:

Além da man page, o scrot quando chamado com argumento -h apresenta um help muito fácil de entender. Fiz alguns testes para selecionar alguns usos mais comuns os quais listo abaixo para os curiosos testarem:

scrot  -s /tmp/scrot-s.png
A opção -s permite selecionar uma área para seu  scrennshot; O scrot  vai esperar até que seja "clicado" com o mouse uma área, aba, ou qualquer coisa no desktop; Note que neste caso, é indicado o nome para diretório que se deseja arquivar a imagem; Caso não seja indicado, os arquivos serão salvos na área de trabalho do usuário;


scrot  -u /tmp/scrot-u.png
A opção -u vai usar o foco atual do seu terminal:

Uma opção interessante, é poder contar um certo tempo até que seja disparado a captura do Screenshot; por exemplo, você pode desejar chamar o scrot e procurar a tela ou aplicação que deseja capturar; isto pode ser feito da seguinte forma:

scrot  -u -b -d 10 -c /tmp/scrot-border_count.png


Note, que aqui é exemplificado a possibilidade de colocar mais de um argumento na linha de comando,  por exemplo, a opção -d (delay) e  -c  (count) que juntas permitem uma contagem de 10 segundos antes da gravação indicada por -u (focused);

Sendo um programa ao bom estilo de linha de comando (cl); seu uso fica por conta da criatividade de cada um, inclusive, podendo ser usado em um laço for, agendado, utilizado em conjunto Convert que é especialista em manipulação de imagens ou pelo Gimp, para edição etc; Gostou? 

Referências:
man scrot

por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 11/03/2013 19:06

10/03/2013

Manoel Aleksandre Filho

Sincronizando Calibre e Kobo eReader no Debian Wheezy


Quem me conhece sabe que minha maior paixão é a leitura. Estou sempre com um livro na mão ou no notebook lendo de tudo. Bom, estava. Depois de muitos problemas com dores na coluna, ombros, braços e mãos, problemas de visão, etc (não por conta dos livros, mas da leitura frequênte através do notebook) resolvi comprar um eReader. Pesquisei bastante, pesei os prós e contras, cheguei a comprar um tablet de 7" baratinho só pra experimentar a leitura e conclui que o melhor é utilizar um dispositivo próprio para essa finalidade. Enfim, comprei um Kobo Glo. E esse gadget tornou-se meu inseparável companheiro de todas as horas. Adeus dores na coluna, ombros, braços, etc; apesar de não poder mais dar jeito com a visão, pelo menos não a canso mais por conta da luminosidade do notebook. A leitura com o Kobo é muito agradável até mesmo sob o sol em um domingo na praia!

Leitores habituados com ebooks sabem que o melhor gerenciador de biblioteca pessoal é o software livre chamado Calibre. Ele é completíssimo. Além de gerenciar com maestria nossa biblioteca, também permite a conversão entre formatos de ebook e sua sincronização com diversos eReaders do mercado. Mas nesse caso veio um certo desgosto. A versão do Calibre disponível para o Debian Wheezy (0.8.51) não reconhecia o meu Kobo, enquanto que a versão do Ubuntu 13.04 (0.9.18) funcionava perfeitamente. Então, o que fazer? Simples, atualizar a versão do Calibre para a existente nos repositórios Sid (que é a mesma do Ubuntu, claro, já que é onde eles pegam tudo mesmo).

Bom, há algumas maneiras de se fazer isso, como acrescentar o repositório do Sid no sources.list do Wheezy, torná-lo misto, etc. Mas como eu não desejava "violar" o padrão do Testing (estou realmente testando-o), resolvi fazer o download e a instalação manuais dos pacotes necessários. No caso do Wheezy, primeiramente instalamos a versão atual dos próprios respositórios:
sudo aptitude install calibre

Depois de o mesmo estar instalado, vamos fazer download dos seguintes pacotes:

Agora procedemos com a instalação dos mesmos com os seguintes comandos na mesma sequência:
sudo dpkg -i calibre-bin_0.9.18+dfsg-1_amd64.deb
sudo dpkg -i  calibre_0.9.18+dfsg-1_all.deb

Pronto, agora basta gerenciar e transferir seus ebooks para seu Kobo e boa leitura!

Observações:
1. O pacote calibre-bin que passei aí é para 64 bits, se o seu for 32 bits deverá pegar este:  calibre-bin;
2. Esses procedimentos, infelizmente, não servem para o Squeeze. Não sei se existe a versão mais atual, por exemplo, nos backports.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 10/03/2013 11:40

07/03/2013

Francisco Aparecido da Silva

Uptime, porque tempo é dinheiro

Uma das muitas virtudes do Linux é sua estabilidade e isto se reflete direto na questão de  uptime da máquina, que, mesmo passando por atualizações, configurações, instalação de novos programas ou periféricos não exige reinicializações frequentes, exceto atualização de algumas questões ligadas ao kernel ou mesmo mudança no hardware (se este não for hotswap); além disso, sysadmin's se preocupa muito com questões de disponibilidade. Mas o que eu gostaria de mostrar aqui são algumas curiosidades a respeito dos programas que controlam, ou melhor dizendo, que permitem a visualização das informações de uptime; 

O comando uptime; propriamente dito, com informações da hora atual, dias do sistema ligado,  usuários conectados e carga do sistema:

uptime
 Outro comando que trás informações, é o comando w que além do uptime, lista usuários, tarefas sendo realizadas, onde estão conectados entre outros detalhes:

w

O comando top, é mais completo quanto a isto, oferecendo informações úteis para administração de memória, swap, processos em execução, usuários ativos, entre outras informações:
top

O htop é outro comando interessante, muito similar ao top e tem como diferencial mostrar o consumo de cpu por barras, indicando o consumo para cada núcleo presente no processador, da mesma forma, para memória e swap. Um outro detalhe no htop, como se fosse uma brincadeira dos desenvolvedores, estando o sistema a mais de 100 dias ligado, ao lado dos dias em uptime aparece um ponto de exclamação (!), como a mencionar, parabéns, seu sistema é bem administrado e tem um bom uptime. :)
htop

O comando procinfo é o único comando (que eu conheço) que mostra a data que o sistema foi ligado, "bootup" e o uptime é mostrado em meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos e milesegundos:

procinfo

Os comandos citados, uptime,  w, top, htop, procinfo são programas ncurses, muito especialistas em pequenas tarefas, assim como a maioria dos programas em linha de comando. Permitem, através das suas páginas man uma série de recursos informativos para administração do sistema, além de permitir o uso de informações em conjunto com o | (pipe), grep, awk, etc.

Referências:
man uptime
man w
man top
man htop 
man procinfo

por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 07/03/2013 21:36

28/02/2013

Francisco Aparecido da Silva

Flisol 2013

Flisol 

Entusiastas, curiosos, nerds, militantes, estudantes, professores, etc, não perdem oportunidades em conhecer novas ferramentas e cultura livre. O FLISOL é um dos eventos que tem este objetivo, reunir pessoas com interesses em conhecer e divulgar o conhecimento em torno do uso de software livre, filosofia e seus avanços; Oportunidade também para melhorar o networking e rever os amigos.


O que é o FLISOL: é um evento internacional, organizado por voluntários e ocorre de forma simultânea e descentralizada em diversas cidades da América Latina. Seu objetivo é promover o uso de software livre, apresentando sua filosofia, alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral. 

Como participar: Localize sua cidade e participe ajudando tanto com trabalho na organização ou simplesmente como observador. Os voluntários ficarão felizes com sua presença. 

Veja também a lista de blogs, sites e perfis que divulgam o Flisol no  Brasil e marque na sua agenda 27/04/2013.

Ref.:
http://flisol.info/FLISOL2013/Brasil
http://flisol.info/FLISOL2013/Brasil/BlogsSites


por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 28/02/2013 17:49

26/02/2013

Gustavo Noronha Silva (kov)

Discussões sobre a Petrobrás

Assim que a Petrobrás divulgou os resultados do ano calendário de 2012 houve um sem número de controvérsias a respeito. Eu participei de algumas discussões e fiquei animado pra escrever um post explicando de forma mais detida minhas opiniões a respeito. Vou tentar abordar cada um dos argumentos usados nas discussões de que participei.

Está tudo bem, compre Petrobrás!

Vou começar tratando de um post do Paulo Henrique Amorim. O teor do post pode ser dividido em 2 partes: a primeira parte é uma nota oficial da Petrobrás em que ela diz o seguinte:

Em 2012, o lucro líquido foi 36% inferior ao apurado em 2011, refletindo os efeitos da depreciação cambial, maior participação de derivados importados no volume de vendas e aumento das despesas operacionais com maiores baixas de poços secos e subcomerciais;A segunda parte é um comentário feito pelo jornalista em que ele dá a entender que os jornais O Globo, Folha e Estadão deram um viés de má notícia em suas manchetes (que focam na queda de lucro recorde), enquanto a “publicação especializada” InfoMoney dá uma manchete que cita o valor auferido em lucros e indicando que o lucro superou as estimativas. Ele termina sugerindo ao leitor que compre ações da Petrobrás.

Eu considero esse post do Paulo Henrique Amorim uma tentativa pífia de dar um giro positivo numa notícia que não tem nada de positiva. O fato é que o lucro da Petrobrás caiu em 36% – mais que um terço! – em relação a 2011. As expectativas em relação ao lucro da Petrobrás estavam baixas por várias razões (algumas até listadas no texto da Petrobrás, acima) e o fato de o lucro ter superado essas expectativas não ajuda muito.

Valor das ações da Petrobrás de 2008 a início de 2013

As expectativas em relação à saúde financeira da Petrobrás e ao nível de interferência política sofrida pela empresa não é coisa nova. A Petrobrás perdeu mais de 66% do seu valor de mercado desde 2008, como se pode ver no gráfico acima, obtido no Yahoo! Finance. Isso significa que alguém que comprou 100 reais em ações da Petrobrás em 2008 hoje não vende as mesmas ações por mais do que 34 reais. Faz sentido, então, recomendar a compra, como fez PHA? Antes, vamos tentar entender as razões por trás da queda.

E por quê essa perda gigantesca?

As intervenções do governo e as mágicas fiscais

Em 2010 a Petrobrás fez o que o ex-presidente Lula chamou (com razão) de a maior capitalização da história do capitalismo mundial. O que foi isso? A Petrobrás precisava de dinheiro em caixa pra fazer investimentos na extração do pré-sal. Para conseguir esse dinheiro, a Petrobrás aumentou o número de ações que a compõe e as ofereceu na bolsa. Trabalhadores brasileiros puderam usar o dinheiro do FGTS para adquirir ações – e muitos fizeram isso!

Como parte do processo a União fez o que se chamou de cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo que se encontravam em lotes do pré-sal. O petróleo que está em território brasileiro é do Estado brasileiro, para que seja extraído de lá e usado comercialmente, a União faz leilões de concessão. Na capitalização a União concedeu, com antecedência, à Petrobrás os direitos sobre esses 5 bilhões de barris e ganhou, em troca, R$ 74,8 bilhões. Desses, R$ 42,9 bilhões foram usados para compra de ações da capitalização da Petrobrás, aumentando a participação da União na empresa. Note que até hoje esses barris estão lá embaixo da terra. O que foi feito foi uma transação sobre direitos futuros.

Com que propósito isso foi feito? Em primeiro lugar para viabilizar a capitalização, claro, mas em segundo lugar, esses bilhões foram usados para fazer o superávit primário de 2010. Esse é um dos exemplos de como o governo tem usado a Petrobrás politicamente, para fingir que cumpre as metas que define para si mesmo. Esse foi um dos fatores que levaram as ações da Petrobrás a continuarem em queda, mesmo depois de ter feito a maior capitalização da história. Vamos falar de outra: o subsídio à gasolina.

O subsídio à gasolina

Outra das razões para a queda do valor de mercado está na nota da Petrobrás citada acima: “maior participação de derivados importados no volume de vendas”. Em 2006, ano eleitoral, Lula foi a um campo de exploração de petróleo da Petrobrás pintar as mãos de preto e anunciar a nossa auto-suficiência em petróleo. Os mais atentos também devem se lembrar de como Lula fazia discursos ufanistas quando falava do etanol brasileiro, de como era o mais eficiente do mundo e coisa e tal.

Acontece que demanda por combustíveis aumentou consideravelmente desde então, em parte impulsionada pelo subsídio dado pelo governo para venda de automóveis, através da redução do IPI, e o setor produtivo brasileiro simplesmente não teve condições de atender à demanda. Resultado: milhões e milhões de barris importados tanto de etanol quanto de gasolina. A auto-suficiência durou bem pouco.

Por si só, o fato de termos que importar etanol e gasolina não seria tão problemático. Acontece que o governo, através da Petrobrás, adotou uma postura de não repassar ao preço local da gasolina os ajustes sofridos pelo preço do petróleo no mercado internacional. Essa postura funcionava quando a auto-suficiência em petróleo era um fato, mas a partir do momento em que nós começamos a importar, a Petrobrás estava pagando muito mais pela gasolina que comprava do que cobrava pela gasolina que vendia, o que levou a uma situação inusitada: quanto mais gasolina vende, mais a Petrobrás perde dinheiro! Como pode ser visto no post linkado, calcula-se que depois do reajuste da gasolina dado no começo de 2013 a Petrobrás está perdendo 1,2 bilhões de reais por mês. Essa é nossa situação atual.

Mas o subsídio à gasolina é do interesse nacional!

Assumindo que faça sentido a Petrobrás destruir sua saúde financeira para estabelecer um subsídio de interesse do país (falo disso mais adiante), resta somente a questão de se é interesse do país o subsídio à gasolina. Será que é? Eu acho difícil decidir sobre uma coisa complexa dessas assim de supetão; Uma das questões que servem como base pra essa é se é do interesse do país o subsídio ao IPI, dado anteriormente, e que levou à alta da demanda.

A redução de IPI para automóveis foi uma medida adotada pelo governo para aquecer a economia e impedir que a crise de 2008 nos atinge com mais força, reduzindo o emprego e a renda. É louvável essa tentativa, mas por quê a indústria automobilística? Uma das razões é possivelmente que essa é uma indústria que emprega muito e que tradicionalmente trabalhou com o governo para evitar reduções de postos de trabalho. OK, até aqui tudo bem. Mas será que não existem diversas outras indústrias que poderiam absorver os trabalhadores que perdessem o emprego nas montadoras? Quem dirá os serviços e indústrias de suporte que certamente surgirão em volta de empreendimentos desse porte?

Além de pensar sobre isso, temos que pensar também nos outros resultados que advem de uma política dessas. Uma delas é óbvia: a quantidade de carros nas cidades aumentou vertiginosamente, aumentando a poluição e os engarrafamentos. Essas são o que a economia chama de externalidades negativas. Imagine se ao invés de incentivar a compra de carros o governo federal tivesse iniciado investimentos consistentes em obras de mobilidade urbana em todo o território brasileiro. Canteiros de obra para metrôs, BRTs, trens poderiam não só absorver os trabalhadores que eventualmente fossem demitidos nas montadoras, mas gerariam uma externalidade positiva significativa. Melhoria na qualidade de vida das pessoas.

Do meu ponto de vista, o incentivo à compra de carros foi um erro. Mas suponhamos que tenha sido uma boa ideia. Voltemos à questão do subsídio à gasolina: o subsídio vem da Petrobrás, que é uma empresa de capital misto, o que significa que parte dela é do Estado brasileiro, parte de entes privados e indivíduos. Por isso mesmo, parte do dinheiro investido nesse subsídio é público. Ou seja, é dinheiro da pessoa pobre que recebe Bolsa Família, meu e seu.

Faz sentido usar esse dinheiro para beneficiar quem usa carros a gasolina? Eu consigo ver o benefício pra mim, que tenho carro e uso gasolina, mas que benefício à sociedade esse subsídio dá, que justifique usar dinheiro da pessoa pobre que recebe Bolsa Família pra me ajudar? Os argumentos que eu ouvi são de que um aumento na gasolina acarreta aumento de custo e portanto um aumento de preços em cascata no resto da cadeia produtiva. Será? Caminhões e ônibus usam diesel, por exemplo, então não vejo como o custo de transporte de cargas e passageiros seria afetado. Quem tiver alguma ideia, poste aí nos comentários.

A Petrobrás é uma empresa estatal/pública e portanto tem o dever de proteger os interesses nacionais!

Eu argumentei antes que o subsídio à gasolina não é necessariamente do interesse nacional. Acho o mesmo quando se trata de usar mágica contábil… mas vamos supor que fossem interesses nacionais. A Petrobrás tem o dever de protegê-los? Gostaria de voltar à questão da capitalização. Os mais atentos lembrarão que a Petrobrás é uma empresa de capital misto, ou seja, a União é um dos acionistas, mas há outros. Quem são esses outros? Grandes capitalistas que especulam na bolsa? Certamente há. Mas os mais atentos lembrarão que também há inúmeros trabalhadores, que usaram seu rico dinheirinho do FGTS para comprar ações da capitalização. São mais de 70 mil trabalhadores que tem mais de 2 bilhões aplicados na oferta original em 2000 ou na capitalização de 2010. Sem contar investidores individuais, que podemos ser eu e você. Quem comprou 100 reais em ações em 2010 hoje vende por 70. E não há sinal de que a trajetória de queda vai mudar.

É justo a Petrobrás tocar o foda-se para União, trabalhadores e outros acionistas e perseguir o que alguém tirou do Cadastro Único ser do interesse nacional? Eu diria que não. Se for o caso, e acho que, como qualquer outra política pública, o mérito dessa tem sim que ser avaliado, o ideal é fechar o capital da empresa, ou seja, tirá-la da bolsa de valores e trazer o orçamento da empresa pra dentro do orçamento geral da União. Por quê? Porque se vamos usar dinheiro público para fazer subsídio de interesse nacional é essencial que fique claro e transparente para todos que esse subsídio é feito ao invés de outros investimentos. O dinheiro que iria para subsidiar a gasolina poderia talvez ser melhor gasto na educação, por que não?

Conclusão

Respondendo à pergunta original: e aí, faz sentido recomendar a compra de Petrobrás? Do jeito que a coisa está hoje, não acho que faça sentido. É necessário que a empresa e o governo demonstrem que a Petrobrás será gerida como uma empresa séria de novo antes que seja possível confiar nela. Mas eu sou otimista e acho que a Graça Foster foi colocada lá com essa condição: de que ela poderia colocar a empresa nos trilhos. O aumento da gasolina do começo de 2013, apesar de não acabar com a defasagem do preço, é um passo na direção certa. Se você acredita que as intervenções políticas vão acabar e que a empresa vai parar de tomar decisões estúpidas como a de subsidiar a gasolina, compre. Se não acha, não faz sentido comprar.

Atualização (3 de março de 2013)

Só no primeiro bimestre de 2013 o valor de mercado da Petrobrás caiu mais do que em todo o ano de 2012. O aumento insuficiente para corrigir a distorção do preço da gasolina é uma provável explicação.

por kov em 26/02/2013 02:50

24/02/2013

Antonio Terceiro (terceiro)

Ruby 2.0 released, with multiarch support^W^W^W^W

Ruby 2.0 was released today. This new version of the language brings some very interesting features, and according to the core team, an effort has been made to keep source level compartibility with Ruby 1.9.

Debian packaging is under way and should hit NEW soon. During the last few days I gave more attention to getting the new multiarch support fixed upstream than to the packaging bits, but the remaining packaging work should be pretty much about housekeeping.

Next steps from a Debian point of view (after Wheezy is out) include:

  • add Ruby 2.0 support in gem2deb (should be trivial).
  • check what packages need fixing to support Ruby 2.0, and which are broken beyond repair.
  • figure out how to better exploit a multiarch-enabled Ruby.

Now let’s get back to fixing RC bugs and getting Wheezy released. :-)

UPDATE 2013-03-06: actually the multiarch support is broken in 2.0.0, and the bugs I reported were only fixed in trunk. I will probably backport those fixes in the Debian package.

24/02/2013 18:31

14/02/2013

Manoel Aleksandre Filho

Instalando Ubuntu 13.04 com GNOME Shell 3.8


Há muita gente ansiosa por experimentar o GNOME Shell 3.8 e não têm tido êxito em fazê-lo no Debian, mesmo no SID ou Experimental. Bom, tenho que admitir que a melhor forma de conseguir isso é no Ubuntu 13.04, e foi o que fez e relatou Bill Toulas no blog World of Gnome.
Nesse post transcrevo uma adaptação traduzida das instruções do Toulas.
Primeiramente você precisará da imagem do Ubuntu 13.04 conseguida em aqui e proceder com a instalação da forma habitual. Claro que você acabará no ambiente Unity e, se tentar instalar o GNOME pelos repositórios do sistema terá apenas o GNOME Shell 3.6.

Para instalarmos a versão 3.8 precisaremos adicionar apenas mais dois repositórios (ou três, se você gosta de aventuras). Mas eles não podem ser adicionados simultaneamente. Primeiro adicionamos o repositório do GNOME 3Team e prosseguir com a atualização normal com os seguintes comandos:
sudo add-apt-repository ppa:gnome3-team/gnome3
sudo apt-get upgrade

Agora devemos adicionar o repositório Ricotz testing que contém pacotes de ponta do Shell, gtk, glib, clutter e demais aplicativos. Adicione-os assim:
sudo add-apt-repository ppa:ricotz/testing
sudo apt-get upgrade

Se você quiser obter alguns componentes mais recentes do Gnome e arriscar a estabilidade do sistema ainda mais, então você pode usar o repositório de teste Ricotz staging que pode ser usado corretamente apenas se tiver adicionado os dois anteriores.
sudo add-apt-repository ppa:ricotz/staging
sudo apt-get upgrade

Após a atualização, você terá mais recente versão do Gnome Shell disponível, com muitos aplicativos e utilitários da versão correspondente. Note que alguns ainda vão ficar na versão 3.6.x, pelo menos por enquanto.

Você não pode usar qualquer uma das extensões, temas GTK ou GS que você está usando no Gnome 3,6, devido à incompatibilidade de costume, mas você pode e deve testar a sua portabilidade, se você é um criador, para ser um dos primeiros a oferecer conteúdo para a versão 3.8.

Fonte:World of Gnome

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 14/02/2013 14:35

09/02/2013

Francisco Aparecido da Silva

"Write in C"

O vídeo "Write in C" destaca a paixão pela Linguagem de programação C, ao ritmo da música "The Beatles - let it be"; Legal também ao final do vídeo a mesma referência ao GNU Linux, ao estilo "easter egg", ou seja, um segredo que só é percebido com atenção, e neste caso é "There is no system but GNU and Linux is one of its kernels \o/".

por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 09/02/2013 11:16

30/01/2013

Éverton M. Arruda Jr. (notrev)

Changes in my Gitorious projects/repositories

Today I moved my project’s repositories in Gitorious[0].

Everytime I wanted to push a script to Gitorious I had to create a new project, and doing that I had my scripts split in different project pages, and that bothered me, because the scripts are not so big as to need a whole project page for them. So, i created a new project to hold these scripts.

Now, the new project name is my Gitorious username[1] and there you can find my scripts, which are, so far, wpbkp[2, 3] and tweetMyPlanet[4, 5]. I also have an XChat2 plugin, written in python, named away++[6], that will soon be pushed to Gitorious.

To see my scripts/programs/code-related stuff, check out the Development[7] page.

Links:[0] http://gitorious.org
[1] http://gitorious.org/earruda
[2] http://earruda.eti.br/blog/2011/03/wordpress-backup-script-wpbkp/
[3] http://gitorious.org/earruda/wpbkp
[4] http://earruda.eti.br/blog/2012/08/planeta-debian-brasil-no-twitter-e-tweetmyplanet/ (pt_BR)
[5] http://gitorious.org/earruda/tweetmyplanet
[6] http://earruda.eti.br/blog/2010/06/away-1-1/
[7] http://earruda.eti.br/blog/development

por Éverton Arruda em 30/01/2013 14:57

23/01/2013

Fernanda Weiden

Mario Quintana

He was a writer and translator from my home state in Brazil. He got known as the poet of simplicity. Saw this on my timeline today, thought I would translate and share. Not sure if anything he wrote ever got translated to English. Pardon my poor English though, I am not a poet myself, so be ready for a poor job at conveying his light, cheerful and heart-filling message.

"Over time you start noticing that to be happy with someone else you need, first of all, not to need that person... you learn about loving yourself, taking care of yourself, and specially, about loving those who also love you.

The secret is not to run after the butterflies, it is to take care of your garden so the butterflies come after you.

In the end, you'll find not the one you were looking for, but someone who was actually looking for you."

por Fernanda Weiden (noreply@blogger.com) em 23/01/2013 22:59

Éverton M. Arruda Jr. (notrev)

New GPG Key

It’s been a long time since I last used my GPG Keys and
now I find it necessary to use signed and encrypted
messages again.

So, I decided to create a new GPG Key.

From now on, I will not be using the old GPG Public Keys
anymore, consider them obselete.

My old Public Keys can be found at the PGP MIT Keyserver:

  • 0xD8C343F9
  • 0xE2156E47
  • 0xE49EE420

My new Public Key is

pub   4096R/DDD56AF6 2013-01-23 [expires: 2014-01-23]
Key fingerprint: 2F54 558E AC53 8BA7 FCEA  122B 6BCF 9A7B DDD5 6AF6

If you’d like to add my Public Key to your keyring, you can get it with:

1
$ wget -q -O- http://files.earruda.eti.br/notrev.gpg | gpg --import -

Or from the MIT Public GPG Keyserver:

1
$ gpg --keyserver pgp.mit.edu --recv-key DDD56AF6

If you know me, or trust me, I’d appreciate it if you would sign my key:

1
$ gpg --sign-key DDD56AF6

You can also find this message signed at:

http://files.earruda.eti.br/key-transition-20130123.txt

Regards,
Éverton Arruda (notrev)

por Éverton Arruda em 23/01/2013 18:34

16/01/2013

Manoel Aleksandre Filho

Iceweasel Beta no Debian



Todos sabem que, por conta da política Debian pela estabilidade e segurança, a versão do seu navegador padrão, Iceweasel, encontra-se muito desatualizado com relação a atual versão do Firefox. Por conta dos repositório backport e do Mozilla Debian APT do Squeeze, a atualização do Iceweasel é algo muito fácil de se obter. Mas já com suas outras versões, como o Wheezy ou SID as coisas complicam-se um pouco mais.
Em um post anterior vimos como foi até fácil atualizar o Iceweasel para a versão 17 através do repositório experimental, mas agora a versão 18 foi liberada e não estamos mais conseguindo atualizar nosso navegador por conta de uma dependência (libnss3) que não está disponível naquele repositório.
Não desejando utilizar-me de procedimentos "gambiarras" resolvi instalar a versão beta do Iceweasel que encontra-se no repositório do Mozilla Debian APT no lugar da versão atual. Assim, para quem desejar ter a versão 19 do Iceweasel, siga os procedimentos:
Acrescente o seguinte repositório em seu arquivo /etc/apt/sources.list:
deb http://mozilla.debian.net/ experimental iceweasel-beta 
Atualize a listagem de programas disponíveis nos repositórios e nstale a chave do Mozilla Debian APT:
sudo aptitude update
sudo aptitude install pkg-mozilla-archive-keyring 
E agora atualize o Iceweasel instalando a nova versão:
sudo apt-get install -t experimental iceweasel

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 16/01/2013 12:04

05/01/2013

Manoel Aleksandre Filho

Dropbox no Debian - resolvendo problemas



Hoje em dia praticamente todo mundo salva seus arquivos nas nuvens como garantia de poder acessá-los de onde quer que estejam ou mesmo para mantê-los como backup. E existem várias alternativas que oferecem serviço de armazenamento nas nuvens, até mesmo gratuitos (porém limitados). Aqui mesmo neste blog já falamos sobre o minus e o Google Drive no Debian. O mais utilizado e conhecido desses serviços é, sem dúvidas, o Dropbox.
Quem usa Debian sabe que existe o pacote nautilus-dropbox que faz a integração do Dropbox com o gerenciador de arquivos padrão do GNOME, o Nautilus. Para instalá-lo basta o comando:
sudo aptitude install nautilus-dropbox
Ele rodará um script que fará o download do instalador do Dropbox que cuidará do restante da instalação mas, por fim dará um erro reclamando que a aplicação está rodando de um local inapropriado.


Para corrigir isso faz-se necessário rodá-lo através de um script disponibilizado no site do Dropbox. Vamos baixá-lo e instalá-lo com o seguinte comando, de acordo com seu processador:
32 bits:
wget -O - http://www.dropbox.com/download?plat=lnx.x86 | tar xzf -
64 bits:
wget -O - http://www.dropbox.com/download?plat=lnx.x86_64 | tar xzf -
Agora rodamos o daemon instalado com o seguinte comando:
~/.dropbox-dist/dropboxd
Proceda com o restante da instalação e use e abuse desse serviço.


Fonte: Dropbox

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 05/01/2013 10:57

04/01/2013

Francisco Aparecido da Silva

Servidor NAS OpenMediaVault


Existem muitas formas de armazenamento de dados e diversos dispositivos para esta finalidade. A facilitade do famoso "copiar/colar" de arquivos entre computadores faz com que nossa massa de dados sempre cresça, tanto no ambiente doméstico quanto no meio corporativo. Em ambos os casos, a disponibilidade das informações é um quesito importante que não pode ser negligênciado. No meio digital, existem dois tipos de pessoas: aquelas que já perderão dados e aquelas que inda irão perder.

O OpenMediaVault[1]  é uma solução de NAS[2] baseado no Debian, destinado para ambientes domésticos ou pequenos escritórios, com características que o tornão robusto como um servidor ssh, nfs, smb/cifs, rsync, bastando um pouco de conhecimento e criatividade. 

Sua instalação segue o padrão Debian, podendo ser instalado apartir de um CDROM ou Pendrive. Veja como fazer isso em[3]. Possibilita a instalação de plugins adicionais, como NetTalk, UPS, Clamav, Protocolo iSCSI, Protoloco  LDAP e LVM, tornando além de um excelente sistema de armazenamento de dados, um laboratório para aprendizado. 

Dentre outras qualidades, o OpenMediaVault possui interface web para sua administração e configuração, permitindo configurações do sistema, configuração de armazenamento com gestão dos dispositivos, raid e sistemas de arquivos.

Os serviços do NAS, podem ser ativados gradualmente de acordo com a demanda e necessidade, possibilitando trabalhar com a maioria dos protocolos, tais como rsync, SMB/CIFS, NFS, FTP, TFTP, entre outros. 

O monitoramento do NAS se destaca pelos gráficos do tipo MRTG, indicando carga/utilização de cpu/rede/discos/memória, podendo ser configurado aviso via e-mail e monitoramento via SNMP.

No wiki do projeto [4], explicações das configurações detalhadas, mas é importante lembrar que ferramentas por si, não solucionam problemas. Vá em frente e faça seus testes e estudos.


Referências:
[1] http://www.openmediavault.org/
[2] http://en.wikipedia.org/wiki/Network-attached_storage
[3] http://wiki.openmediavault.org/index.php?title=Installation#Installation_media
[4] http://wiki.openmediavault.org/index.php?title=Configuration


por Francisco Aparecido da Silva (noreply@blogger.com) em 04/01/2013 11:04

02/01/2013

Eduardo Marcel Macan (macan)

Meus cinco anos de Twitter em uma imagem.

tag cloud made from 5 years of tweets

tag cloud made from 5 years of tweets

 

O Twitter agora permite solicitar o arquivo de todos os seus posts, basta solicitar na tela de edição de configurações e um e-mail com o link de download será enviado. O download conta com uma interface html para que seja possível navegar seus tweets (ou mesmo republicá-los na web, por que não?), os tweets vêm com sua informação completa estruturada em json, conforme disponível pela api e também em arquivos CSV, para uso em planilhas e afins. Até o momento deste post na versão CSV a conversão de caracteres de Unicode para ASCII fez com que caracteres acentuados e especiais sejam substituídos por ‘?’, mas imagino que esse detalhe seja consertado em breve.

por Eduardo Maçan em 02/01/2013 20:26

30/12/2012

Andre Luis Lopes (andrelop)

Escolhendo seu próximo computador

Caso você não seja um jogador, está vivendo em uma das melhores épocas para adquirir um computador pessoal. E não estou levando nem mesmo em consideração a velha tática de adquirir um computador de um fabricante desconhecido, com componentes suspeitos e, portanto, de baixo custo.

Hoje em dia existem ofertas atrativas o bastante para que qualquer pessoa comum consiga adquirir um bom computador, de boa qualidade e por um valor justo. Sim, “justo”, porque “barato” não é um termo que eu costumo associar a quase nenhum bem de consumo.

Claro, existem exceções (Apple, estou olhando para vocês), mas existem computadores pessoais de marcas conhecidas e com ótima reputação sendo vendidos por preços bastante atraentes. Uma rápida pesquisa em qualquer mecanismo de busca leva a valores convidativos e uma filtragem por marcas e fabricantes mais bem avaliados pode levar a ofertas e condições de pagamento muito interessantes.

Outro detalhe é que, a menos que suas necessidades sejam realmente muito específicas, hoje em dia a busca por computadores pessoais desktop deve ser algo desconsiderado. Particularmente, já há algum tempo não considero computadores desktop quando preciso pesquisar por novos computadores para uso pessoal.

A exceção é quando a intenção é uma máquina para jogos. Nesse caso, geralmente prefiro os computadores desktop. Se o único uso do computador for realmente para jogos, não há porque exigir mobilidade. E importante notar que computadores móveis tendem a ter um custo superior a computadores desktop com configuração equivalente.

Computadores desktop ocupam mais espaço, são mais barulhentos, geram mais calor, gastam mais energia e não possuem a vantagem da mobilidade. Suas vantagens são o custo reduzido se comparado a computadores móveis com configurações equivalentes e a maior facilidade na troca de peças e componentes, o que leva a uma vida útil maior, já que é possível atualizar componentes individuais mais facilmente.

Computadores móveis, porém, ocupam menos espaço, são menos barulhentos, geram menos calor e consomem menos energia, além de apresentarem a óbvia vantagem da mobilidade. No entanto, costumam ter um custo um pouco superior a computadores desktop de capacidade equivalente e geralmente a troca de peças e componentes individuais é mais restrita e mais cara, quando possível.

Existem sim computadores móveis pensados especificamente para jogadores, mas esses costumam ter um custo muito mais elevado do que um computador desktop com componentes equivalentes, além de sacrificarem um pouco o aspecto da mobilidade, por serem maiores e mais pesados.

Estive pesquisando valores de computadores pessoais para uso pessoal. Meu objetivo era ter um computador bom para uso pessoal genérico (qualquer tipo de tarefa que geralmente um usuário mediano executa em um computador), mas que também fosse uma boa (mas não necessariamente ótima) plataforma de jogos.

Indo completamente contra o que indiquei nesse texto, acabei decidindo por um computador móvel. A idéia de ter mais um trambolho grande, barulhento, gerando calor, ocupando espaço e de mobilidade restrita não me agradava, por isso a idéia de adquirir um desktop foi deixada de lado.

Quando decidimos por computadores desktop também existe a tendência de capricharmos mais na escolha de seus componentes. Acabamos escolhendo melhor os componentes individuais e chamando para nós mesmos a tarefa de combiná-los em um único sistema. Sinceramente, também queria evitar isso.

Um computador móvel, por ser mais restrito em relação a upgrades, peças e componentes, costuma ser adquirido em uma configuração já pronta para uso, sem que seja necessário dedicar tempo e pesquisa para que possamos chegar a configuração e combinação adequada de peças e componentes em um único sistema montado em casa.

Adquirir algo já montado, pronto para o uso, de um grande fabricante com boa reputação também tem a vantagem da tranquilidade de uma garantia maior no sistema como um todo, bem como opções de adquirir planos de garantia estendida por preços convidativos. É uma boa idéia se você, assim como eu, não gosta de perder tempo sujando as mãos com montagem, combinação de componentes e pesquisa de hardware.

A não ser que você disponha de uma alta quantia para investir, porém, a opção pelo computador móvel sempre deixará a sensação de que você poderia ter adquirido algo com maior capacidade (melhor processador, mais memória, discos mais rápidos, melhor placa de vídeo) em um computador desktop pelo mesmo valor investido.

É o preço a ser pago pela comodidade e pelas vantagens trazidas por um computador móvel. Particularmente, acredito que as vantagens superam as desvantagens e por isso optei pela opção móvel. O modelo que adquiri permite jogar os jogos atuais sem maiores problemas, mas não é o modelo mais caro nem o mais indicado para jogadores, apesar de ser atualmente uma boa opção.

Tenho ciência de que daqui há alguns meses esse pode não ser o caso e que o fato da restrição de opções de upgrades pode fazer com que um computador que atualmente pode ser utilizado perfeitamente como uma ótima plataforma de jogos não seja mais uma boa opção.

Esperar pelo melhor momento para investir em um bom computador, porém, é uma ilusão. Sempre existirá um modelo melhor, mais potente e provavelmente sendo comercializado por um valor mais atrativo e com melhores condições se você esperar algum tempo para investir.

O problema é que, se você esperar pelo melhor momento para investir, vai acabar nunca realmente adquirindo o que precisa. Só mais um mês, só mais algumas semanas. O tempo passa e você acaba esperando pelo próximo lançamento, ma esperança de que o custo do modelo anterior diminua ainda mais. A velocidade dos lançamentos leva a uma bola de neve de espera infinita.

Se você precisa do computador, invista agora. Compre e nem pense em continuar pesquisando preços após ter adquirido seu computador pessoal. Sempre existirão preços melhores. Você deve ter satisfação com o que adquiriu e não tentar se torturar procurando por ofertas melhores. O que está feito, está feito :-)


por andrelop em 30/12/2012 20:35

24/12/2012

Eduardo Marcel Macan (macan)

Sobre o que no Brasil fala a Wikipedia em Português?

1% dos artigos em português na wikipedia são georreferenciados. Mas, sobre o que eles falam? Esta visualização dá uma idéia da distribuição geográfica dos artigos georreferenciados sobre o Brasil na wikipedia.

 

Visualization of geolocated wikipedia articles in portuguese

Visualization of geolocated wikipedia articles in portuguese

por Eduardo Maçan em 24/12/2012 22:27

22/12/2012

Andre Luis Lopes (andrelop)

Testando postar diretamente do tablet

Desculpe, mas não há nada de especial neste post. Estou somente testando o Swift key, um app de teclado para o Android. Nada melhor para isso do que escrever um post. Também já aproveito para testar o WordPress para Android. Aparentemente, ambos funcionam muito bem :-)


por andrelop em 22/12/2012 13:26

16/12/2012

Manoel Aleksandre Filho

Mudando a aparência do GNOME Shell


Já fazem dois anos em que o GNOME Shell foi lançado e ainda vejo muitos usuários reclamando que não sabem personalizá-lo. Nessa época eu até fiz um post para servir de alguma orientação e esse outro de como instalar extensões. Tudo bem que nos primeiros meses de lançamento do GNOME 3 haviam poucas ferramentas de configuração do mesmo no gnome-control-center (Configurações do Sistema) e o gnome-tweak-tool (Advanced Settings) acabou surgindo para suprir essa demanda e foi adotada como ferramenta oficial. Eu até penso que a mesma já deveria ser unificada ao gnome-control-center e ser uma de suas opções de ferramenta.

Bom, mas o que é necessário para mudarmos completamente a aparência do nosso desktop? Se sua instalação já não tiver vindo com o gnome-tweak-tools instalado você terá que instalar ele e outro pacote para fazer as mudanças em seu desktop:
sudo aptitude install gnome-tweak-tool gnome-shell-extensions

Abrindo o gnome-tweak-tool você, primeiramente, necessita ativar a extensão User Themes.

O gnome-tweak-tool tem como uma das opções Temas, cuja sub-opções mais importantes são:

Tema de janelas - aqui, ao escolhermos um tema, modificamos o contorno das janelas das aplicações e, principalmente, sua barra superior e seus botões de controle (minimizar, maximizar e fechar).

Shell theme - é por esta opção que instalamos os temas para o shell anteriormente baixado de algum lugar. Mas há que se ter cautela pois não é qualquer tema que pode ser instalado. Atente para a indicação do autor do tema quanto à versão do shell para o qual ele foi feito. Instalar temas de versões diferentes podem até funcionar de cara mas deixará o sistema instável.

Tema do GTK+ -  você já deve ter notado que algumas aplicações, como o Firefox ou o Google Chrome, podem ficar com uma aparência um pouco diferente do restante do sistema. Isso se dá porque, mesmo você estando no Gnome 3, essas aplicações ainda estão usando o GTK 2. Por esse motivo, muitos temas incluem arquivos de configuração para para GTK 2 e GTK 3. Outros também exigem motores extras de renderização como o unico e o murrine. Fique atento para as exigências de cada pacote de temas e instale as dependências exigidas antes de instalar um tema. Geralmente a instalação das engines satisfazem-se com o seguinte comando:
sudo aptitude install gtk2-engines-murrine gtk3-engines-unico

As demais opções são implícitas e você deve saber do que se trata, como Tema de ícones, Tema de associação de teclas, Cursor theme, etc. Nos repositórios Debian temos vários temas que podem ser instalados, mas você pode também fazer o download de outros em sites como o gnome-look.org e deviantart.com. Os pacotes baixados desses sites são instalados da seguinte maneira:

Cursores e ícones - devem ser descompactados na pasta ~/.icons.
Temas para o Shell ou GTK - descompacte-os na pasta ~/.themes ou instale-o diretamente pelo gnome-tweak-tool indicando o pacote compactado de onde você fez download.
Fontes - os pacotes devem ser descompactados na pasta ~/.fonts.

Todas as pastas indicadas ficam no seu diretório home e o "." na frente dos nomes das mesmas fazem com que elas fiquem ocultas. Caso elas não existam crie-as.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 16/12/2012 13:34

14/12/2012

Manoel Aleksandre Filho

Faça buscas na internet a partir do GNOME Shell


Que tal realizar pesquisas na internet sem ter que antes abrir o browser para isso? Essa é a funcionalidade oferecida pela extensão Web Search Dialog. Usando a tecla de atalho Super+Espaço abre o box de diálogo para pesquisa onde você deve digitar sua pesquisa, clicar na tecla ENTER e seu navegador padrão será aberto com o resultado desejado. Caso o navegador já esteja aberto, outra aba será aberta com o resultado de sua pesquisa.

 A praticidade é tanta que, no próprio box de pesquisa, são apresentadas sugestões de pesquisa e até mesmo definições com imagem como o box de ajuda do mecanismo DuckDuckGo.














Com essa extensão é possível escolher qual motor de pesquisa desejamos utilizar bastando utilizar a tecla TAB. Ela já vem com vários motores de pesquisa mas podemos acrescentar mais.

Mecanismos de busca

Box de configuração

















Abaixo temos a relação de todas as funcionalidades disponíveis:

* Resultado instantâneo/definição (ajuda DuckDuckGo) com imagens dentro do diálogo;
* Sugestões de pesquisa;
* Histórico com limite configurável;
* Escolha o seu mecanismo de pesquisa padrão;
* Adicione múltiplos motores de pesquisa;
* Tecla TAB para ver e escolher um motor de pesquisa da lista existente;
* Ctrl+Shift+V para colar e pesquisar;
* Ctrl+Shift+G para colar e ir (URL);
* Ctrl+(1-9) para acionar sugestão de pesquisa ou item na lista do histórico;
* Adicione palavra-chave para cada motor de busca;
* Adicione palavra-chave para ir diretamente a uma URL.

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 14/12/2012 10:56

10/12/2012

Manoel Aleksandre Filho

Montando imagens de CD/DVD no Linux


Essa semana participei do COMSOLiD e, na sala de games, um camarada surgiu com uma cópia de um game para Playstation em .nrg para rodar no PCSX. Na verdade não passava de uma provocação pois a pessoa acreditava que não era possível utilizar uma imagem de um programa proprietário de gravação de CDs. Bom, é claro que eu não disse que nunca tinha utilizado esse tipo de imagem de cd no Linux, mas minha primeira atitude foi tomar o notebook de suas mãos e consultar o man do mount e encontrar a resposta que queríamos. Usuários de outras distros sempre pensam que um usuário Debian é um glossário ambulante de comandos Linux e esquecem-se que uma das ferramentas mais importantes são os manuais de ajuda. Inteligente não é aquela pessoa que tem cada resposta na ponta da língua, e sim aquela que sabe onde buscar e como aplicar essas respostas.

E essa foi a motivação para esse post. Vejamos como montar as imagens de disco mais comuns no Linux através da linha de comando.

O primeiro passo é determinar uma pasta onde a imagem será montada. As mais adequadas para essa tarefa são as pastas /media e /mnt. Na maioria das distribuições Linux atuais nossas mídias de CD/DVD e pendrives são automaticamente montadas na pasta /media. Se você possui um driver de CD/DVD notará que nela já existem as pastas cdrom0 e cdrom (esta apenas um atalho para a primeira). Quando você espeta um pendrive o mesmo será montado em uma pasta com o nome do dispositivo. Se você vai montar a imagem para ser utilizada como um dispositivo real de disco e assim poder ser utilizada por uma aplicação que queira ler desse dispositivo real (como o emulador de jogos PCSX), então você deve montá-la nas pasta oficiais (cdrom ou cdrom0). Mas se for apenas montar a imagem para ter acesso aos arquivos da mesma pode montá-la na pasta /mnt ou criar uma pasta com o nome que deseje com o seguinte comando:
sudo mkdir /media/nomepasta
Mas vejamos como montar cada tipo de imagem:


Imagens .iso

O padrão oficial de imagens de disco no Linux é o ISO. Para montá-la use o comando:
$ sudo mount -t iso9660 -o loop imagem.iso /media/cdrom
Troque o nome da imagem.iso pelo nome do arquivo que você possui. A pasta a ser montada é /media/cdrom mas poderia ser /media/nomepasta ou ainda /mnt/nomepasta (de acordo com o nome criado com o comando mkdir).


Imagens .ngr (imagens geradas pelo Nero - Nero Burning Rom)

Por incrível que pareça o tipo de arquivo de imagem de cd mais comum no universo proprietário é o .ngr. Para montá-la devemos use o comando abaixo:
$ sudo mount -t iso9660 -o loop, offset=307200 imagem.ngr /media/cdrom

Se por algum motivo você desejar converter essa imagem .ngr para uma .iso instale o seguinte programa:
$ sudo aptitude install ngr2iso

Para converter, proceda com:
$ ngr2iso imagem.ngr imagem.iso


Imagens .bin e .cue

Outro formato muito popular no universo proprietário, para podermos montá-la precisamos antes convertê-la para .iso. Instale o programa que realiza isso com:
$ sudo aptitude install bchunk

Para converter o arquivo .iso:
$ bchunk imagem.bin imagem.cue imagem.iso
o
Agora basta montar a imagem .iso resultante como descrito acima.


Imagens .img

Também precisaremos converter esse formato para .iso antes. Instale o seguinte programa:
$ sudo aptitude install ccd2iso

Para converter:
$ ccd2iso imagem.img imagem.iso

Depois proceda como já foi falado para montar o arquivo .iso.


Imagens .mdf

Antes proceda com a instalação do mdf2iso:
$ sudo aptitude install mdf2iso

Converta com:
$ mdf2iso imagem.mdf imagem.iso

E, novamente, monte a imagem iso para utilizá-la.

Caso você não saiba, para desmontar a imagem use o seguinte comando:
$ sudo umount /media/cdrom

por Lex Aleksandre (noreply@blogger.com) em 10/12/2012 12:28